logomemedmaislogomemedmaislogomemedmaislogomemedmais
  • Medicamentos
  • Medicina e Tecnologia
    • Receita Digital
  • Sua Saúde
    • Doenças e Sintomas
    • Bem-estar
    • Saúde da Mulher
    • Mente e Comportamento
    • Saúde da Criança
Loja
✕
            Sem resultados. Tente novamente Ver todos resultados
            • Início
            • Todas seções
            • Seções
            • Sua Saúde Saúde da Mulher
            • HIV na gestação: o que é a transmissão vertical e que cuidados tomar
            Publicado por Memed em 11 de abril de 2024
            Categorias
            • Saúde da Mulher
            Tags

            HIV na gestação: o que é a transmissão vertical e que cuidados tomar

            A gravidez é um período de mudanças e expectativas para qualquer mulher. No entanto, as preocupações e os desafios se multiplicam quando se trata de HIV na gestação.

            O HIV, ou Vírus da Imunodeficiência Humana, é uma condição crônica que atinge o sistema imunológico e, quando não é devidamente controlado, pode ter sérias repercussões tanto para a mãe quanto para o bebê durante a gestação.

            Neste artigo, vamos explicar o que é transmissão vertical, como preveni-la, métodos de diagnóstico confiáveis e quais os riscos que a infecção por esse vírus pode representar para a saúde da grávida e da criança.

            Ao longo das próximas linhas, fornecemos também informações detalhadas e baseadas em evidências sobre o tratamento do HIV em gestantes, abordando questões essenciais que podem surgir durante esse período crucial.

            Você vai entender como funciona a terapia antirretroviral na gravidez e quais são os principais avanços da medicina em relação às estratégias terapêuticas que possibilitam uma gestação saudável e que garantem o bem-estar da mulher e do bebê.

            O que é o HIV?

            O HIV, ou Vírus da Imunodeficiência Humana, é um agente infeccioso que afeta o sistema imunológico. Ele pertence à categoria dos retrovírus, o que significa que possui uma molécula de RNA como material genético e usa uma enzima chamada transcriptase reversa para se replicar no organismo humano.

            O HIV tem duas principais variantes: o HIV-1 e o HIV-2, sendo a primeira a mais comum e a segunda a menos prevalente.

            Esse vírus ataca as células CD4 (também chamadas de células T ou linfócitos T-helper), que são indispensáveis para a plena operatividade do sistema de defesa do organismo.

            O vírus invade essas células, replicando-se e destruindo-as no processo. Conforme a imunidade enfraquece devido à perda dessas células de defesa, o corpo se torna vulnerável a infecções oportunistas (tuberculose, pneumonia, etc) e ao desenvolvimento de cânceres, caracterizando a fase de imunossupressão.

            A infecção pelo HIV é, comumente, assintomática nas fases iniciais. No entanto, se não for tratada, pode progredir para a AIDS, que é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

            Considerada a fase mais avançada da infecção, a AIDS caracteriza-se pela imunossupressão e manifestações clínicas graves.

            O diagnóstico do HIV é feito por meio de testes que apontam a presença do vírus ou de anticorpos no sangue. Atualmente, a terapia com medicamentos antirretrovirais (TAR) tem se mostrado eficaz no tratamento do HIV, ajudando a controlar a replicação do vírus.

            Veja também: PrEP contra HIV: o que é e como funciona a Profilaxia Pré-Exposição?

            HIV na gestação: o que é transmissão vertical?

            O HIV na gestação é uma preocupação importante de saúde pública, e a transmissão vertical é um conceito fundamental a ser compreendido. Ela ocorre quando o vírus é transmitido da mãe para o filho no decorrer da gravidez, durante o parto ou na amamentação.

            Durante a gravidez – Transmissão intrauterina

            O HIV pode passar da mãe para o feto ainda no útero, por meio da corrente sanguínea. Isso é possível se o vírus atravessar a barreira placentária.

