O Brasil é considerado referência pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no controle epidêmico da doença. Todos os protocolos de prevenção e tratamento no país são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive a PrEP contra HIV.
A PrEP ou Profilaxia Pré-Exposição é um método de prevenção estratégico e importante aplicado em vários países do mundo. Desde que o HIV foi descoberto na década de 1980, as inovações na saúde permitiram tratar pessoas com a doença e, sobretudo, criar protocolos de prevenção eficientes.
O UNAIDS destacou no último relatório ‘In Danger’ que “doenças não podem acabar em um lugar até que terminem em todos os lugares”. É o caso do HIV e, mais recentemente, da Covid-19.
Segundo o relatório, 1.5 milhão de novas infecções por HIV foram registradas em 2021 — mais de 1 milhão acima do estimado pelas metas globais.
O cenário é desafiador, mas os países assumiram, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em 2021, acabar com a AIDS até 2030.
O conhecimento sobre a PrEP contra HIV é uma das iniciativas que deve ser divulgada para proteger os grupos de risco e reforçar a importância da prática sexual segura, diminuindo as taxas da doença.
Continue lendo para entender o que é e como funciona a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e, ainda, como obter a orientação correta para tomar a medicação.
Boa leitura!
O que é PrEP?
PrEP significa Profilaxia Pré-Exposição, um método preventivo de proteção contra a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, o HIV. O objetivo é evitar que uma pessoa não infectada adquira a doença ao se expor ao vírus em relações com parceiros positivos ou sem o uso de preservativos.
O medicamento anti-retroviral administrado no protocolo prepara o organismo para reagir, caso aconteça o contato com o HIV. Como é um método de prevenção, a PrEP é feita antes que a pessoa tenha uma relação sexual com risco para a doença.
Um detalhe importante é que a decisão de usar a PrEP cabe apenas à pessoa que tem ciência da sua vulnerabilidade ao risco e não precisa ser negociada com um parceiro. Por isso, o protocolo tem um papel essencial para a redução do índice de infecções de HIV no mundo.
A meta global da UNAIDS é garantir que 10 milhões de pessoas com risco substancial tenham acesso à PrEP até 2025. Em 2021, mais de 1,6 milhão de pessoas no mundo receberam o método oral de Profilaxia Pré-Exposição.
O trabalho de conscientização é longo e, por isso, os órgãos de saúde têm um papel importante na divulgação dos métodos de prevenção.
No Brasil, a PrEP contra HIV está disponível gratuitamente pelo SUS, o que é uma vantagem diante de outros países que não possuem sistema de saúde pública.
Observação: o Ministério da Saúde tem um sistema de pesquisa online que ajuda a encontrar unidades de saúde do SUS que oferecem a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) em todos os estados do país.
Para quem a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é indicada?
De acordo com o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, a PrEP contra HIV é indicada para um grupo específico que tem risco aumentado de entrar em contato com o vírus formado por:
- gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH);
- pessoas trans;
- trabalhadores(as) do sexo.
Outros indivíduos que são elegíveis para o protocolo são:
- pessoas que deixam de usar preservativo com frequência em relações sexuais (anais ou vaginais);
- pessoas que se relacionam sexualmente sem camisinha com alguém HIV positivo que não faz tratamento;
- pessoas que usam frequentemente a PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV);
- pessoas com episódios frequentes de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Leia também: Primeiros sintomas do HIV: diagnóstico, tratamento e prevenção.
Como funciona a PrEP contra HIV?
A PrEP contra HIV funciona bloqueando os “meios” que o vírus da imunodeficiência humana usa para infectar o corpo humano.
O protocolo administrado na PrEP combina depois medicamentos: tenofovir e entricitabina — o nome comercial é Truvada. A dosagem é de um comprimido por dia.
O uso do medicamento é contínuo e mantido enquanto existir risco de exposição nas relações sexuais.
Os pacientes precisam tomar a medicação rigorosamente todos os dias para alcançar o nível de proteção desejado. Do contrário, o organismo não tem a quantidade suficiente do medicamento na corrente sanguínea para impedir a ação do HIV.
Quais são os protocolos para começar a PrEP?
O paciente deve procurar uma unidade de saúde do SUS para se consultar com um médico e psicólogo. Nessa avaliação inicial, com uma entrevista sendo realizada por um profissional de saúde, confirma-se a indicação para a PrEP contra HIV.
Em seguida, são realizados exames como:
- teste rápido para detecção do HIV (para descartar a possibilidade do paciente já estar infectado e não saber);
- exames para detecção de ISTs e hepatite viral;
- exames para análise das funções renal e hepática (indica se o paciente tem capacidade de processar os medicamentos).
Depois de iniciar a PrEP, o paciente faz consultas regulares a cada 3 meses, em média. O acompanhamento é importante para o médico avaliar efeitos colaterais e fazer exames de controle.
A PrEP tem efeito colateral?
Os efeitos do medicamento utilizado na PrEP contra HIV são mais comuns no primeiro mês de tratamento e incluem: dor de cabeça, excesso de gases, edemas e náusea.
O médico orienta o paciente sobre como proceder e quais remédios tomar para aliviar os sintomas.
Os pacientes com comorbidade podem ter efeitos colaterais mais incômodos. Porém, os que não têm problemas de saúde, seguem o tratamento sem grandes complicações.
Quanto tempo a PrEP fica no organismo?
Os medicamentos ficam ativos no organismo enquanto durar o tratamento da PrEP contra HIV, ou seja, enquanto o paciente estiver exposto aos riscos.
Vale destacar que a proteção começa efetivamente depois de um período. As relações sexuais vaginais devem começar depois de 20 dias e as relações anais depois de 7 dias.
Quanto custa a PrEP HIV?
O custo médio do medicamento da PrEP contra HIV é de R$ 150. Lembrando que o tratamento pelo SUS é gratuito, mas o protocolo pode ser feito pela rede particular. O remédio é vendido em todas as farmácias do país.
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A PrEP contra HIV é um protocolo muito importante para a saúde pública no país e os pacientes devem receber total atenção quando procuram o consultório médico.
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