Às vezes, gostaríamos de ter um botão para conseguir desligar a mente e deixar de pensar no cotidiano, como se os pensamentos nos consumissem e sentíssemos que não realizamos nada, nem mesmo as tarefas simples do dia-dia. Isso nos afeta no trabalho, nos relacionamentos e nas atividades diárias. Isso pode ser o indício da Síndrome do Pensamento Acelerado.
Mas o que é a Síndrome do Pensamento Acelerado?
Identificada por Augusto Cury (um psiquiatra e escritor), a Síndrome do Pensamento Acelerado é uma alteração onde a mente fica repleta de pensamentos. Esses pensamentos são tão intensos que passam a atrapalhar o dia-dia, dificultando a concentração e desgastando a saúde física e mental.
Essa síndrome não é descrita como uma doença. Segundo especialistas, trata-se de uma condição associada a outras questões psicológicas, estando ligada principalmente a quadros de ansiedade. Ela tem como principal alvo pessoas que têm a vida profissional muito atribulada, fazendo com que mesmo após o expediente, os pensamentos voltados ao trabalho persistam.
É uma condição que não está atrelada ao conteúdo dos pensamentos, mas sim com a quantidade e a intensidade que eles vêm. É uma condição que vêm se tornando muito comum nos dias atuais, principalmente levando em consideração o estilo de vida e o excesso de informação das quais estamos expostos. No caso, os excessos são as principais causas, como o uso constante de celulares, o acesso frequente às redes sociais, atividades profissionais que extrapolam o horário de expediente etc.
Quais são os sintomas?
Geralmente, quem sofre dessa síndrome sente que as 24 horas diárias não são suficientes para realizar tudo o que precisa, e é nesse momento que a angústia começa a afetar o indivíduo e os malefícios começam a aparecer. Além disso, quem sofre dessa síndrome pode também apresentar sintomas como:
- Dificuldades de concentração, demorando muito tempo para realizar tarefas que normalmente seriam rápidas.
- Muita ansiedade e sintomas como coração acelerado e agitação.
- Cansaço excessivo e aparentemente sem motivo, sendo causado justamente pelo excesso de pensamentos.
- Esquecimentos frequentes.
- Problemas para dormir, principalmente para pegar no sono.
- Mudanças repentinas de humor.
- Sintomas físicos como dor de cabeça, gastrite, dor muscular, queda de cabelo etc.
- Insatisfação inconstante, como se nada que realizasse fosse o suficiente.
Quando se apresenta esses sintomas é ideal procurar um profissional especialista em saúde mental, como psiquiatra para identificar a condição, psicológico para acompanhamento ou até mesmo um clínico geral para que o diagnóstico seja realizado e outros sejam descartados. É diagnosticado através de um questionário específico e pela escuta dos sintomas.
E como o tratamento é realizado?
Quando se tem o diagnóstico de Síndrome do Pensamento Acelerado, o tratamento pode variar dependendo da intensidade do caso e a possível associação com outra condição ou doença. Geralmente consultas regulares com o psicólogo são essenciais, pois ele ajuda o indivíduo a adaptar seus hábitos de vida e a controlar o excesso de pensamentos.
Além do mais, pode ser indicado a prática de atividades físicas, hobbies manuais e leituras, como forma de reduzir o estresse causado pela síndrome. Em casos mais extremos, pode ser que o médico psiquiatra indique medicamentos para melhora na qualidade de vida, podendo melhorar no sono, tratar os sintomas ansiosos e trazer mais calma.
Mude os hábitos!
A prevenção é sempre a melhor escolha e, para cuidar da saúde mental, a adoção de alguns hábitos simples podem ser implementados no dia-dia. Confira algumas dicas que podem te ajudar a desacelerar:
- Evite o uso do celular, principalmente à noite. Com o excesso de informações e a facilidade de acesso, a ansiedade e os pensamentos acelerados tendem a aparecer! Por isso, evite o uso de celular e procure filtrar o conteúdo que consome.
- Procure ouvir uma música calma e relaxante enquanto executa suas atividades diárias.
- Pratique atividade física, pois enquanto nos movimentamos nosso corpo libera endorfina (um hormônio que traz sensação de calma e felicidade).
- Evite se comparar com as outras pessoas, principalmente quando se trata do ambiente de trabalho. É importante entender que cada um tem seu tempo e seus limites.
- Respire e diminua o ritmo! Evite horas extras no trabalho, tire um tempo para ficar com a família e realizar atividades de lazer.
Não hesite em pedir ajuda para um profissional de saúde, caso perceba que algo não vai bem! Busque ter uma rede de apoio em familiares e amigos e não tenha vergonha de buscar auxílio para sentimentos que lhe incomodam.
Artigo redigido pela enfermeira Maria Carolyna Henriques.