            Durante o parto – Transmissão intraparto

            No processo de parto, o bebê pode ter contato com o sangue, os fluidos genitais ou as secreções maternas que contenham o HIV, o que aumenta o risco de infecção.

            Durante a amamentação – Transmissão pelo leite materno

            O HIV também pode ser transmitido por meio do leite da mãe. Portanto, a amamentação é contraindicada para lactantes que vivem com HIV, mesmo que sua carga viral esteja indetectável.

            Vale a pena ressaltar que, com os cuidados adequados, é possível reduzir significativamente a taxa de transmissão vertical do HIV.

            Leia também: O que não comer durante a amamentação? Conheça os principais alimentos

            Como funciona a testagem de HIV em gestantes?

            A testagem em gestantes é uma parte essencial do cuidado pré-natal para garantir a saúde da mãe e a prevenção da transmissão do HIV para o bebê. 

            Abaixo, explicamos detalhadamente como esse processo funciona.

            Triagem inicial

            No início da gravidez, todas as gestantes são rotineiramente submetidas a uma triagem inicial para detecção do HIV como parte do pré-natal. Isso envolve a coleta de uma pequena amostra de sangue, geralmente por meio de um exame simples.

            Teste de anticorpos

            A primeira testagem de HIV em gestantes verifica a presença de anticorpos contra o HIV no sangue. Tais anticorpos são produzidos pelo sistema de defesa em reação ao vírus invasor.

            Se o teste for positivo, isso indica uma possível infecção por HIV. Nesse caso, testes adicionais são realizados para confirmar o diagnóstico.

            Teste de confirmação

            Em caso de resultado positivo no teste de anticorpos, um segundo teste de confirmação é conduzido. Geralmente, o teste de Western blot é usado para confirmar a presença do vírus no organismo.

            Carga viral

            Se o diagnóstico de infecção por HIV for confirmado, a equipe médica realiza uma avaliação da carga viral, que mensura o volume de vírus presente no sangue.

            Isso é fundamental para determinar a gravidade da infecção e guiar o tratamento.

            Aconselhamento e tratamento

            Se a gestante for diagnosticada com HIV, ela receberá aconselhamento e informações sobre as opções de tratamento disponíveis, incluindo a terapia antirretroviral (TAR).

            Aderir ao tratamento é essencial para reduzir a carga viral e minimizar a probabilidade de transmitir o HIV para o bebê.

            Acompanhamento

            Durante a gestação, a mulher que vive com HIV é acompanhada de perto por profissionais de saúde para garantir que o tratamento seja eficaz e que sua carga viral seja mantida indetectável, reduzindo as chances de transmissão vertical.

            É de extrema importância que todas as gestantes façam o teste como parte do cuidado pré-natal.

            Este conteúdo também pode te interessar: Quando iniciar o pré-natal? Qual é a importância para a saúde da mulher e do bebê?

            O que é carga viral indetectável?

            A carga viral indetectável, no contexto do HIV, refere-se à quantidade tão baixa do vírus no sangue de uma pessoa que ele nem chega a ser detectado pelos testes de carga viral comuns.

            Porém, isso não significa que o HIV tenha sido eliminado, mas sim que está presente em níveis extremamente baixos.

            Geralmente, para ser considerada indetectável, a carga viral deve ser inferior a 20 ou a 50 cópias do HIV por mililitro de sangue, de acordo com os padrões de testes clínicos mais sensíveis.

            Alcançar a carga viral indetectável é um objetivo crucial no tratamento do HIV em gestantes e no público em geral, pois minimiza expressivamente o risco de transmissão e preserva a saúde do paciente.

            Quais são os sintomas do HIV na gestação?

            Os sintomas do HIV na gestação podem variar de uma mulher para outra. Inclusive, é possível que algumas mulheres estejam infectadas e permaneçam assintomáticas por bastante tempo.

            No entanto, alguns sinais podem ser percebidos. Confira abaixo os principais.

            Sintomas gerais do HIV

            • febre;
            • fadiga;
            • suores noturnos;
            • perda de peso.

