A reconciliação medicamentosa pode ser feita no hospital, na drogaria, na Unidade Básica de Saúde (UBS) e em qualquer local onde haja o atendimento de pacientes e a prescrição de medicamentos. Dessa maneira, ela não é exclusiva do ambiente hospitalar.
O objetivo é melhorar a adesão terapêutica do paciente, promovendo maior segurança. Segundo um artigo sobre o tema, os pacientes que se encontram internados em hospitais estão propensos a sofrer, pelo menos, um erro de medicação por dia. Isso mostra que os erros de medicação representam o erro de segurança do paciente mais comum.
Por conta disso, realizar o protocolo de reconciliação medicamentosa é fundamental para reduzir ou anular qualquer possibilidade de dano ao paciente. Para entender como é feito, é necessário saber exatamente o que é conciliação medicamentosa. Confira a seguir.
O que é conciliação medicamentosa?
A reconciliação medicamentosa, também chamada de conciliação medicamentosa, é a análise feita pelos profissionais de saúde diante dos medicamentos usados pelos pacientes. Isto é, antes de fazer uma nova prescrição de mais medicamentos, são relacionados todos aqueles que estão em uso.
Basicamente, é necessário verificar se o paciente está tomando todos os medicamentos da forma correta, no horário certo ou até mesmo se há alguma duplicidade. Além disso, alguns medicamentos podem interferir na ação dos outros, podendo trazer riscos para o paciente.
Quando a reconciliação medicamentosa é realizada de forma correta, a segurança do paciente é maior. Isso porque o procedimento permite que qualquer divergência seja identificada e corrigida.
Agora que você já sabe que os termos conciliação e reconciliação medicamentosa são a mesma coisa e o que significam, é importante entender quando essa prática acontece. Veja a seguir.
Quando ocorre a reconciliação medicamentosa? 4 ocasiões
A reconciliação medicamentosa pode ocorrer em diferentes momentos, seja quando o paciente está dentro de uma organização de saúde ou vai até a farmácia comprar medicamentos com várias receitas diferentes. Logo adiante, confira alguns exemplos.
1. Quando o paciente dá entrada em um hospital
Esse é um dos momentos mais importantes em que acontece a reconciliação medicamentosa. Quando o paciente entra no hospital, é preciso saber quais medicamentos ele está utilizando para que o médico determine o que vai receitar e se vai mantê-los.
Por isso, é sempre importante que o paciente ou seu acompanhante informe corretamente todos os medicamentos que são utilizados. Levar a receita médica ou as embalagens dos medicamentos ajuda a evitar possíveis erros.
Essa reconciliação medicamentosa já acontece no momento da anamnese, quando o médico pergunta, por exemplo, se o paciente possui alguma doença preexistente e se faz uso de medicamentos.
Leia também: O que é intoxicação medicamentosa e como identificar?
2. Quando ele é transferido para outros setores
Ao dar entrada em uma organização de saúde, é criado o prontuário do paciente. Nele, constam todas as informações necessárias para seu atendimento. Assim, a equipe de médicos, farmacêuticos e enfermeiros acompanha o andamento do tratamento.
Dessa forma, quando um paciente sai do pronto-socorro e é encaminhado para internação, por exemplo, ou quando sai da enfermaria e vai para a UTI, é necessário que haja a reconciliação medicamentosa novamente e a alteração em seu prontuário.
Isso porque, certamente, ele precisará de outros medicamentos, e, portanto, é uma prática fundamental para que não haja nenhuma duplicidade, interações medicamentosas, efeitos adversos ou administrações desnecessárias.
Para verificar se existe alguma interação medicamentosa, o médico e o farmacêutico podem contar com a ajuda de plataformas online e gratuitas de prescrições médicas, como a Memed. Veja no vídeo abaixo como funciona:
Leia também: Aplicativo de prescrição médica – como essa ferramenta pode ajudar no seu dia a dia?
3. Quando o paciente recebe alta
Outro momento em que ocorre a conciliação medicamentosa – e é de extrema importância – é quando o paciente tem alta do hospital e vai para sua casa. Na ocasião, ele levará consigo uma nova prescrição médica para dar continuidade ao tratamento.
É fundamental que ele saiba se deve continuar com o uso dos medicamentos que fazia anteriormente ou se o médico substituiu o tratamento para que não haja nenhum problema, seja por excesso ou falta de alguma medicação.
4. Quando o paciente chega na farmácia com várias receitas
A reconciliação medicamentosa não é exclusiva do ambiente hospitalar, pois pode acontecer na farmácia. Muitos pacientes podem chegar no balcão com diversas receitas diferentes para comprar os medicamentos prescritos.
É papel do farmacêutico realizar a conciliação medicamentosa neste momento, a fim de evitar qualquer dano ao paciente. Por sinal, é possível que haja duplicidade de medicamentos ou até mesmo interações medicamentosas.
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De forma geral, depois que entendemos o que é conciliação medicamentosa, percebemos que ela deve ser realizada sempre que há uma nova indicação de medicamento ao paciente. Isso significa que os momentos cruciais são: na admissão do paciente, nos períodos pré e pós-operatório e, depois, na sua alta.
Quais os princípios da reconciliação medicamentosa da OMS?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a conciliação medicamentosa precisa ser realizada a partir de 7 princípios. Confira!
- Princípio 1: Coletar uma lista atualizada e precisa de medicamentos do paciente para garantir a prescrição segura.
- Princípio 2: Seguir um protocolo de reconciliação medicamentosa em todas as interfaces de cuidado.
- Princípio 3: Ter uma conciliação medicamentosa correta na admissão do paciente é fundamental para a conciliação durante todo o processo de cuidado à saúde.
- Princípio 4: Ela deve ser integrada aos processos que existem para o gerenciamento de medicamentos e fluxo dos pacientes.
- Princípio 5: Todos os profissionais da equipe multidisciplinar são responsáveis pelo processo de conciliação medicamentosa.
- Princípio 6: Tanto os pacientes quanto seus familiares precisam estar envolvidos na conciliação medicamentosa.
- Princípio 7: A equipe multidisciplinar de médicos, farmacêuticos e enfermeiros deve passar por treinamento constante para coletar o melhor histórico medicamentoso possível e colocar em prática o processo de conciliação medicamentosa.
Com os princípios da reconciliação medicamentosa da OMS e entendendo o que é conciliação medicamentosa, pode-se aumentar a segurança do paciente, certo? Para tornar esse processo ainda mais seguro, uma boa dica é optar pela prescrição digital da Memed.
Um dos benefícios é que o médico consegue ver as interações medicamentosas na hora de fazer a prescrição. Adicionalmente, a adesão do paciente ao tratamento é maior, já que ele consegue compreender com clareza tudo o que precisa tomar. Quer conhecer? Cadastre-se agora. É gratuito.




