Existem diferentes tipos de prescrição médica que os profissionais habilitados podem utilizar para receitar medicamentos aos seus pacientes.

É extremamente importante saber diferenciar as receitas para que haja as informações necessárias para o paciente fazer o tratamento adequadamente e de forma segura e, assim, seja feito o adequado controle das prescrições e também das compras de medicamentos.

Dependendo de fatores como a composição química do medicamento e a ação dele no organismo, o papel utilizado para prescrever o medicamento e as informações inseridas no receituário podem mudar.

Por se tratar de um documento com validade jurídica e de total responsabilidade do profissional que o emitiu, é fundamental conhecer e ficar atento aos diferentes tipos de prescrição médica.

Neste artigo, vamos mostrar que tipos são esses e apresentar 7 orientações de como preencher prescrição médica corretamente.

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Usar um sistema automatizado de prescrição pode ajudar bastante e evitar erros e esquecimentos em qualquer tipo de receita.

Veja mais sobre isso neste vídeo:

Quais são os tipos de prescrição médica?

A prescrição medicamentosa deve ser feita de maneira racional. Isso significa que, na hora de receitar medicamentos para os pacientes, é necessário considerar determinados critérios, como eficácia, segurança, aplicabilidade e custos do medicamento.

Além disso, é preciso conhecer os diferentes tipos de prescrição médica. 

Tipos de receita médica:

  1. Receituário simples;
  2. Receita de controle especial;
  3. Receita azul;
  4. Receita amarela;
  5. Receita branca de Talidomida;
  6. Receita branca para Retinóides.

Continue a leitura e entenda melhor quais são as diferenças entre esses quatro tipos de prescrição médica.

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1 – Receituário simples

O receituário simples é um tipo de prescrição dedicada para medicamentos que não precisam obrigatoriamente de receita para serem comprados nas farmácias.

No entanto, recomenda-se que eles sejam adquiridos somente depois que um profissional habilitado tenha recomendado.

O receituário simples tem apenas uma via e a cor do papel é branca. Pode ser usado para os medicamentos que não precisam de receita para serem comprados (Os MIPs, ou Medicamentos Isentos de Prescrição) e para medicamentos que não necessitam de retenção de uma via pelas farmácias, mas que para serem fornecidos pela farmácia deve-se apresentar a receita.

2 – Receita de controle especial

A receita de controle especial se destina a medicamentos de uso controlado. Imunossupressores, antibióticos e antirretrovirais são alguns exemplos de medicamentos que se enquadram nesse tipo de prescrição.

A receita de controle especial deve ser emitido em duas vias: uma fica com o paciente enquanto a outra fica retida na farmácia.

Geralmente, a validade desse tipo de prescrição é de 30 dias. Além disso, o paciente só poderá comprar a quantidade indicada na receita.

3 – Receita azul

A receita azul é um tipo de receituário utilizado para prescrever medicamentos anorexígenos.

Diferentemente dos dois tipos de prescrição médica que citamos anteriormente, na receita azul é permitido prescrever apenas uma substância. Além disso, a duração do tratamento não pode ser superior a 30 dias, que é também o tempo de validade da receita.

O receituário de cor azul recebe uma numeração controlada pelas Vigilâncias Sanitárias regionais.

São duas vias: a branca fica com o paciente e a azul fica retida na farmácia.

4 – Receita amarela

Destina-se a receita amarela a medicamentos entorpecentes e alguns psicotrópicos.

Em um papel amarelo padronizado, o profissional poderá receitar apenas uma substância. A quantidade do medicamento prescrito deve ser suficiente para 30 dias, o que equivale também ao prazo de validade da receita.

A receita amarela deve ser acompanhada de uma notificação para análise da ANVISA.

É imprescindível que essa notificação contenha as seguintes informações:

  • Identificação do profissional (nome, número de inscrição no conselho regional, sigla da UF em que ele está´inscrito);
  • Identificação do paciente (nome e endereço completo);
  • Sigla da Unidade Federativa em que a receita foi emitida;
  • Identificação numérica fornecida pela autoridade sanitária competente dos estados, municípios e Distrito Federal;
  • Nome do medicamento, 
  • Dosagem
  • Forma farmacêutica, 
  • Quantidade (em algarismos arábicos e por extenso)
  • Posologia;
  • Símbolo indicativo de riscos; 
  • Data de emissão da receita;
  • Assinatura do prescritor;
  • Identificação do fornecedor (nome do estabelecimento, endereço, telefone, data e nome do responsável pela dispensação do medicamento);
  • Identificação da gráfica que emitiu o receituário (nome, endereço e CNPJ em cada folha, numeração do início ao fim concedidas ao profissional ou instituição, número da autorização para confecção emitida pela vigilância sanitária local);
  • Identificação do registro no verso das folhas.

5 – Receita branca de Talidomida

A notificação de receita para Talidomida será impressa e distribuída gratuitamente pela autoridade sanitária competente somente aos profissionais médicos devidamente cadastrados.

Ela é válida por 20 dias a partir da data de sua emissão e somente dentro da unidade federativa onde foi emitida.

A quantidade de Talidomida por prescrição, em cada Notificação de Receita, não poderá ser superior à necessária para o tratamento de 30 dias.

6 – Receita branca para Retinóides

A Notificação de Receita Especial para Retinóides de uso sistêmico deve ser impressa pelo médico ou pela instituição em que esteja filiado. 

Tem validade de 30 dias a partir da emissão e apenas dentro da Unidade Federativa que concedeu a numeração.

Poderá conter no máximo 5 ampolas e para as demais formas farmacêuticas a quantidade para o correspondente  a, no máximo, 30 dias de tratamento.

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7 orientações de como preencher prescrição médica

O processo de receitar medicamentos pode gerar dúvidas em alguns profissionais, especialmente em se tratando de substâncias controladas.

Por isso, separamos algumas orientações importantes para o paciente no momento da prescrição.

  1. Considere eficácia, custo, segurança, e aplicabilidade do medicamento antes de receitá-lo;
  2. Prescreva com letra legível e seja específico nas indicações de uso;
  3. Avise o paciente sobre possíveis efeitos colaterais;
  4. Na ausência do carimbo, descreva manualmente seu nome completo e o número de inscrição no conselho regional e assine o documento.
  5. Lembre-se de que o carimbo é obrigatório para prescrição de substâncias entorpecentes e psicotrópicos
  6. As receitas não devem conter rasuras
  7. Não se esqueça de datar as suas receitas.

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