Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em 2021, cerca de 37,7 milhões de brasileiros (equivalente a 17,9% da população) têm 60 anos ou mais. Isso mostra o quanto os cuidados com a saúde da pessoa idosa são essenciais para a qualidade de vida.
Nesse contexto, a prescrição médica é uma intervenção terapêutica muito comum nessa faixa etária, devido ao alto índice de desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia e doenças cardiovasculares.
Em paralelo, é essencial orientar os pacientes sobre a importância de desenvolver hábitos saudáveis durante toda a vida.
A prática frequente de exercícios físicos e a alimentação balanceada são outros cuidados para garantir um futuro com mais qualidade de vida e sem a dependência regular de medicamentos.
Neste artigo, explicamos as diretrizes da saúde do idoso, os perigosos do uso de remédio sem prescrição, como administrar medicamentos com segurança e dicas de atenção à saúde da pessoa idosa e envelhecimento.
Boa leitura!
Quais são as diretrizes da saúde do idoso?
A Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa, braço do Ministério da Saúde, é o órgão responsável pela aplicação da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, normatizada em 2006. As principais diretrizes que orientam as propostas para a população 60+ são:
- envelhecimento ativo e saudável;
- atenção integral à saúde da pessoa idosa;
- estímulo às ações intersetoriais;
- fortalecimento do controle social;
- garantia de orçamento;
- incentivo a estudos;
- pesquisas.
O objetivo do estatuto do idoso, segundo a política criada, é:
“Recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde”.
As normas e os cuidados de saúde disponibilizados na rede pública focam na garantia de que a população tenha acesso a médicos, exames, vacinas etc. Com isso, os idosos têm um acompanhamento preventivo, afastando os riscos de doenças graves.
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Qual a importância da atenção à saúde do idoso?
A promoção e atenção à saúde da pessoa idosa é um trabalho importante porque aproxima a população acima dos 60 anos dos serviços que contribuem para a manutenção da qualidade de vida e o combate a doenças, por meio de protocolos especializados.
Quanto maior é o conhecimento sobre as mudanças que a idade pode trazer, maior o grau de independência do idoso. Afinal, as informações ajudam as pessoas a se cuidarem, evitando hábitos prejudiciais e que tendem a agravar um quadro de saúde existente.
Além disso, fazer 60 anos não significa automaticamente ficar velho. O envelhecimento é um processo natural e contínuo, influenciado por questões como: estilo de vida, escolhas e circunstâncias experienciadas por cada pessoa.
O preconceito em relação a essa fase e a negação da sociedade do papel ativo dos idosos dificultam a expansão das políticas para esse grupo.
As principais metas dos órgãos de saúde pública são voltadas para que todo cidadão possa envelhecer com saúde, de forma ativa, livre de qualquer dependência funcional. Logo, cuidar da saúde ao longo da vida é essencial para que o corpo físico e a saúde mental se fortaleçam.
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Impactos da prescrição médica não segura
Com o avanço da idade, o organismo desenvolve algumas limitações biológicas e fisiológicas que refletem diretamente na ação dos medicamentos. Algumas das principais mudanças que causam impactos na saúde da pessoa idosa são:
- redução da motilidade gastrointestinal;
- diminuição da água corporal total;
- perda de massa muscular;
- aumento da gordura corporal;
- redução do fluxo sanguíneo hepático;
- diminuição do fluxo sanguíneo renal e taxa de filtração glomerular.
Além das mudanças citadas, o risco de quedas é potencialmente elevado e aumenta com o avançar da idade, indo de 33% aos 65 anos a 50% aos 80 anos.
Considerando a prioridade de segurança do paciente, devemos lembrar que esse cuidado não deve se restringir ao controle e à prevenção do agravo de doenças. A saúde física e mental e a interação social do idoso devem receber a mesma atenção.
O apoio da família e de equipes multidisciplinares, em que o médico e outros profissionais trabalham em conjunto para uma prescrição sem riscos, garantem maior bem-estar e qualidade de vida.
Para isso, foram desenvolvidos alguns materiais, com o intuito de fornecer suporte às decisões clínicas e orientar sobre o uso de medicamentos potencialmente inadequados para idosos:
- Critérios de Beers;
- STOPP/START;
- Consenso Brasileiro de Medicamentos Inapropriados para Idosos;
- Lista de PRISCUS;
- Lista FORTA.
Cada lista apresenta classes terapêuticas e medicamentos que podem trazer algum risco e aponta se existem possíveis exceções que sejam benéficas ao tratamento do paciente.
