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            • Remédios para pressão alta: guia completo para o tratar a hipertensão
            Publicado por Memed em 1 de abril de 2024
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            • Sua Saúde
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            remédios para pressão alta

            Remédios para pressão alta: guia completo para o tratar a hipertensão

            A hipertensão é uma doença crônica, que atinge aproximadamente 30% dos brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). No entanto, estima-se que metade dessas pessoas sequer sabe que sofre dessa condição.

            Da outra metade que tem conhecimento sobre o próprio diagnóstico, somente cerca de 50% faz o tratamento adequado, que inclui o uso de remédios para pressão alta.

            Ainda segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 40% dos infartos, 80% dos AVCs e 25% casos de insuficiência renal terminal são causados, principalmente, pela hipertensão arterial.

            Tendo isso em vista, saber mais sobre esse problema é fundamental para manter uma vida saudável e ativa. Se você já foi diagnosticado com pressão alta ou está preocupado com sua saúde cardiovascular, saiba que este guia pode te ajudar a entender melhor essa condição e a importância de tratá-la adequadamente.

            Ao decorrer dos próximos parágrafos, vamos explicar detalhadamente:

            • O que é pressão alta e suas causas?
            • Quais são os sintomas da hipertensão?
            • Que doenças estão associadas à pressão alta?
            • Quais são os melhores remédios para pressão alta?
            • 6 dicas de como manter a pressão arterial sob controle

            Convidamos você a prosseguir com a leitura e descobrir como os medicamentos para hipertensão agem no organismo, sua composição, em que situações eles são indicados e a importância do uso responsável.

            O que é pressão alta?

            A hipertensão é uma condição em que a pressão sanguínea excede os níveis de 140/90 mmHg, frequentemente reconhecida como “14 por 9” nos dispositivos eletrônicos de medição de pressão arterial.

            Para compreender a importância desses números, é fundamental entender que o valor 140 representa a pressão sistólica. Ela corresponde ao momento em que o coração se contrai, impulsionando o sangue para o sistema circulatório.

            Já o número 90 se refere à pressão diastólica, que ocorre durante a fase de relaxamento dos músculos cardíacos, permitindo que o órgão se encha de sangue.

            Esses movimentos cardíacos são essenciais e ocorrem de maneira involuntária. Eles são destinados a garantir que o sangue seja distribuído por todo o corpo. 

            Porém, quando a pressão arterial atinge ou ultrapassa a marca de 14 por 9, isso indica que o coração está fazendo um esforço extra para fornecer sangue aos diversos órgãos e tecidos do organismo.

            Essa elevação na pressão arterial pode sobrecarregar o sistema cardiovascular no decorrer dos anos, aumentando o risco de complicações graves, como doenças cardíacas, derrame cerebral e danos aos órgãos vitais.

            Portanto, compreender e controlar sua pressão arterial é extremamente importante para preservar a saúde do coração e do corpo como um todo.

            No próximo tópico, exploraremos mais a fundo as causas da hipertensão.

            De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 1 a cada 4 brasileiros adultos são hipertensos. Entre os que têm mais de 60 anos, essa proporção sobe para 50%. Em relação às crianças e adolescentes, 5% deles enfrentam problemas de pressão alta.

            O que causa pressão alta?

            Diversos fatores podem contribuir para a pressão alta. Destacamos aqui os principais.

            Predisposição genética

            Se você tem familiares próximos, como pais ou irmãos, com histórico de pressão alta, você pode ter uma maior probabilidade de desenvolver a condição. Isso ocorre porque os genes podem deixar os vasos sanguíneos mais sensíveis à pressão e o funcionamento do sistema cardiovascular.

            Hábitos alimentares

            O consumo excessivo de sódio (presente principalmente em alimentos ultraprocessados e fast food) pode causar um quadro de retenção de água e, consequentemente, o aumento da pressão arterial.

            Por outro lado, uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e com o mínimo de gorduras saturadas pode ser uma aliada no controle da pressão sanguínea.

            Sedentarismo

            O sedentarismo e a falta de atividade física regular é um fator de risco para a hipertensão. O exercício ajuda a fortalecer o coração, a reduzir a rigidez dos vasos sanguíneos e a controlar o peso, contribuindo para a manutenção de uma pressão arterial saudável.

