Conhecer os tipos de intolerância alimentar é muito importante para confirmar o diagnóstico de uma doença e impedir complicações quando ela não é tratada corretamente. Atualmente, é possível encontrar diferentes restrições, como: lactose, glúten, frutose, sacarose, milho e levedura.

A intolerância alimentar ocorre devido a falta ou deficiências de enzimas que são responsáveis por fazer a digestão e absorção de um certo alimento. Esse cenário faz com que o produto permaneça no estômago e sature, resultando no aparecimento de sintomas, como: diarréia, dor no estômago, inchaço abdominal, refluxo gástrico, tontura, entre outros. 

Por isso, é essencial descobrir se você tem sensibilidade ao glúten ou a outro tipo de intolerância alimentar. Quanto mais cedo o problema for tratado, melhor será a sua qualidade de vida. Confira todos os detalhes a partir de agora. 

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O que é intolerância alimentar? 

Trata-se de uma resposta negativa do corpo a certos tipos de alimentos. Indivíduos com intolerância alimentar têm dificuldades para absorver grupos de nutrientes e fazer a digestão de alguns pratos.

Esse cenário ocorre porque o organismo reage diminuindo a produção de enzimas, fazendo com que a digestão ocorra de maneira mais lenta. Assim, a concentração excessiva de substância dos alimentos no corpo causa problemas, como inflamações e desconfortos gástricos. Os sinais mais comuns são: cólicas, inchaço, aumento de peso, prisão de ventre, náuseas e diarreia.

Um indivíduo pode, por exemplo, ter intolerância à frutose, ou seja: o organismo não recebe com eficiência alimentos ricos nesse tipo de açúcar. Quando eles são consumidos, podem trazer vários tipos de sintomas. Dentre os mais comuns, encontram-se: náuseas, vômitos, suor excessivo, diarreia e distensão abdominal após o consumo de alimentos ricos em frutose.

Para evitar futuros problemas, o intolerante à frutose deve evitar os seguintes alimentos.

  • Frutas: Abacate, limão, abacaxi, morango, tangerina, laranja, banana, amora e melão;
  • Vegetais: cenoura, aipo, espinafre, ruibarbo, beterraba, batata, folhas de nabo, abóbora, couve de bruxelas, couve-flor, alface, repolho, tomate, rabanete, cebolinha, pimentão verde, cenoura branca;
  • Cereais: farinha de trigo sarraceno, nachos, tortilhas de milho, pão gluten free, bolacha de água e sal, pipoca e quinoa.

A intolerância pode ser identificada por um gastroenterologista, endocrinologista ou nutrólogo. É feita uma avaliação do histórico clínico do indivíduo. Além disso, é removido a frutose da alimentação para observar se o quadro melhorou ou apresentou pioras. 

Para uma análise completa, exames de urina e de sangue são solicitados ao paciente. Vale ainda recorrer ao teste de hidrogênio expirado. Trata-se de um processo que mede, por meio da respiração, o quanto o organismo de um indivíduo consegue absorver a frutose. 

Como saber se tenho intolerância alimentar? 

Os sintomas da intolerância alimentar podem ocorrer alguns minutos depois da ingestão do alimento ou até setenta e duas horas após o consumo. 

A intensidade dos sintomas podem variar de acordo com a quantidade ingerida e sua frequência. Veja abaixo quais são os principais sinais. 

  • Diarreia;
  • Dor no estômago;
  • Cólica;
  • Refluxo gástrico;
  • Inchaço abdominal;
  • Vômito;
  • Gases;
  • Constipação;
  • Fraqueza;
  • Tontura;
  • Apatia;
  • Vertigem;
  • Dor de cabeça;
  • Erupções cutâneas;
  • Urticária;
  • Coceira;
  • Eczema;
  • Psoríase.

Para confirmar o diagnóstico, você deve fazer uma análise profunda dos sinais que foram listados acima. O médico pode solicitar exames de sangue para auxiliar nessa etapa. 

