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            • Perigos da automedicação: como orientar os pacientes da melhor forma?
            Publicado por Memed em 23 de junho de 2023
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            • Paciente
            perigos da automedicação

            Os remédios são essenciais nos cuidados com a saúde, mas precisam de racionalidade no uso por causa dos perigos da automedicação. O imediatismo para eliminar um sintoma não raro leva ao uso inadequado e, muitas vezes, desnecessário dos medicamentos.

            Um exemplo simples que é resolvido com automedicação por 80% das pessoas é a dor de cabeça. Mas imagine a seguinte situação: por volta de 15h, Joana começou a sentir dores de cabeça. Tentou ignorar, mas depois de meia hora não conseguia mais concentrar-se no trabalho.

            Um detalhe para o qual Joana não se atentou foi que pulou o horário de almoço para terminar um projeto e está com o estômago vazio. A solução mais lógica seria comer ao invés de tomar um remédio, pois a dor é apenas o corpo avisando da necessidade de se alimentar.

            Porém, a primeira atitude é eliminar o desconforto, o que é lógico, e a solução que vem à mente é tomar um analgésico, sem pensar na causa e se existe outra alternativa.

            Nem sempre o problema é tão simples de resolver. Existem casos em que o medicamento é necessário, o que reforça a importância dos pacientes entenderem sobre os riscos da automedicação.

            Para fazer uma orientação educativa e ajudar os pacientes a se conscientizar dos riscos, listamos neste artigo os perigos e as causas da automedicação, como esse comportamento gera dependência e, ainda, como evitar os perigos da automedicação.

            Boa leitura!

            O que é automedicação?

            A automedicação é “o ato de tomar remédios por conta própria, sem orientação médica”, como define o Ministério da Saúde. 

            O que leva à automedicação é a necessidade de aliviar imediatamente um sintoma. Porém, o uso sem indicação deixa as pessoas vulneráveis aos efeitos do remédio, afinal, cada organismo tem uma reação única. 

            A automedicação pode desencadear outras formas de uso irracional de remédios, como abuso de medicamentos, chamado de polimedicação, e uso excessivo e administrado de forma inadequada.

            Por isso, a prescrição médica e o respeito ao tratamento diminuem os riscos do paciente sofrer com efeitos adversos.

            Principais remédios utilizados por conta própria

            A pesquisa ‘Automedicação’ do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ) destacou que 89% dos entrevistados tomam remédio por conta própria e os principais tipos de medicamentos auto-administrados são:

            • analgésicos;
            • remédios para ansiedade, estresse e insônia;
            • antigripais;
            • relaxantes musculares.

            Quais são os principais riscos da automedicação?

            Os principais riscos da automedicação incluem uma lista extensa de efeitos que ocorrem em diferentes níveis de intensidade, podendo variar dependendo do tipo de substância administrada, tempo de uso e outros fatores.

            Alguns dos perigos da automedicação sobre os quais os pacientes devem saber são:

            1. Autodiagnóstico incorreto

            O primeiro perigo da automedicação é tomar um tipo de remédio achando que tem um problema, mas, na verdade, a causa do sintoma é outra.

            Esse é um risco grave porque pode levar à superdosagem, ou seja, tomar um remédio mais forte que o necessário, o que causa reações inesperadas e que podem ser graves.

            Essa cultura do autodiagnóstico é mais comum do que se imagina. Na pesquisa do ICTQ, 51% dos entrevistados afirmaram que usam sites de buscas, como o Google, para pesquisar sobre seus sintomas com o objetivo de automedicar. Outros 21% afirmam confiar na indicação de remédios de pessoas que encontram nas redes sociais.

            Essas ferramentas são úteis, mas servem apenas para obter informações básicas, nunca como fonte de diagnóstico e prescrições médicas. 

            2. Atraso na procura de aconselhamento médico e tratamento adequado

            Outro dos perigos da automedicação é que ela atrasa a procura de aconselhamento médico e tratamento adequado. 

            Um sintoma comum como a dor abdominal faz parte de vários quadros de saúde que vão desde problemas simples de tratar (má digestão, prisão de ventre ou excesso de gases) até os que exigem tratamento complexo e contínuo (disfunções no fígado, vesícula, bexiga etc.).

            Tomar um analgésico para dor de forma prolongada, sem se atentar para a recorrência do sintoma e que ele não está passando, faz com que o paciente atrase seu diagnóstico.

            O diagnóstico tardio é um dos fatores que mais prejudicam a qualidade de vida das pessoas, especialmente as portadoras de doenças raras que não são descobertas facilmente. 

            3. Riscos de reações adversas pouco frequentes

            As reações adversas pouco frequentes, mas graves, que alguns medicamentos provocam também são um dos perigos da automedicação.

