O open health é o equivalente ao open banking que foi idealizado pelo Banco Central no Brasil. No open banking, resumidamente, os clientes podem compartilhar suas informações bancárias com diferentes instituições.
Na mesma linha acontece com o open health, só que com os dados de saúde. Imagina que você ou alguém próximo a você sofre um acidente e é encaminhado a um pronto-socorro. Com o open health é possível que os profissionais daquela instituição tenham acesso às suas informações de saúde, como seu histórico de exames, por exemplo, caso você autorize.
Ele está relacionado de certa forma ao projeto de lei 3.814/2020 que visa a criação de uma plataforma digital com informações dos pacientes organizadas de maneira unificada. As informações são tanto de estabelecimentos de saúde públicos como de privados.
Esse sistema que une tecnologia e saúde certamente vai causar uma revolução no setor. Isso porque vai impactar diretamente não apenas as empresas de saúde, como hospitais, laboratórios, convênios, mas também a população em geral.
Mas, antes de citar os principais impactos dessa tecnologia na saúde, vamos compreender o que ela é. Veja a seguir.
O que é open health?
Open health é uma ideia ainda em discussão que visa possibilitar o compartilhamento de informações de saúde. Dessa maneira, qualquer instituição de saúde, como hospitais, laboratórios e operadoras de planos de saúde teriam acesso aos dados de saúde do paciente, mediante sua autorização.
Na prática, é como se existissem redes de informação de saúde interconectadas em um sistema que possibilita o acesso de qualquer informação, como histórico de exames, por exemplo.
As informações disponibilizadas são tanto oriundas da rede particular de saúde como do SUS. Nesse caso, os detentores dos dados passam a ser os pacientes e não mais as instituições de saúde.
Essa é uma tecnologia extremamente nova não só no Brasil, mas no mundo todo e tem a capacidade de melhorar de forma significativa o acesso à saúde. Por conta disso, ela pode trazer vários impactos em frentes diversas. Veja a seguir os principais deles.
Quais os impactos e desafios do open health?
Segurança
Uma das questões que logo vêm à mente está relacionada com a segurança, certo? Afinal, se os dados poderão ser acessados por qualquer instituição, como saber se estão seguros? Sem dúvida os dados de saúde sempre foram tratados como dados sensíveis e esse é um dos pontos mais importantes do open health.
Com a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as organizações de saúde já começaram a adotar estratégias para oferecer maior segurança aos dados dos pacientes.
Além disso, há a discussão da utilização da tecnologia do blockchain, que é a mesma utilizada para a criação das criptomoedas como o bitcoin. Ela consiste em redes de informações cujas operações são criptografadas, dispostas em blocos que ficam conectados uns aos outros.
Ela oferece uma grande segurança, principalmente no que diz respeito a dados de saúde, porque as informações não podem ser alteradas ou excluídas.
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Interoperabilidade
A interoperabilidade é a possibilidade de sistemas trabalharem juntos de maneira harmônica, facilitando a troca de dados de maneira segura e veloz. Certamente esse é um dos desafios a serem superados, já que existem diversos sistemas diferentes sendo utilizados hoje no mercado.
Para isso, os sistemas deverão conversar entre si para garantir que os pacientes tenham acesso aos seus dados de forma simples. É por meio da perfeita interoperabilidade que vai acontecer o open health.
Tomadas de decisão
Todos sabemos que quanto mais dados temos mais assertiva é uma decisão, certo? No que diz respeito à decisões de governos, por exemplo, com a possibilidade de análise de mais dados de uma população, mais fácil será para definir ações como entregas de vacinas e medicamentos em determinadas regiões e até identificação de patologias para criar planos de ação para contenção.
Portabilidade
Com a interoperabilidade o paciente poderá ter acesso mais fácil aos seus dados que antes ficavam presos em instituições de saúde. Com um tipo de prontuário eletrônico universal o paciente conseguirá optar com mais facilidade entre diferentes players de saúde.
Além disso, ao escolher por trocar de operadora de plano de saúde, por exemplo, o processo será muito mais simples, já que haverá um histórico com todas as doenças pré-existentes. Isso vai permitir que a portabilidade seja muito mais ágil.
Acesso rápido
O acesso à informação de forma rápida pode ser crucial em um momento de emergência, como citamos anteriormente, no caso de um acidente, por exemplo, quando o médico sabe com agilidade se o paciente tem alguma alergia a medicamento, por exemplo.
Além disso, o open health também poderá ser utilizado para triagem em prontos-socorros, agilizando a fila de espera.
Oportunidades de negócio
Podemos tomar como exemplo uma recente transformação que a tecnologia trouxe para a saúde: a telemedicina. Acompanhamos de perto a rápida evolução dessa modalidade e como os serviços criados em paralelo foram essenciais para que ela acontecesse.
As receitas digitais, oferecidas por plataformas gratuitas como a Memed, são fortes exemplos. Isso porque ela permite que a consulta se complete de forma totalmente digital e segura.
Além disso, a Memed ainda traz facilidade para o dia a dia do médico que também atende presencialmente e possui integração com diversos softwares de instituições de saúde veja no vídeo abaixo:
Agora que você já entendeu os principais impactos do open health, já percebeu que é preciso estar inserido nas tecnologias da saúde, não é mesmo? Que tal começar por prescrever digitalmente?
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