Desde 1991, o dia 14 de Novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, esta data foi escolhida por ser o aniversário do médico Frederick Banting que conduziu as experiências que levaram à descoberta da Insulina em 1921.
Diabetes é uma síndrome caracterizada pela ineficiência da insulina de atuar no metabolismo humano, o excesso de glicemia no sangue está associado a complicações do sistema circulatório e geralmente é uma comorbidade associada a hipertensão, porém com causas distintas ou desconhecidas (multifatorial). Atualmente, é a mais comum das doenças não transmissíveis com elevada prevalência e incidência crescente.
Segundo os dados da 9ª edição do Atlas de Diabetes da IDF (Federação Internacional do Diabetes), existem 463 milhões de adultos com diabetes em todo o mundo e estima-se que em 2040 haja um aumento para 642 milhões de pessoas atingidas pela doença.
Existem alguns tipos de diabetes
Pré-diabetes: quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2.
Diabetes tipo 1: geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. É uma doença hereditária, cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo.
Diabetes tipo 2: a causa está diretamente relacionada ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados.
Diabetes gestacional: ocorre temporariamente durante a gravidez. Esse tipo de diabetes afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê. Por isso, é de extrema importância o pré-natal.

Quais são os sinais e sintomas do diabetes tipo 1?
- Fome frequente;
- Sede constante;
- Vontade de urinar diversas vezes ao dia;
- Perda de peso;
- Fraqueza;
- Fadiga;
- Mudanças de humor;
- Náusea e vômito.
Quais são os sinais e sintomas do diabetes tipo 2?
- Fome frequente;
- Sede constante;
- Formigamento nos pés e mãos;
- Vontade de urinar diversas vezes;
- Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele;
- Feridas que demoram para cicatrizar;
- Visão embaçada.
Vale ressaltar, é extremamente importante identificar a diabetes rapidamente. Desta forma, é possível prevenir ou controlar possíveis complicações da doença.
Algumas das complicações do diabetes: dificuldade para enxergar, dor e formigamento pelo corpo, problemas renais, má circulação e disfunção erétil.
Quais exames comprovam que estou com diabetes?
São considerados casos positivos os que apresentarem os seguintes resultados:
1) glicemia de jejum > 126 mg/dl (jejum de 8 horas)
2) glicemia casual (colhida em qualquer horário do dia, independente da última refeição realizada (> 200 mg/dl em paciente com sintomas característicos de diabetes.
3) glicemia > 200 mg/dl duas horas após sobrecarga oral de 75 gramas de glicose.
Existem ainda dois grupos de pacientes que devem ser submetidos a um tratamento preventivo que inclui mudança de hábitos alimentares, prática de atividade física ou mesmo a introdução de medicamentos. São eles:
- glicemia de jejum > 110mg/dl e < 126 mg/dl.
- glicemia 2 horas após sobrecarga de 75 gr de glicose oral entre 140 mg/dl e 200 mg/dl
Os fatores de risco para desenvolver o diabetes são:
- Fatores genéticos;
- Ausência de hábitos saudáveis;
- Diagnóstico de pré-diabetes;
- Pressão alta;
- Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
- Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
- Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;
- Doenças renais crônicas;
- Mulher que deu à luz criança com mais de 4kg;
- Diabetes gestacional;
- Síndrome de ovários policísticos;
- Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos – esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar;
- Apneia do sono;
- Uso de medicamentos da classe dos glicocorticóides.
Qual o tratamento para o diabetes do tipo 1?
- Injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores considerados normais;
- Além das injeções de insulina, alguns médicos solicitam que o paciente inclua, também, medicamentos via oral em seu tratamento, de acordo com a necessidade de cada caso.
Qual o tratamento para o diabetes do tipo 2?
O tratamento consiste em identificar o grau de necessidade de cada pessoa e indicar, conforme cada caso, os seguintes medicamentos/técnicas:
- Inibidores da alfaglicosidase: impedindo a digestão e absorção de carboidratos no intestino;
- Sulfonilureias: estimulando a produção pancreática de insulina pelas células;
- Glinidas: estimulando a produção de insulina pelo pâncreas.
O Diabetes Tipo 2 normalmente vem acompanhado de outros problemas de saúde, como obesidade, sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão.
É possível evitar o diabetes?
- Consumir diariamente alimentos ricos em fibras, vitaminas e sais minerais, como verduras, legumes e frutas;
- Dar preferência a fontes de proteínas magras, como aves, peixes e carne vermelha com pouca gordura;
- Evitar o consumo excessivo de alimentos ricos em carboidratos processados;
- Fazer exercícios físicos regularmente;
- Manter o controle do peso;
- Dormir de 7 a 8 horas por dia;
- Restringir a ingestão de álcool;
- Evitar o uso de cigarro;
- Fazer avaliações médicas periodicamente.

Diabetes e COVID-19
Sabe-se que a diabetes é um fator que aumenta a mortalidade por eventos relacionados ao sistema circulatório, desta forma o paciente que apresenta estas patologias supracitadas correm maior riscos de morte pela SARS-Cov-19, uma vez que a complexidade das doenças tornam o desfecho positivo da doença um desafio para os profissionais da saúde e ainda dificultam o manejo da síndrome respiratória.
O diagnóstico precoce do diabetes é importante não só para prevenção das complicações agudas, como também para a prevenção de complicações crônicas. Cuide-se e faça seus exames de rotina!
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