Os exames de rotina e a construção de um diário alimentar são essenciais para descobrir os tipos de intolerância alimentar de forma adequada. 

Se tiver dúvidas durante esse processo, recomenda-se solicitar ajuda do profissional da saúde para que ele interprete os sinais com mais assertividade. Além disso, o exame ajuda a descartar outros tipos de enfermidades. 

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Quais são os tipos de intolerância alimentar? 

Agora que você já sabe as principais informações da doença, vamos entender melhor quais são os tipos de intolerância alimentar já identificados pela ciência. Confira! 

1- Intolerância à lactose

A lactose é o açúcar do leite e sua intolerância ocorre pela falta parcial ou total da enzima lactase, que é responsável por digerir a lactose. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBD), existem três tipos de intolerância à lactose. 

  • Hipolactasia do “tipo adulto”: é o tipo de intolerância mais comum na população mundial adulta. A incidência do diagnóstico varia de acordo com a localização e raça. Somente 2% dos pacientes sofrem com sintomas graves da doença. No Brasil, 40% dos indivíduos têm hipolactasia do “tipo adulto”. Em grande parte dos casos, ela começa após os 3 anos de idade. Já os sintomas mais intensos podem ser observados nos indivíduos mais velhos. Nas pessoas adultas, a enfermidade é de natureza genética e acomete pacientes com predisposição. 
  • Intolerância congênita à lactose: ao contrário do que ocorre com a hipolactasia do “tipo adulto”, a congênita não é diagnosticada com frequência. Geralmente, é reconhecida após o nascimento. A partir daí, o recém-nascido não pode se alimentar do leite materno. A fórmula para lactentes sem lactose é a melhor opção. 
  • Intolerância secundária à lactose: enfermidade adquirida. Ela surge em um indivíduo devido a certas entidades que são responsáveis por causar lesões ao intestino delgado (Diarréia causada por gastroenterite viral, giardíase, alergia ao leite bovino, doença celíaca e doença de Crohn). “É possível observar deficiência temporária de lactase que, depois dos períodos de tempo variáveis, volta aos valores normais uma vez administrados os elementos desencadeantes.”, explica a SBD. É identificada ainda em em bebês prematuros, que não têm produção suficiente de lactase.

Veja abaixo quais são os sintomas mais comuns da intolerância à lactose.

  • Barriga inchada;
  • Excesso de gases e dor abdominal;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Falta de energia e cansaço excessivo;
  • Irritabilidade fácil;
  • Dor de cabeça;
  • Aparecimento de manchas vermelhas na pele após a refeição;
  • Dor muscular ou nas articulações.

O diagnóstico da intolerância à lactose pode ser feito de várias formas. O procedimento mais empregado é o clínico. Nele, o médico exclui todos os alimentos com lactose do cardápio do paciente. Em grande parte dos casos, os sintomas não permanecem após dias ou semanas. 

Existe ainda a possibilidade de trabalhar o teste de tolerância. Depois de consumir a lactose, indivíduos sem essa enfermidade têm o crescimento da glicemia (glicose formada pela quebra da lactose) acima de 20 mg/dL em relação ao jejum. Por outro lado, essas mudanças não são identificadas nos intolerantes. 

Já em relação ao tratamento e a prevenção, recomenda-se diminuir o consumo de lactose que pode ser identificado em laticínios. Em grande parte dos casos, essa estratégia surte efeitos positivos. 

A regra é clara: quanto mais intolerante for o indivíduo, menor deve ser a quantidade de açúcar consumida. Dessa forma, evitará os sintomas que são provocados pela doença.

2- Intolerância ao glúten

Trata-se de uma enfermidade celíaca provocada pela intolerância ao glúten, que é uma proteína identificada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados, como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodka e alguns doces, causando obstáculos para o organismo absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água. 

A doença pode ser identificada por meio de vários sinais, de acordo com o Ministério da Saúde.