A propósito, é importante manter o cuidado após a prescrição, acompanhando se o paciente está utilizando o(s) medicamento(s) de forma adequada e nos horários e quantidades indicadas.
Orientar o idoso sobre os possíveis perigos da automedicação também é essencial, evidenciando que existe a possibilidade de eventos adversos e interações medicamentosas que podem agravar seu estado clínico.
É importante que os profissionais trabalhem juntos e tomem iniciativas com a finalidade de motivar o uso seguro de medicamentos, promovendo a saúde do paciente, diminuindo prováveis acidentes e melhorando sua qualidade de vida.
Leia também: O que é interação medicamentosa e quais os riscos? [+ exemplos]
Como fazer uma prescrição segura?
A escolha do medicamento adequado para idosos é um passo fundamental no tratamento e reflete diretamente na prevenção de eventos adversos.
A International Pharmaceutical Federation (IPF) afirma que cerca de 11% das internações hospitalares não planejadas são devido aos danos causados por medicamentos, sendo 70% destas relacionadas a idosos que fazem uso de múltiplos medicamentos, a polifarmácia.
De acordo com a OMS, polifarmácia é o uso rotineiro e concomitante de quatro ou mais medicamentos (com ou sem prescrição médica).
Essa prática torna os idosos um grupo suscetível a eventos adversos relacionados às interações medicamentosas, apresentando maior risco de:
- eventos adversos ao medicamento (EAM);
- comprometimento cognitivo;
- não adesão ao tratamento;
- mau estado nutricional.
Aqui na Memed, disponibilizamos um banco de inteligência de interações medicamentosas, que permite aos médicos verificar se há algum tipo de interação entre as substâncias que estão sendo prescritas.
O banco de dados da nossa plataforma é atualizado e tem auxiliado médicos de todo o Brasil a prescrever de forma segura, garantindo um tratamento mais efetivo e confiável para a saúde da pessoa idosa e pacientes em geral.
5 dicas de saúde do idoso
Ter saúde significa mais autonomia e disposição para realizar as atividades básicas do dia a dia, além de ajudar a manter a mente ativa e saudável.
Como já explicamos a importância dos cuidados com os medicamentos e suas interações, listamos mais algumas dicas que podem ser colocadas em prática na rotina. Confira!
1. Fazer adaptações em casa
Os idosos que têm dificuldades de locomoção e equilíbrio devido a alguma condição podem ficar mais seguros com adaptações simples em casa.
Colocar corrimão dos dois lados das escadas e barras no chuveiro e perto do vaso, por exemplo, facilita a locomoção e cria pontos de apoio, prevenindo quedas e fortalecendo a autoconfiança.
2. Manter as luzes de apoio acesa a noite
Enxergar a noite é uma dificuldade para muitas pessoas com problemas de visão e, sem formas de se orientar, sair da cama pode ocasionar acidentes.
Ter um abajur que acende facilmente, luzes com sensor de presença nas áreas de circulação da casa, iluminação indireta no quarto e outros ambientes servem de estratégia para guiar o idoso durante a noite.
3. Praticar atividades físicas
Outra dica essencial para a saúde da pessoa idosa é praticar atividades físicas. Os exercícios ajudam a fortalecer os músculos, permitindo agachar, abaixar e andar com segurança.
Adicionalmente, o idoso desenvolve o equilíbrio, a capacidade cardiorrespiratória e ainda tem momentos de socialização e conversas com outras pessoas, o que favorece a saúde mental.
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4. Equilibrar a alimentação
Ao longo da vida, alimentação e saúde têm uma ligação crucial para a longevidade e prevenção de doenças. Aliada à prática diária de atividades físicas, a dieta saudável contribui para que o organismo esteja forte e bem alimentado.
O recomendado é reduzir a quantidade de gorduras e o consumo de alimentos processados, especialmente para quem tem predisposição ou foi diagnosticado com doenças cardíacas, vasculares e ósseas, entre outras.
5. Manter os exames de rotina em dia
Outra dica importante é fazer anualmente os exames básicos de cuidados com a saúde, buscando orientação médica caso surja qualquer sintoma novo. É importante que idosos que fazem uso contínuo de remédios revisem com o médico a dosagem e o período de uso.
Na rede pública, é possível conseguir encaminhamento e ter um acompanhamento próximo de um médico, o que ajuda a garantir a continuidade e segurança dos tratamentos.
Compre medicamentos de forma segura e rápida
Agora que você sabe mais sobre a saúde da pessoa idosa e como gerenciar o uso de medicamentos, além de dicas para ter um estilo de vida equilibrado e saudável, é importante saber onde comprar medicamentos de maneira prática e segura.
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