            Todo tipo de remédio traz na bula a descrição de reações raras que o composto pode provocar. Além de incentivar que o paciente leia, o médico deve ser proativo e explicar na consulta tanto as reações mais comuns quanto as menos frequentes.

            Dessa forma, o paciente fica alerta e pode acionar o médico ou, se precisar de uma atendimento de emergência, será capaz de informar a medicação que está tomando. 

            4. Agravamento da condição que está tentando tratar

            O agravamento de um quadro de saúde pode acontecer por diferentes fatores, como usar o medicamento errado, dose incorreta, intoxicação e alergia a alguma substância, entre outros fatores.

            O medicamento também pode não fazer efeito e o sintoma piorar, afetando ainda mais a saúde. A orientação dada pela Anvisa é procurar um médico ao não sentir alívio ou perceber reações estranhas.

            Mesmo se o paciente tiver se automedicado, é fundamental incentivá-lo a buscar ajuda e nunca o constranger por ter feito o uso sem orientação.  

            5. Interação medicamentosa perigosa

            A interação medicamentosa é a alteração do efeito de um medicamento ao utilizá-lo junto com bebidas alcoólicas, substâncias ilícitas ou outros tipos de remédios. 

            No artigo “Interações medicamentosas: uma contribuição para o uso racional de imunossupressores sintéticos e biológicos“, os autores destacam que “não é possível distinguir claramente quem irá ou não experimentar uma interação medicamentosa adversa”. 

            Esse é um perigo da automedicação, pois o paciente fica exposto a reações imprevisíveis. Os médicos devem reforçar esse fato e incentivar a busca por informação segura antes de se medicar. 

            Alguns exemplos de interações indesejáveis entre medicamentos são:

            perigos da automedicação

            Fonte: Fiocruz.

            6. Mascaramento de doenças graves

            Existem muitas doenças silenciosas que demoram a se manifestar, como pressão alta, endometriose, diabetes, colesterol alto, problemas na tireoide e outros.

            Um perigo da automedicação é mascarar essas doenças que podem se tornar graves se não forem tratadas e controladas.

            Nenhum sintoma pode ser desprezado. Ao perceber um desconforto recorrente, o primeiro passo é procurar um médico e investigar. A cultura da automedicação ainda é muito forte e os médicos são fundamentais para mudar esse comportamento.

            7. Risco de dependência e abuso

            O risco de dependência e abuso também é um perigo da automedicação grave e que, de preferência, deve ser evitado a todo custo. Algumas categorias de remédio são conhecidas por causar dependência, como:

            • analgésicos opióides (ex: morfina e oxicodona);
            • benzodiazepínicos e barbitúricos (utilizados no tratamento de ansiedade e insônia);
            • descongestionantes nasais;
            • xaropes para tosse (ex: os com codeína, derivado do ópio); 
            • entre outros.

            Quando o uso é necessário, o acompanhamento médico é imprescindível para controlar a dose e, principalmente, o tempo de uso desses medicamentos. O uso prolongado é expressamente proibido. 

            8. Intoxicação

            A intoxicação também é um perigo da automedicação que acontece quando o paciente ingere altas doses de um remédio em uma única dose, causando a overdose.  

            A interação medicamentosa também pode levar à intoxicação pela combinação de substâncias que sobrecarregam o organismo.

            Esse erro pode levar a danos permanentes e debilitar bastante o paciente. Por isso, é importante investir em educação e passar informações claras aos pacientes.

            9. Resistência ao medicamento

            Cada remédio tem uma utilidade, portanto, os pacientes devem estar cientes que um perigo da automedicação é criar resistência ao medicamento, o que significa que ele não fará o efeito desejado.

            Esse fator dificulta o tratamento e o paciente passa a conviver com sintomas desagradáveis, que não são 100% aliviados. Um exemplo comum é o uso incorreto e excessivo de antibiótico que causa a evolução das superbactérias muito mais difíceis de tratar.

            Quais são as principais causas da automedicação?

            A principal causa da automedicação é o desejo de aliviar imediatamente um sintoma inicial que gera desconforto, em alguns casos, levando ao uso irracional de remédios. 

            Além disso, a variedade de produtos criados pela indústria farmacêutica e a facilidade de obter os medicamentos na farmácia e por compras online, cria uma cultura de comodidade para o usuário que não vê barreiras de acesso aos remédios. 

            A falta de acesso fácil e rápido a um profissional de saúde é outro fator que contribui para que a automedicação seja tão frequente.

            Como vimos acima, existem muitos perigos que geram consequências graves para os pacientes, piorando algo que pode ser resolvido com o aconselhamento médico adequado.

            Por que a automedicação pode causar dependência?

