Os tipos de prescrição médica dizem respeito ao tipo de tratamento que um paciente irá realizar. Elas existem para controlar a dispensação dos medicamentos. Por isso, em alguns casos a receita precisa ficar retida na farmácia. 

Esse é um setor altamente regulado. E é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a responsável pelo controle. Dessa forma, existem regras que são estabelecidas por ela para prescrição de medicamentos. Por exemplo, apenas profissionais habilitados  são autorizados a fazer uma prescrição de substâncias controladas. 

Os tipos de prescrição médica ‘podem ser diferenciados’ por cores: 

  • Receita amarela (Listas A1, A2 e A3);
  • Receita azul (Listas B1 e B2);
  • Receita branca de Controle Especial (Listas C1, C5 e antimicrobianos);
  • Receita branca para retinóides;
  • Receita branca para talidomida;
  • Receita branca simples.

Mas, antes de saber a diferença entre elas e como fazer prescrição médica, vamos entender o seu conceito. 

O que é a prescrição médica?

A prescrição médica é parte do prontuário do paciente, é um documento que completa a realização do ato médico. Isso significa que, após fazer o exame físico e a anamnese do paciente, o médico deve tomar a decisão sobre qual caminho terapêutico vai adotar. 

Dessa forma, o médico faz a prescrição com as informações obtidas do paciente, aliadas ao seu conhecimento sobre o tratamento que pretende recomendar e ao resultado dos exames disponíveis. A receita pode ser entendida ainda como um documento que é entregue ao paciente após a consulta.  

É importante salientar que ela deve ser clara e assertiva. Além disso, também precisa orientar de maneira correta, como deve ser o uso da medicação para que não aconteça erros que são evitáveis

A prescrição médica pode ser entregue ao paciente tanto em papel, feita à mão, como impressa ou digital. Hoje em dia existem plataformas de prescrição médica digital gratuitas, como a Memed, que possui mais de 85 mil itens cadastrados.

Leia também: Como a Memed te ajuda a evitar erros de prescrição

Agora que você já viu o que é a prescrição médica, está se perguntando, existe mais de um tipo de prescrição médica? A resposta é sim! Veja a diferença entre eles a seguir. 

6 Tipos de prescrição médica

Notificações de Receituário B ou Receita azul

Para um médico ter acesso à receita azul para prescrição de medicamentos, ele deve solicitar na Secretaria de Saúde que irá autorizar a quantidade a ser impressa.  Além disso, a receita azul possui uma numeração e ela é padronizada

Ela serve para receitar medicamentos psicotrópicos e é possível prescrever apenas um medicamento por receita, que terá validade de 2 meses. A receita azul é feita em duas vias: uma azul que fica retida na farmácia e outra branca que fica com o paciente. 

 tipos de prescrição médica

Notificações de Receituário A ou Receita Amarela

A receita amarela é utilizada para receitar os medicamentos entorpecentes e alguns psicotrópicos. O bloco de receitas amarelas também é fornecido pela Secretaria de Saúde, sendo assim controlado. 

Os medicamentos para a receita amarela apresentam um risco maior de dependência. Nesse caso, também é admitida a prescrição de apenas uma medicação por receita, sendo que a receita tem duração para ser dispensada em até 1 mês. 

 tipos de prescrição médica amarela

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Receita branca simples

A receita branca é o tipo de receita médica mais comum. Elas são utilizadas para Medicamentos Isentos de Prescrição (MPIs), são aqueles que podem ser comprados sem receita médica, mas que devem ser adquiridos apenas quando são receitados por um médico. 

Além disso, essa receita também é usada para os medicamentos que exigem apresentação de receita, mas não de retenção, além de outros produtos que podem ser prescritos, como os dermocosméticos e fórmulas infantis. 

Receita branca de controle especial

Como o próprio nome diz, essa receita é usada quando o medicamento possui controle especial, como os antidepressivos e ansiolíticos. É usada para prescrever substâncias da lista C1, C5 (de acordo com a Portaria 344/98 e suas atualizações) e antibióticos (de acordo com a RDC 20/2011 e suas atualizações).

É uma receita de duas vias. Ou seja, uma fica retida na farmácia e a outra fica com o paciente. 

Essa receita branca de controle especial possui uma validade de 30 dias e também só podem ser prescritas três medicações na receita, para uma quantidade que dê para um determinado tempo de tratamento. 

Veja abaixo um exemplo de receita branca de controle especial: 

 tipos de prescrição médica controle especial

Receita branca para retinóides

A receita branca da imagem abaixo é direcionada para prescrição de medicamentos da Lista C2 que possuem substâncias retinóides de uso sistêmico. Essa receita também possui uma validade de 30 dias e pode ser dispensada apenas no Estado onde ela foi emitida.

Além disso, cada receita deve conter a quantidade de medicamento suficiente para o tratamento de 30 dias. No caso de medicamento injetável, ela tem o limite de prescrição de cinco ampolas por medicamento. 

Outro detalhe importante a ser observado é que o paciente deve assinar um Termo de Consentimento de Risco e Consentimento Pós-Informação. 

 tipos de prescrição médica retinóides

Receita branca para talidomida

A receita branca para talidomida serve para a prescrição de medicamentos da Lista C3  que possuem substâncias imunossupressoras. Veja o modelo abaixo:

 tipos de prescrição médica talidomida

Depois da data da prescrição, a receita possui validade de 15 dias e também só vale para dispensação no Estado onde foi emitida. Cada receita deve conter a quantidade suficiente para um tratamento de um mês. 

Além da receita especial, também é necessário preencher um Termo de Consentimento que deve informar além do nome do médico, outro dados, como na imagem a seguir: 

 tipos de prescrição médica termo talidomida

Como fazer prescrição médica?

Um dos pontos mais importantes quando se começa a fazer a prescrição médica à mão é se atentar à legibilidade e se não há nenhum dano ou rasura nela. Isso porque quanto mais fácil for para o paciente entender o que ele precisa fazer, melhor será sua adesão ao tratamento, além de evitar erros. 

Leia também: A importância da abordagem centrada no paciente

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) outras informações são imprescindíveis de haver na receita, como: 

  • Identificação do paciente;
  • Identificação do medicamento, concentração, dosagem, forma farmacêutica e quantidade; 
  • Modo de usar ou posologia; 
  • Duração do tratamento; 
  • Local e data da emissão; e 
  • Assinatura e identificação do prescritor com o número de registro no respectivo conselho profissional

Na hora receitar o medicamento, muitas variáveis surgem. Afinal, além dos tipos de prescrição médica é preciso também entender as interações medicamentosas, por exemplo.

Mas, calma! Você pode contar com a ajuda da tecnologia. Se você optar por fazer a receita digital, além de ganhar tempo e contribuir com a redução de erros, você também pode pesquisar pesquisar produtos e medicamentos a serem receitados. É claro, para aqueles casos em que a receita digital é permitida

A Memed oferece receita digital e traz recursos extras para apoio, como uma base de dados de medicamentos e exames, que aliada às ferramentas de apoio à decisão clínica, auxilia os médicos a tomarem suas decisões. 

É possível saber quando um medicamento interage com outro, por exemplo, ou até quando o paciente tem alergia a algum princípio ativo do medicamento receitado – tudo em tempo real. Além disso, também é possível verificar se aquele medicamento é caro demais ou se está descontinuado. Tudo de forma bem simples e intuitiva. 

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