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            • Como a impressão de órgãos 3D pode salvar vidas?
            Publicado por Memed em 2 de novembro de 2022
            Categorias
            • Medicina e Tecnologia
            Tags

            A impressão de órgãos 3D chega com uma luz no fim do túnel para a escassez global de doação de órgãos. 

            Um estudo científico revelou que 48.000 anos de vida de pacientes foram perdidos, entre 1ª de janeiro a 31 de dezembro de 2020 devido à falta de transplante de órgãos.  

            Neste artigo, você entenderá melhor como funciona a doação de órgãos no Brasil e como a tecnologia pode ajudar a salvar muitas vidas.

            Leia até o final e tire todas as suas dúvidas. 

            Leia mais também em: qual é a importância da doação de sangue e + 26 dúvidas respondidas!

            Como é a doação de órgãos tradicional?

            O primeiro passo é avisar aos seus familiares sobre o desejo de se tornar um doador de órgãos e tecidos, conforme explica o Ministério da Saúde. 

            “É importante falar para a sua família que deseja ser um doador de órgãos, para que após a sua morte, os familiares possam autorizar, por escrito, a doação dos órgãos e tecidos.”, destaca. 

            Os órgãos doados são encaminhados para pacientes que necessitam de um transplante e estão em lista de espera, que é única, organizada por estado ou região e fiscalizada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

            Autorização familiar 

            Após a confirmação da morte encefálica, a doação de órgãos e tecidos é autorizada somente pela família, mesmo se o doador demonstrou interesse pelo procedimento, antes de falecer. 

            “Na maioria das vezes os familiares atendem a esse desejo, por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários.”, explica o Ministério da Saúde. 

            Entrevista familiar 

            O próximo passo é a entrevista familiar. A equipe de saúde conversa com os parentes do possível doador para conhecer melhor seu histórico clínico. 

            A proposta deste questionário é investigar como eram os hábitos de vida do doador, ou seja: se ele foi diagnosticado com possíveis doenças ou infecções que possam ser transmitidas ao receptor.

            Doenças crônicas como diabetes, infecções ou mesmo uso de drogas injetáveis podem lesionar o órgão que seria doado, inviabilizando o transplante. 

            Após a autorização da família, é feita a remoção do órgão e/ou tecido. O corpo do doador é encaminhado ao Instituto Médico Legal para avaliação. Lá, é verificado a confirmação do que foi retirado e emissão do atestado de óbito.

            O processo, desde a autorização da doação até a liberação do corpo do IMC, pode ocorrer entre 4 até 24 horas. Isso porque, cada órgão é removido por uma equipe cirúrgica especializada e em períodos sequenciais. 

            Além disso, quando o corpo chega ao IML, a equipe precisa de tempo para avaliar e verificar a situação. 

            Nas vítimas de morte violenta (homicídios, acidentes de trânsito e suicídios), o IML faz a necropsia entre duas a quatro horas.

            Já em casos mais complexos, a avaliação médico-legal pode ser concluída em até 24 horas. 

            A paciência e o entendimento da família do doador é recompensado pela possibilidade de dar a chance de viver para outras pessoas. São córneas, rins, fígado, coração, pulmão, ossos e pele que trazem esperança para quem tanto precisa naquele momento. 

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            Como funciona a impressão de órgãos 3D?

            A bioimpressão de órgãos é o uso de tecnologias de impressão 3D para montar vários tipos de células, fatores de crescimento e biomateriais camada por camada para produzir órgãos bioartificiais que imitam idealmente suas contrapartes naturais, de acordo com um estudo de 2019.

            Nova técnica acelera órgãos feitos em impressora 3d 

            Pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova técnica que permite acelerar o processo de produção de tecidos vivos e até de órgãos completos. Isso é possível graças à impressão 3D.

            Em um vídeo compartilhado pelos pesquisadores, uma máquina mergulha uma base em um recipiente com um gel amarelado. Após 19 minutos, ela produz uma mão em tamanho real. 

             

            Com procedimentos tradicionais, o mesmo procedimento seria completado, no mínimo, em seis horas. 

            “A tecnologia que desenvolvemos é 10-50 vezes mais rápida do que o padrão da indústria e funciona com grandes tamanhos de amostra que eram muito difíceis de alcançar anteriormente”, explica o co-autor do estudo, Ruogang Zhao, PhD, professor associado de Engenharia Biomédica. 

            De acordo com o pesquisador, a inovação pode eventualmente salvar vidas que são perdidas em razão da escassez de órgãos e doadores.

            Para imprimir os objetos, a técnica utiliza estereolitografia, a mesma aplicada em impressoras 3D à base de resina. Elas estão presentes em diversos materiais, como hidrogéis, que já são usados na produção de lentes de contato ou como “suportes” na engenharia de tecidos.