            Sintomas relacionados ao sistema imunológico

            • infecções respiratórias frequentes (resfriados e gripes);
            • infecções de pele.

            Sintomas ginecológicos

            • corrimento vaginal anormal;
            • coceira;
            • dor ou desconforto pélvico; 
            • infecções bacterianas oportunistas.

            Complicações da gestação

            • parto prematuro;
            • bebê com baixo peso.

            Caso a futura mamãe apresente um ou mais desses sintomas, é fundamental procurar o serviço de saúde para realizar os testes necessários, descartar ou confirmar o diagnóstico e garantir a saúde tanto da gestante como do bebê.

            Veja também: Primeiros sintomas do HIV: em quanto tempo aparecem e como tratar?

            Como é feito o tratamento do HIV em gestantes?

            Os cuidados com a gestante com HIV começam pelo diagnóstico preciso da infecção –  feito por meio de testes de triagem e de confirmação – e pela avaliação da carga viral. 

            Após o diagnóstico, o médico conduz uma avaliação clínica ampla para identificar o estágio da infecção pelo HIV, a saúde geral da gestante e do feto e a presença de outras condições médicas.

            A partir dessas informações, o médico infectologista pode traçar o plano terapêutico mais adequado para cada caso.

            Terapia com medicamentos antirretrovirais na gravidez

            Geralmente, a terapia antirretroviral na gravidez (TAR) envolve a combinação de diferentes medicamentos que visam inibir a sobrevivência e reprodução do vírus e reduzir ao máximo a carga viral no sangue.

            Existem diferentes esquemas de TAR. A escolha depende de fatores como a carga viral, a contagem de células CD4, a presença de resistência a medicamentos e a tolerância individual.

            Os medicamentos que costumam ser prescritos incluem:

            Inibidores da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos (ITR-N)

            Esses medicamentos interferem na replicação do vírus ao incorporar-se ao DNA viral.

            • Zidovudina (AZT);
            • Lamivudina (3TC);
            • Abacavir (ABC);
            • Emtricitabina (FTC). 

            Inibidores da Protease (IP)

            Os IPs bloqueiam a atividade da protease viral, essencial para a maturação do vírus.

            • Lopinavir/ritonavir (LPV/r);
            • Atazanavir/ritonavir (ATV/r). 

            Inibidores de Integrase (INI)

            Esses medicamentos impedem que o vírus integre seu material genético nas células do hospedeiro.

            • Dolutegravir (DTG). 

            Inibidores da Fusão

            Embora menos comuns, alguns medicamentos são usados em circunstâncias específicas.

            • Enfuvirtida.

            A adesão rigorosa ao tratamento é crucial para o seu sucesso. Os medicamentos antirretrovirais devem ser administrados segundo a prescrição do médico, na dosagem e horários corretos. Isso ajuda a manter a carga viral indetectável e a prevenir a resistência a medicamentos.

            A gestante é acompanhada de perto por profissionais de saúde para monitorar a eficácia do tratamento e a saúde em geral. 

            A escolha dos medicamentos da TAR é feita com base em avaliações clínicas individuais e pode depender da resistência do vírus a ativos específicos, histórico de tratamento prévio, efeitos colaterais e considerações sobre a segurança do bebê.

            Qual a importância do aconselhamento pré-natal para gestantes com HIV?

            O aconselhamento pré-natal para gestantes com HIV é importante por diversas razões. Primeiramente, fornece informações claras e precisas sobre a infecção e o tratamento, permitindo que a mulher tome decisões informadas sobre sua saúde e a do seu bebê.

            Além disso, o aconselhamento ajuda a reduzir o estigma e o medo relacionados ao HIV, promovendo a aceitação da condição.

            Ainda, é possível conscientizar as grávidas que receberam o diagnóstico positivo para HIV sobre a necessidade de aderir ao tratamento, garantindo que elas compreendam a importância dos medicamentos para manter a carga viral indetectável e prevenir a transmissão vertical.