  • Diarréia com perda de gordura nas fezes;
  • Vômito;
  • Perda de peso;
  • Inchaço nas pernas;
  • Anemias;
  • Alterações na pele;
  • Fraqueza das unhas;
  • Queda de pêlos;
  • Diminuição da fertilidade;
  • Alterações do ciclo menstrual;
  • Sinais de desnutrição.

O diagnóstico da doença é simples. Ele pode ser feito por meio de exames de sangue, uma vez que os sinais são bastante variados e sempre relacionados a outras enfermidades. 

A sensibilidade ao glúten é identificada com mais frequência em crianças com até um ano de idade, quando elas iniciam o processo de ingestão de alimentos que contêm glúten ou seus derivados. O diagnóstico tardio provoca problemas no crescimento. 

É fundamental deixar claro que em alguns pacientes as manifestações ocorrem apenas na fase adulta, que varia de acordo com o nível de intolerância ao glúten. A doença pode atingir tanto homens quanto mulheres.  

A eliminação total de glúten é a forma mais comum de tratamento da doença. Quando a proteína é retirada do cardápio, os sinais são cessados. O desafio maior dos indivíduos é lidar com as restrições provocadas pelas alterações alimentares. 

Nunca é demais lembrar que a intolerância ao glúten não tem cura. Por isso, a dieta deve ser aplicada pelo resto da vida. Caso contrário, os pacientes podem desenvolver outros tipos de doenças, como: câncer de intestino e a ter problemas de infertilidade.

De acordo com a lei federal (Lei nº 10.674, de 16/05/2003), todos os alimentos industrializados devem informar se o produto contém ou não glúten. Essa foi uma forma encontrada pelas autoridades para garantir a saúde dos intolerantes. 

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3- Intolerância à sacarose

Essa intolerância ocorre pela dificuldade ou inaptidão do organismo para fazer a digestão do açúcar comum. O resultado negativo acontece devido a falta ou redução das enzimas sacarase e isomaltase, que são responsáveis pela digestão.

4- Intolerância ao milho

A próxima intolerância é identificada quando o indivíduo tem sensibilidade à proteína do milho – presente em alimentos como condimentos, massas e afins –  que pode irritar o trato gastrointestinal e causar desconfortos. 

5- Intolerância à levedura

As pessoas com intolerância à levedura apresentam sensibilidade a vários tipos de alimentos e bebidas. Dentre os mais comuns, encontram-se: pães, bolos, sucos de frutas processadas e certas bebidas alcoólicas.

6- Intolerância à alimentos de origem animal 

Os pacientes com intolerância a alimentos de origem animal devem cortar da dieta carnes vermelhas, frango, ovos, mariscos, leite e derivados. 

7- Intolerância à castanhas

No grupo das castanhas, é possível citar as amêndoas, avelãs, castanhas do Pará, castanhas de caju, nozes, macadâmia, pecan, pinoli e pistaches. Portanto, os indivíduos diagnosticados com intolerância a esse alimento devem eliminá-lo da dieta o quanto antes. 

8- Intolerância ao refrigerantes

A intolerância ao refrigerante é causada pelo excesso de açúcar e sódio presentes na bebida. Os produtos a base de cola, chocolate e café apresentam substâncias presentes no cacau e cafeína, que ajudam a confirmar o diagnóstico. 

Agora que você já sabe quais são os tipos de intolerância alimentar, gostaria de fazer uma reflexão: qual foi a última vez que foi ao médico para descobrir algum tipo de enfermidade? 

Se você teve dificuldades para responder a essa pergunta e apresentou mais de um dos sinais mencionados acima, recomenda-se agendar uma consulta o quanto antes. O diagnóstico tardio pode dificultar o tratamento e, em alguns casos, trazer outros tipos de doença. 

Na hora de procurar uma consulta, dê preferência para opções que trabalham com tecnologias avançadas e que garantem praticidade e eficiência. 

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