            Os pesquisadores também imprimiram em 3D um modelo de fígado humano, que inclui uma rede vascular.

            Fonte: Universidade de Buffalo

            Órgãos de impressão 101*

            Para iniciar o processo de bioimpressão de um órgão, os médicos, geralmente, começam com as próprias células do paciente. 

            Eles fazem uma pequena biópsia por agulha de um órgão ou aplicam um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que remove um pequeno pedaço de tecido, “menos da metade do tamanho de um selo postal”, disse Dr. Anthony Atala, diretor do Wake Forest Institute for Regenerative Medicine.

            “Ao pegar este pequeno pedaço de tecido, somos capazes de separar as células (e) crescemos e expandimos as células fora do corpo”, explica o médico. 

            Esse crescimento ocorre dentro de uma incubadora ou biorreator estéril, um recipiente de aço inoxidável pressurizado que ajuda as células a se manterem alimentadas com nutrientes – chamados “mídia” – os médicos as alimentam a cada 24 horas, já que as células têm seu próprio metabolismo, disse Lewis. 

            Cada tipo de célula tem uma mídia diferente, e a incubadora ou biorreator atua como um dispositivo semelhante a um forno que imita a temperatura interna e a oxigenação do corpo humano, explica Atala.

            “Depois misturamos com esse gel, que é como uma cola”, disse Atala. “Cada órgão em seu corpo tem as células e a cola que os mantém juntos. Basicamente, isso também é chamado de ‘matriz extracelular’. “

            Essa cola é o apelido de Atala para bioink, uma mistura imprimível de células vivas, moléculas ricas em água chamadas hidrogéis e os meios e fatores de crescimento que ajudam as células a continuar a proliferar e se diferenciar, disse Lewis. 

            Os hidrogéis imitam a matriz extracelular do corpo humano, que contém substâncias como proteínas, colágeno e ácido hialurônico.

            A porção de amostra não celular da cola pode ser feita em laboratório e “terá as mesmas propriedades do tecido que você está tentando substituir”, explica Atala.

            Os biomateriais usados ​​normalmente têm que ser não tóxicos, biodegradáveis ​​e biocompatíveis para evitar uma resposta imune negativa, disse Lewis. Colágeno e gelatina são dois dos biomateriais mais comuns usados ​​para bioimpressão de tecidos ou órgãos.

            Em que regiões essas partes do corpo estão sendo produzidas no Brasil?

            Agora que você já sabe como funciona a impressão de órgãos 3D, vamos entender melhor quais são as partes do corpo que estão sendo produzidas no país? 

            O diretor vertical de saúde da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Walmoli Gerber Junior, explica com mais detalhes os procedimentos. 

            “Temos empresas, startups que estão desenvolvendo tecnologia de bioimpressão hoje em dia para aplicação de testes em medicamentos, a simulação de tumor, e ao invés de aplicar uma droga direto no ser humano, produz esse tumor em uma impressora 3D, aplica a droga e vê o resultado. Isso ajuda muito o médico a simular a cirurgia e procedimentos e ter sucesso maior. 

            Santa Catarina tem um projeto ambicioso em bioimpressão que está as vias de acontecer, interessante também que esse tipo de técnica e aplicação, estingue a necessidade dos animais para testar medicamentos ou procedimentos médicos.

            A gente vai e produz um órgão ou uma parte daquele tecido em uma impressora 3D, deixa de aplicar pesquisa para ver a validade ou o resultado de um medicamento em um animalzinho.”, destaca em entrevista ao portal G1. 

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            Por que é importante doar órgãos? 

            Apesar do avanço da tecnologia, doar órgãos ainda é um gesto fundamental em nosso país. 

            Um estudo da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostrou que o número de doadores de órgãos teve uma queda de 26% no Brasil em 2021 devido à pandemia causada pelo novo coronavírus. A carência atingiu os pacientes que aguardam por um transplante.  Os procedimentos mais prejudicados foram: 

            • pulmão (62%),
            • rim (34%), 
            • coração (34%)
            • fígado (28%). 

            De acordo com a ABTO, o risco de contaminação e a lotação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foram os principais motivos pelos quais ocorreram a queda. 

            Antes da crise sanitária, a expectativa para 2020 era de 20 doadores por milhão de pessoas. No entanto, a taxa caiu para 15 doadores na mesma quantidade, repetindo o patamar de 2017.

            Existem dois tipos de doadores de órgãos, o doador em vida e o doador após ser diagnosticado com morte encefálica, conforme orientações da ABTO. 

            • doador em vida: ter boas condições de saúde. O candidato deve fazer uma avaliação médica para verificar se existem doenças que possam prejudicar não só a sua saúde, mas também a do receptor. É importante ser um indivíduo juridicamente capaz, pois o processo é permitido somente com autorização judicial. 
            • doador pós morte encefálica: é classificado como “morte baseada na ausência de todas as funções neurológicas”, isto é, é permanente é irreversível. 