            Obesidade

            O sobrepeso está diretamente ligado à hipertensão. O tecido adiposo em excesso aumenta a demanda de oxigênio do corpo. Dessa maneira, a tendência é que ocorra o aumento da pressão arterial.

            Além disso, a obesidade é associada à resistência à insulina, o que também pode contribuir para a pressão alta.

            Idade

            As chances de desenvolver hipertensão se tornam maiores com a idade. À medida que envelhecemos, as artérias tendem a ficar menos elásticas e mais propensas a se estreitarem, o que pode elevar a pressão arterial.

            Tabagismo

            O tabagismo causa estreitamento e enfraquecimento dos vasos de sangue, condição que resulta na elevação da pressão.

            Adicionalmente, os produtos químicos do tabaco danificam a parede interna das artérias, tornando-as mais propensas a desenvolver placas de aterosclerose que limitam o fluxo sanguíneo. Assim, agrava-se o quadro de hipertensão.

            Alcoolismo

            O consumo excessivo e crônico de álcool pode agravar a pressão alta de várias maneiras. Algumas bebidas alcoólicas são bastante calóricas, podendo favorecer o ganho de peso – além de aumentar a liberação de hormônios do estresse, como a adrenalina.

            Veja também: Como curar a ressaca rápido, sem colocar a saúde em risco?

            Quais são os sintomas da hipertensão arterial?

            A hipertensão arterial pode não se manifestar por meio de sintomas claros durante as fases iniciais. No entanto, em casos mais avançados ou durante picos de pressão, os sinais costumam incluir:

            • dores de cabeça frequentes;
            • tonturas;
            • visão embaçada;
            • fadiga;
            • palpitações;
            • sangramento nasal.

            É importante pontuar que os sintomas podem aparecer de forma tímida e quase imperceptível ou até mesmo confundidos com outras condições.

            Por isso, o diagnóstico geralmente é feito a partir de medições regulares da pressão arterial.

            Quais são as doenças associadas à pressão alta?

            A pressão alta é um fator de risco significativo para várias condições de saúde graves, podendo danificar os vasos sanguíneos e órgãos vitais ao longo do tempo.

            Destacamos abaixo algumas das doenças que podem ser causadas ou agravadas pela hipertensão.

            • Doença cardíaca: espessamento das paredes do coração aumenta o risco de aterosclerose, angina e ataques cardíacos.
            • Acidente Vascular Cerebral (AVC): vasos sanguíneos do cérebro danificados favorecem o entupimento ou rompimento dos mesmos, podendo causar AVC.
            • Insuficiência cardíaca: o coração enfraquecido pode não bombear eficazmente o sangue.
            • Doença Renal Crônica: danos nos pequenos vasos dos rins, prejudicando sua capacidade de filtrar resíduos do sangue.
            • Aneurisma: dilatação perigosa das artérias resultante do enfraquecimento das paredes dos vasos sanguíneos.
            • Doença Arterial Periférica: redução do fluxo sanguíneo para as extremidades, causando dor nas pernas e aumentando o risco de feridas graves.

            Quais são os melhores remédios para pressão alta?

            Existem várias opções de medicamentos anti-hipertensivos, cada um com mecanismos de ação, composição e indicações de uso diferentes. 

            Abaixo, resumimos as principais classes de remédios para pressão alta – dos inibidores adrenérgicos aos vasodilatadores diretos.

            Inibidores adrenérgicos

            • Reserpina: este medicamento age inibindo a liberação do hormônio noradrenalina dos nervos adrenérgicos, reduzindo assim a estimulação dos vasos sanguíneos e do coração. Isso resulta em uma diminuição da pressão arterial.

            * A reserpina é menos comum hoje em dia devido aos seus efeitos colaterais, mas ainda pode ser usada em casos específicos.

            Diuréticos

            • Furosemida: este diurético de alça atua nos rins, intensificando a eliminação de sódio, água e cloro. Também causa a dilatação dos vasos de sangue para amenizar a pressão arterial.
            • Hidroclorotiazida: outro tipo de diurético, aumenta a remoção de sal pela urina, reduzindo o volume de líquido nas veias e artérias.

            Diuréticos poupadores de potássio

            • Espironolactona: este diurético evita a perda de potássio, sendo útil para pessoas com risco de baixos níveis desse mineral no sangue.