            A equipe de pré-natal fornece também suporte emocional e psicológico, auxiliando na adaptação à nova realidade.

            Prevenção da transmissão do HIV para o bebê

            Os cuidados com a gestante com HIV também servem para evitar que o bebê seja contaminado com o vírus. Para isso, costuma-se adotar as seguintes práticas.

            • Iniciar a terapia antirretroviral (TAR) o mais cedo possível durante a gravidez;
            • seguir o protocolo de tratamento rigorosamente;
            • comparecer regularmente às consultas médicas de pré-natal;
            • não amamentar o bebê, dando preferência para o uso de fórmula infantil;
            • dar continuidade ao tratamento pós-parto, conforme as diretrizes médicas;
            • manter o uso de preservativos, caso opte por manter relações sexuais durante a gestação.

            Leia também: Gestação de alto risco: o que significa? Veja os principais cuidados

            FAQ

            Grávidas com HIV podem optar pelo parto vaginal? 

            Certamente. É possível que gestantes com HIV optem pelo parto vaginal. No entanto, a carga viral no sangue precisa se manter indetectável, uma vez que a transmissão do vírus pode ocorrer durante o processo de parto.

            O bebê também precisa ser monitorado após o parto?

            Sim. Após o parto, é possível que o recém-nascido receba temporariamente tratamentos antirretrovirais variados, adaptados conforme a condição viral da mãe. Geralmente, o acompanhamento médico é mantido até que a criança complete um ano e meio de vida.

            Mulheres com HIV podem amamentar?

            Não. O HIV pode ser transmitido verticalmente pelo leite materno, tornando a amamentação desaconselhável para pessoas portadoras do vírus – mesmo que apresentem carga viral indetectável.

            As informações neste site não têm a intenção de substituir uma consulta pessoal com um médico, farmacêutico, enfermeiro ou outro profissional de saúde qualificados.

            O leitor não deve desconsiderar aconselhamento médico nem adiar a busca por aconselhamento médico devido a alguma informação encontrada neste site.

            Procure sempre um médico para que ele possa lhe auxiliar no seu caso específico.

            Compartilhar
            3
            Memed
            Memed
            A Memed vai te ajudar a entregar muito mais saúde para o seu paciente. Prescreva através de uma base - atualizada diariamente - com mais de 60 mil medicamentos e promova a adesão através de uma prescrição digital, sempre disponível, que se conecta com a farmácia e possibilita a compra dos medicamentos com desconto e mais comodidade ao seu paciente!

            Artigos Relacionados

            Distúrbios na ovulação
            3 de abril de 2024

            Distúrbios na ovulação: entenda as causas e qual o melhor tratamento


            Leia mais - Distúrbios na ovulação: entenda as causas e qual o melhor tratamento
            medicamentos para menopausa
            28 de fevereiro de 2024

            Medicamentos para menopausa: quais as opções e como fazer?


            Leia mais - Medicamentos para menopausa: quais as opções e como fazer?
            pílula do dia seguinte
            8 de fevereiro de 2024

            Pílula do dia seguinte: como funciona no organismo?


            Leia mais - Pílula do dia seguinte: como funciona no organismo?

            Deixe um comentário Cancelar resposta

            O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

            logomemedmais

            A Memed+ é uma iniciativa da Memed.
            Conheça nossas outras soluções em www.memed.com.br

            Categorias

            • Medicamentos
            • Medicina e Tecnologia
            • Sua Saúde
            • Bem-estar
            • Doenças e Sintomas
            • Mente e Comportamento
            • Saúde da Criança
            • Saúde da Mulher
            • Saúde do Homem

            Institucional

            • Memed
            • Trabalhe conosco

            Serviços

            • Receita digital para pacientes
            • Plataforma de prescrição para médicos
            • Seja um parceiro
            Central de ajuda

            Todos os direitos reservados© 2024 Memed.

            Loja
                      Sem resultados. Tente novamente Ver todos resultados