            Um doador vivo é permitido doar:

            • Um rim; 
            • medula Óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue); 
            • parte do fígado (em torno de 70%). 
            • parte do pulmão (em situações excepcionais).

            O doador falecido pode salvar mais de oito vidas. Isso porque, ele pode dor:

            • coração, 
            • pulmão, 
            • fígado, 
            • os rins, 
            • pâncreas, 
            • córneas, 
            • intestino, 
            • pele, 
            • ossos 
            • válvulas cardíacas.

            Onde doar órgãos no Brasil? 

            No Brasil, existem diversos lugares onde é possível doar órgãos. Confira, a seguir, algumas possibilidades. 

            Brasília (AC)

            Hospital Brasília

            Endereço: SHIS Sul – Trecho S – Lote O – Centro Médico

            Cidade: Brasília

            Telefone: 61 3342-2917

            Orgão: Rim

            Médico(s) responsável(is): Fransber Rondinelle Araujo Rodrigues.

            Hospital Brasília

            Endereço: SMHN Quadra 2 Bloco A

            Cidade: Brasília

            Telefone: 61 8167-7164

            Orgão: Medula Óssea

            Médico(s) responsável(is): Jorge Vaz Pinto Neto

            Minas Gerais (MG) 

            Associação Evangélica Beneficente de Minas Gerais

            Endereço: RUA DR ALIPIO GOULART Nº 25

            Cidade: Belo Horizonte

            Telefone: 31 2138-8716

            Orgão: Rim

            Médico(s) responsável(is): LILIAN PIRES FREITAS DO CARMO

            Bio Visão – Centro Esp. Microcir. Ocular

            Endereço: Av. Francisco Sales, 1.420 – S/203/204

            Cidade: Belo Horizonte

            Telefone: 31 32272221/ 3282

            Orgão: Córnea

            Médico(s) responsável(is): Renato Cruz Laender, Carlos Gustavo de Queiroz

            Hospital Clínicas UFMG

            Endereço: Av. Prof. Alfredo Balena, 110

            Cidade: Belo Horizonte

            Telefone: 31 3307-9490

            Orgão: Medula Óssea

            Médico(s) responsável(is): Gustavo Machado Teixeira

            Rio de Janeiro 

            Hospital Geral de Bonsucesso

            Endereço: Av. Londres, 616

            Cidade: Rio de Janeiro

            Telefone: 21 2539-1881

            Orgão: Rim

            Médico(s) responsável(is): Patricia Elizabeth de Sá Finni

            Hospital Naval Marcílio Dias

            Endereço: R. César Zama, 185

            Cidade: Rio de Janeiro

            Orgão: Medula Óssea

            Médico(s) responsável(is): Marcos Oliveira da Cunha

            Hospital Univ. Pedro Ernesto

            Endereço: Av. 28 de Setembro, 77

            Cidade: Rio de Janeiro

            Telefone: 21 2234-0316

            Orgão: Coração

            Médico(s) responsável(is): Mário Ricardo Amar

            Instituto Nacional de Cardiologia

            Endereço: Rua das Laranjeiras

            Cidade: Rio de Janeiro

            Telefone: 21 2285-3344

            Orgão: Pulmão

            Médico(s) responsável(is): Anderson Fontes

            São Paulo (SP)

            Hospital Alemão Oswaldo Cruz

            Endereço: Rua João Julião, 331

            Cidade: Sao Paulo

            Telefone: 11 35490000

            Orgão: Rim

            Médico(s) responsável(is): JOAO CARLOS CAMPAGNARI

            Centro Avançado de Oftalmologia

            Endereço: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1000

            Cidade: São Paulo

            Telefone: 11 30169900

            Orgão: Córnea

            Médico(s) responsável(is): Marcelo Cunha

            Hospital Alemão Oswaldo Cruz

            Endereço: Rua Maestro Cardim, 354

            Cidade: São Paulo

            Telefone: 11 3541-1269

            Orgão: Pâncreas

            Médico(s) responsável(is): Marcelo Perosa 

            A lista completa de todos os centros de transplantes, disponíveis em todas as regiões do Brasil, pode ser acessada aqui. 

            Após descobrir as principais informações sobre a impressão de órgãos 3D, nunca é demais lembrar a importância de cuidar da saúde com uma dieta balanceada e exercícios físicos. 

            Ter acesso a medicamentos e composições que ajudam no bem-estar também é fundamental. Por isso, visite a Memed+. Temos tudo que você precisa em um único lugar, para você aproveitar os melhores momentos da vida do jeito que merece. 

             

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