Dormir ao lado ou próximo de alguém que ronca é uma das piores experiências que se pode ter, concorda?
Mas isso também é ruim para a própria pessoa que emite essas vibrações enquanto dorme. É que, ao roncar, a respiração fica comprometida, o que piora a qualidade do sono e pode gerar irritabilidade durante o dia, sonolência, cansaço, dificuldade de se concentrar e lentidão nos reflexos.
E o ronco é mais comum do que você imagina. Acredita-se que aproximadamente metade da população adulta ronca. Um estudo revelou que mais de 70 milhões de pessoas roncam durante o sono em algum momento da vida.
Quer entender melhor o que causa e como acabar com o ronco de forma natural? Então, continue a leitura deste conteúdo completo com tudo o que você precisa saber sobre o ronco.
Ronco: como acontece?
Você tem ideia de como o ronco acontece?
Em condições ideais, nossas vias respiratórias precisam estar totalmente liberadas para a passagem de ar durante o processo de respiração durante o sono.
Porém, devido a alguns fatores que veremos mais à frente, nossas vias aéreas podem ficar estreitas enquanto a gente dorme.
Quando isso acontece, o ar não flui corretamente durante a respiração. E, com o espaço reduzido para a passagem de ar, o fluxo aéreo encontra maior resistência.
Esse estreitamento faz com que o ar, ao passar pela cavidade respiratória, gere uma vibração nos tecidos internos. Assim, provoca-se os ruídos que conhecemos como ronco.
O que causa o ronco?
Agora que você já sabe como o ronco acontece, é hora de entender quais são as causas que nos levam a emitir esses ruídos durante o sono.
O corpo humano possui mecanismos que se encarregam de garantir que as vias aéreas fiquem sempre desobstruídas para que o fluxo aéreo ocorra sem bloqueios. Por exemplo, os músculos dilatadores da faringe trabalham um pouco mais enquanto a gente dorme.
No entanto, essa patência – que é a desobstrução do canal aéreo – pode ser insuficiente devido a fatores como:
- posição durante o sono, em especial a de decúbito dorsal (deitado de barriga para cima);
- obesidade;
- uso exagerado de bebidas alcoólicas;
- ingestão de medicamentos com efeito sedativo;
- tabagismo;
- asma;
- hereditariedade;
- alterações na anatomia, como céu da boca estreita, amígdalas grandes etc.
Falando especificamente sobre o consumo de álcool e de medicamentos sedativos, essas substâncias contribuem para o ronco porque elas causam o relaxamento muscular do canal faríngeo.
Já em relação ao tabagismo, trata-se de um hábito que pode agravar o ronco. As substâncias presentes no cigarro favorecem a formação de inchaço na mucosa da faringe e o estreitamento desse canal. Dessa forma, manter as vias aéreas devidamente abertas durante o sono se torna ainda mais desafiador.
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Por que os homens roncam mais que as mulheres?
Os homens roncam mais que as mulheres. Será que isso é mito ou a mais pura verdade?
De fato, os homens possuem uma predisposição anatômica para desenvolver essa condição.
Isso acontece porque as vias áreas dos homens tendem a ser mais estreitas. Logo, dificulta-se a passagem de ar, gerando aquela vibração no tecido muscular da faringe que ocasiona o ronco.
Segundo a Associação Brasileira do Sono, 24% dos homens com idades entre 45 a 59 anos (meia-idade) roncam. Já entre mulheres que pertencem a essa mesma faixa etária o percentual cai para 18%.
Em adultos com mais de 60 anos, a incidência de ronco é ainda maior: 60% dos homens e 40% das mulheres que ultrapassam essa idade roncam enquanto dormem.
Qual a diferença entre ronco e apneia do sono?
Muitas pessoas costumam confundir a apneia do sono com o ronco. Apesar de estarem relacionados, eles não são a mesma coisa.
Como você bem viu até aqui, o ronco é o ruído que podemos emitir durante o sono quando nossas vias aéreas encontram-se parcialmente obstruídas.
A apneia, por sua vez, ocorre quando paramos de respirar por alguns segundos devido à obstrução total das nossas vias respiratórias.
Nessa linha, a pessoa que possui apneia do sono é uma pessoa que ronca; no entanto, nem todo mundo que ronca apresenta um quadro de apneia.
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Como diagnosticar o ronco?
A confirmação do diagnóstico de que você é uma pessoa que ronca pode ser feita por você mesmo ou por alguém que dorme junto ou próximo a você.
Para isso, é necessário observar:
- a frequência com que o ronco acontece;
- a intensidade do ronco;
- as ocasiões em que o ronco é mais frequente;
- as pausas na respiração e a duração delas;
- a posição em que você dorme.
Existe tratamento do ronco?
Sim. O ronco não é uma condição com a qual você precisa conviver pelo resto da vida.
O tratamento do ronco vai depender das causas, do nível de intensidade e da frequência em que ele acontece.
Dentre os métodos mais conservadores para tratar o ronco, podemos mencionar:
- correção da posição em que se dorme;
- perda de peso;
- diminuição no uso de bebidas alcoólicas;
- eliminação do tabagismo;
- evitar o uso de medicamentos sedativos.
Veja também: O que é intoxicação medicamentosa e como identificar?
Outra alternativa para o tratamento do ronco se refere ao uso de um dispositivo intra-oral com avanço mandibular ou com retenção de língua.
Há também o CPAP, que é um aparelho que promove a pressão positiva contínua nas vias aéreas. Entenda como ele funciona:
Existem também opções cirúrgicas para tratar o ronco, como a cirurgia de desobstrução nasal, de palato ou bariátrica.
Como acabar com o ronco de forma natural?
É possível acabar com o ronco de forma natural a partir de alguns exercícios simples que, se feitos diariamente, favorecem o fortalecimento do tecido muscular das vias áereas. Por exemplo:
- encostar a língua no céu da boca e deslizá-la para trás em movimentos repetitivos;
- encher uma bexiga com ar sem estufar as bochechas, mantendo-as contraídas;
- posicionar o dedo indicador no espaço entre os dentes e a bochecha. Tente empurrar o dedo contra os dentes utilizando a bochecha e o mantenha pressionado por 5 segundos. Repita isso de 15 a 20 vezes de cada lado.
Conte com a ajuda de um fonoaudiólogo para te ajudar a conduzir esses exercícios e a te passar outros que ajudem a fortalecer sua musculatura respiratória e a acabar com o ronco.
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