Ômega 3: veja 5 benefícios desse tipo de gordura para todas as idades
Provavelmente, você já ouviu falar do ômega 3, mas sabe como esse ácido graxo atua no organismo, para que é indicado e quais os benefícios de consumi-lo?
Se a resposta foi “não”, neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber a respeito dessa “gordura boa”, como muitos falam, incluindo a manutenção dos níveis adequados e, ainda, como suplementar corretamente.
Continue a leitura e confira!
O que é ômega 3?
O ômega 3 é um ácido graxo essencial, ou seja, um tipo de gordura que não é produzida pelo organismo. Isso significa que o obtemos por meio da alimentação ou com a suplementação.
Existem vários tipos de ômega 3 que diferem entre si pela estrutura química (forma e tamanho). Os principais são: o ácido docosahexaenoico (DHA), o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido alfa-linolênico (ALA).
Os alimentos fonte desse nutriente são: peixes de água salgada, como sardinha, atum e salmão, além de sementes (linhaça e chia), óleo de peixe, canola e linhaça, nozes e vegetais escuros (brócolis, couve e espinafre).
Quanto mais rica e equilibrada for a alimentação, maiores as chances de obter todos os nutrientes necessários para a saúde do organismo.
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Para que o ômega 3 é indicado?
O ômega 3 é indicado para auxiliar o tratamento de pessoas que precisam melhorar as funções cognitivas, contribuindo para a boa memória e disposição, além das atividades cardiovasculares, controlando os níveis de glicemia e colesterol e evitando o aumento do LDL, considerada uma “gordura ruim”.
Em paralelo, tem ações anti-inflamatórias, auxiliando o sistema imune a combater as inflamações desencadeadas por doenças, como a obesidade, visto que ainda favorece a perda de peso.
Outras indicações de uso envolvem o auxílio ao tratamento da doença de Alzheimer, ajudando a combater a diminuição das funções cerebrais, assim como durante a gestação, fortalecendo a saúde da mulher e prevenindo a depressão pós-parto.
Pode dar ômega 3 para crianças?
Sim. Segundo o manual de recomendações da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), a falta de DHA (ácido docosahexaenoico), um dos tipos de ácido graxo, no início da vida, pode resultar em perda da função cognitiva.
Isso porque o DHA é um dos componentes das membranas celulares, principalmente as que compõem o tecido cerebral e a retina. Além disso, ele auxilia o fluxo de impulsos elétricos dos neurônios, o que é essencial para o desenvolvimento cognitivo e cerebral.
Em todo caso, o DHA continua importante ao longo da vida, exigindo que se mantenham bons níveis no organismo por estar presente também na retina e no córtex visual, contribuindo para o desenvolvimento neurocomportamental, a cognição e a visão.
O manual da SPSP ainda destaca que, nos primeiros mil dias de vida da criança, da gestação aos dois anos, o crescimento físico e do sistema nervoso é rápido. Nessa fase, acontece 80% do desenvolvimento cerebral.
Portanto, nutrientes como o DHA são vitais para que o desenvolvimento da capacidade cognitiva evolua da fase infantil para a fase adulta naturalmente, associado a outros estímulos.
O manual traz uma tabela com a ingestão recomendada de ômega 3 por faixa etária, que deve ser ingerida por dia. Confira:
| Faixa etária | Recomendação de ingestão |
| Gestantes/Lactantes | 200 mg/dia |
| Lactentes (0-6 meses) | Aleitamento materno: não fórmulas infantis: 0,2-0,5% |
| Bebês de 6 meses a 2 anos | 100 mg/dia: alimentação com fontes de ômega-3 e DHA |
| Bebês maiores de 2 anos até 18 anos | 250 mg/dia: alimentação com fontes de ômega-3 e DHA |
Fonte: Sociedade de Pediatria de São Paulo.
É importante ressaltar que o uso de ômega 3 sem fazer uma consulta com o pediatra não é recomendado.
Quais os benefícios do ômega 3 para a saúde?
O ômega 3 participa de diversas atividades no organismo e, como tal, seus benefícios são igualmente variados. Listamos alguns exemplos a seguir:
1. Melhora da saúde ocular
Como destacamos acima, o DHA é um componente estrutural importante da retina. Por isso, ingerir a quantidade adequada desse ácido graxo contribui para melhorar a saúde ocular e evitar problemas de visão.
Outro benefício é a redução de riscos de degeneração macular, sendo essa uma das principais causas de danos oculares permanentes, como a cegueira.
2. Reduz a inflamação
A inflamação é uma reação natural quando contraímos infecções ou sofremos lesões e traumas, como quebrar um braço. Entretanto, quando o processo inflamatório se estende, mesmo sem uma causa, o quadro é chamado de inflamação crônica.
Esse tipo de inflamação pode contribuir para quase todas as doenças crônicas, incluindo as doenças cardíacas e os cânceres.
Os ácidos graxos auxiliam a reduzir a produção de moléculas e substâncias ligadas à inflamação, como eicosanoides e citocinas inflamatórias. Estudos já observaram uma conexão entre a suplementação do nutriente e a redução da inflamação.
3. Auxilia o tratamento e a prevenção de doenças autoimunes
As doenças autoimunes são condições em que o sistema imunológico confunde células saudáveis com células estranhas e começa a atacá-las.
Um estudo constatou que o aumento da ingestão de vários tipos de ômega 3 durante a infância, incluindo o DHA, pode contribuir para um menor risco de reação autoimune associada à diabete tipo 1 ao longo da vida.
Outras doenças nas quais o nutriente ajuda o tratamento incluem: lúpus, artrite reumatoide, colite ulcerativa, doença de Crohn e psoríase. Porém, ainda é necessário desenvolver mais pesquisas.
4. Contribui para a saúde cardiovascular
As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte no mundo. Pesquisadores que estudaram comunidades nas quais o consumo de peixe era alto comprovaram níveis muito baixos dessas doenças.
A partir dessa descoberta, ômega 3 e saúde cardiovascular passaram a ser associados e o consumo ligado a benefícios como: redução dos níveis de triglicerídeos, aumento das taxas de colesterol HDL (bom) e prevenção da formação de coágulos sanguíneos, entre outros.
Aqui, vale destacar que ainda não existem evidências suficientes para comprovar que a suplementação do nutriente previne ataques cardíacos ou derrames.
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5. Melhora a saúde da pele
Lembra que o DHA é um componente estrutural das membranas celulares? Isso significa que ele está presente na pele, o maior órgão do corpo humano.
Dessa forma, manter níveis adequados beneficia a pele, melhorando a hidratação, reduzindo o risco de acne e, também, protegendo contra o envelhecimento prematuro.
Estudos realizados com animais sugerem que o ômega-3 pode ajudar a proteger a pele contra os danos do sol. O que não significa que a suplementação exclui o uso de protetor solar.
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Como fazer a suplementação de ômega 3?
A recomendação de suplementação deve ser feita e acompanhada por um médico. Então, não inclua esses suplementos por conta própria, pois se você não estiver com deficiência do nutriente, o produto simplesmente não terá efeito.