            A automedicação pode causar dependência porque uma pessoa pode se expor a uma substância sem estar ciente do seu potencial viciante no organismo.

            Quando se utiliza doses altas e por tempo prolongado, por exemplo, o organismo pode gerar dependência do alívio proporcionado.

            Porém, uma pessoa que se automedica raramente tem essa percepção. Os médicos, por sua vez, precisam ter atenção ao que é prescrito. O perfil do paciente ajuda na avaliação se o tratamento deve ou não incluir determinada substância.

            Além disso, o médico deve ser claro sobre os riscos e propor outra abordagem para evitar um remédio com potencial de gerar dependência. 

            Um caso que ganhou relevância na mídia recentemente foi a crise da oxicodona nos Estados Unidos. A farmacêutica fabricante do Oxycontin fez uma propaganda massiva do remédio na década de 1990, vendendo-o como a solução para acabar com a dor crônica, um problema que atingia 50 milhões de americanos.

            Porém, o que a farmacêutica não esclareceu aos médicos na época é que a oxicodona, a base do Oxycontin, é um opiáceo com alto potencial viciante. 

            Esse fato é um alerta para a cultura de baixa tolerância à dor da população e como o uso irracional de um medicamento pode gerar uma crise sanitária dentro de um país.

            Como evitar os perigos da automedicação?

            Agora que os perigos da automedicação estão claros, reunimos também dicas para que os pacientes tenham disciplina no uso dos remédios. Confira!

            1. Seguir a prescrição do médico

            O primeiro passo para passar longe dos perigos da automedicação é seguir a prescrição do médico sobre a dosagem recomendada e o intervalo entre elas. 

            Isso significa não colocar nenhuma gotinha a menos ou a mais do remédio ou cortar a cápsula ao meio porque “acha” que o médico passou uma dose muito alta.

            Lembre-se: o médico é o profissional capacitado para diagnosticar e, consequentemente, prescrever um tratamento adequado e que trará resultados.

            2. Utilizar o medicamento pelo tempo recomendado

            Outro detalhe essencial para evitar os perigos da automedicação é respeitar o tempo de tratamento recomendado. Se o remédio foi receitado para uma semana, restrinja o uso a esse período.

            Como já destacamos, o excesso de medicamentos pode causar intoxicação, reações alérgicas e dependência, entre outros problemas. Então, vale reforçar essa informação para os pacientes e proibir que eles estendam o tratamento por conta própria.

            3. Orientar-se com farmacêutico sobre medicamentos de venda livre

            O controle da venda de remédios é feito por meio da receita e alguns não podem ser  adquiridos sem ela. Porém, os medicamentos de venda livre, ou seja, que não exigem receita, também precisam ser administrados com cuidado.

            A orientação do farmacêutico é valiosa para tirar dúvidas, mesmo as mais simples. Lembrar os pacientes dessa possibilidade contribui para a educação em saúde da população e, aos poucos, abafa a cultura da automedicação irresponsável. 

            4. Lendo a bula do remédio

            A bula é um recurso valioso que evita muitos perigos da automedicação. Mesmo repassando todas as orientações essenciais, é importante que o médico incentive a leitura da bula.

            Nela, estão todas as instruções de uso, como: tempo para fazer efeito, possíveis reações comuns e incomuns, riscos da superdosagem, perigos do uso prolongado e mais. É válido lembrar que a bula pode ser solicitada na farmácia quando não vem com o medicamento. 

            5. Incentivando a educação em saúde

            Por fim, os pacientes precisam de conhecimento para entender os perigos da automedicação e não só a proibição pura e simples.

            Os médicos, farmacêuticos e profissionais de saúde em geral devem contribuir para divulgar a importância da orientação médica no processo de diagnóstico. 

            Compartilhar informações confiáveis com os pacientes, incentivar leituras e indicar fontes seguras são formas simples de contribuir com a educação.

            Modernize a emissão de receitas no seu consultório

            Uma receita organizada, legível e bem escrita também ajuda os pacientes a evitar os  perigos da automedicação. E que tal modernizar o atendimento utilizando a receita em formato digital?

            A Memed é uma plataforma de saúde que permite que os médicos prescrevam receitas digitais gratuitamente, considerando a interação medicamentosa. Basta fazer o cadastro e ter uma assinatura digital para começar. 

            Dessa maneira, você tem um auxílio extra na hora de prescrever, ganha mais tempo e os pacientes ainda conseguem comprar os medicamentos online, de forma rápida, prática e segura. Quer conhecer a Memed? Cadastre-se agora mesmo.

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            1 Comment

            1. Domingos Noé Mateus disse:
              25 de agosto de 2023 às 21:38

              Gostei da dica.

              Responder

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