            Alfa-agonistas de ação central

            • Clonidina: age diretamente no cérebro, promovendo o relaxamento dos vasos sanguíneos e reduzindo a pressão arterial. Existem outros medicamentos desta classe, como metildopa, guanabenzo, moxonidina e rilmenidina.

            Beta-bloqueadores

            • Propranolol: ajuda o coração a bater em um ritmo mais lento, realizando menos esforço para bombear o sangue e diminuindo a pressão arterial. Outros exemplos incluem atenolol, carvedilol, metoprolol e nebivolol.

            Alfa-bloqueadores

            • Doxazosina: relaxa os músculos das paredes das artérias e veias, reduzindo a pressão arterial. Outros membros desta classe são o prazosina e o terazosina.

            Vasodilatadores diretos

            • Hidralazina: promove o relaxamento dos vasos sanguíneos, favorecendo o fluxo sanguíneo e amenizando a pressão arterial.

            Bloqueadores dos canais de cálcio

            • Anlodipino: bloqueia a entrada do cálcio nas células do coração e das artérias, relaxando os vasos sanguíneos e diminuindo a pressão arterial. Existem várias outras opções, como nifedipino, felodipino e nitrendipino.

            Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA)

            • Enalapril: impede a síntese de angiotensina, um hormônio que deixa os vasos sanguíneos mais estreitos e eleva a pressão arterial. Outros IECA incluem captopril, ramipril e lisinopril.

            Antagonistas do receptor da angiotensina

            • Losartana: reduz a pressão arterial ao bloquear os efeitos do hormônio angiotensina (como vasoconstrição e crescimento do músculo cardíaco), sem causar tosse seca. Outros exemplos são valsartana, candesartana e telmisartana.

            É importante ressaltar que a escolha do medicamento dependerá de vários fatores, incluindo a gravidade da hipertensão, a presença de outras condições de saúde e as reações individuais aos medicamentos.

            Sendo assim, é indispensável que o tratamento com remédios para pressão alta seja personalizado e sob supervisão de um cardiologista.

            O que é remédio diurético?

            Um remédio diurético é uma substância farmacológica projetada para aumentar a eliminação de água e sais minerais do organismo através da urina. Esses medicamentos são frequentemente usados para reduzir a retenção de líquidos, tratar condições médicas associadas a esse fenômeno fisiológico e controlar a pressão arterial elevada.

            Quais os remédios para hipertensão recolhidos pela Anvisa?

            Em junho de 2022, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ordenou a interdição e o recolhimento de lotes do medicamento Losartana. A decisão se baseou na identificação da impureza “azido” em concentração maior que o limite de segurança estabelecido pela Anvisa como aceitável.

            As pessoas que tem em casa ou está fazendo uso de um dos lotes interditados ou recolhidos não devem interromper o seu tratamento.  

            Confira as orientações completas da Anvisa.

            Como manter a pressão arterial sob controle? 6 dicas!

            Para manter um coração saudável e controlar a pressão arterial, existem algumas boas práticas que você pode adotar no seu dia a dia.

            1. Siga uma dieta equilibrada, priorizando alimentos naturais em vez de ultraprocessados. Evite o excesso de sal, frituras e doces, e beba de 2 a 3 litros de água diariamente;
            2. Pratique atividade física regular, como caminhada, corrida e musculação. Isso melhora a circulação sanguínea e fortalece o coração;
            3. Gerencie o estresse com atividades de lazer, meditação ou terapia, pois o estresse pode elevar a pressão arterial;
            4. Pare de fumar, mesmo que seja difícil. Largar o cigarro é crucial, porque o tabaco contrai os vasos sanguíneos e contribui para a hipertensão;
            5. Preserve a qualidade do sono. Garantir uma boa qualidade de sono, com 7 a 8 horas ininterruptas por noite, ajuda a manter a pressão arterial sob controle;
            6. Consulte regularmente um médico cardiologista para monitoramento do coração e para receber orientações específicas com foco na promoção da sua saúde cardiovascular.

            As informações neste site não têm a intenção de substituir uma consulta pessoal com um médico, farmacêutico, enfermeiro ou outro profissional de saúde qualificados.

            O leitor não deve desconsiderar aconselhamento médico nem adiar a busca por aconselhamento médico devido a alguma informação encontrada neste site.

            Procure sempre um médico para que ele possa lhe auxiliar no seu caso específico.

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