A tecnologia atrelada à medicina:

Há 40 anos praticamente inexistia a figura do plano de saúde no Brasil.

A saúde era barata.

Sequer existia, por exemplo, a denominação “Diagnóstico por Imagem”.

Havia apenas exame de radiografia.

Aos poucos, surgiram novas tecnologias.

Ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e mamografia.

Vieram os exames genéticos, sem contar o aperfeiçoamento das órteses e próteses.

Veio a laparoscopia, os quimioterápicos ministrados por via oral, a imunoterapia, as cirurgias com auxílio de robôs, implante de stents que, por vezes, evitam cirurgias cardíacas mais arriscadas e invasivas, além de tantas outras novidades. Esse progresso foi realmente maravilhoso.

Fato é, no entanto, que se por um lado é verdadeira a afirmação de que a saúde não tem preço, por outro lado é igualmente verdadeiro que ela tem um custo.

E ele é alto.

Para piorar a base pagadora, a própria ANS informa que nos últimos 3 anos houve mais de 3 milhões de convênios desativados.

E esse cenário não é exclusivo do Brasil.

Observando o que acontece lá fora, notamos que existe um importante movimento que caminha rapidamente para a nossa realidade:

O modelo de pagamento conhecido como “fee for performance”.

Trata-se de um modelo de pagamento da classe médica que prioriza a qualidade do atendimento ao paciente – a avaliação é feita considerando a relação entre os desfechos que realmente importam ao paciente e o custo despendido para atingi-los.

Quanto melhor for a qualidade e menor for o custo para prestar o serviço com tal qualidade, melhor vai ser a entrega de valor para o paciente; dessa maneira, esse valor passa a ser o componente mais importante do pagamento.

Esse modelo difere do atual, o “fee for service”: tudo o que for utilizado no atendimento, incluindo materiais e recursos humanos, é listado em uma fatura detalhada.

A remuneração de cada serviço, como consulta, internação, exames, entre outros, é feita com base em uma tabela de valores pré-definidos que, quando fechada, é enviada à operadora de Saúde, responsável pelo pagamento.

Para que a classe médica possa atender efetivamente a essa e outras mudanças, a adoção de tecnologia é um processo inevitável.

As plataformas digitais de saúde devem ser vistas como de fato elas são: um instrumento na mão do médico.

O médico é o direcionador dessas plataformas.

Aqueles que apresentarem uma visão mais estratégica, ampla e sistêmica conseguirão passar por essa mudança de forma tranquila e serão os maiores responsáveis pelo avanço do modelo.

 

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