logomemedmaislogomemedmaislogomemedmaislogomemedmais
  • Medicamentos
  • Medicina e Tecnologia
    • Receita Digital
  • Sua Saúde
    • Doenças e Sintomas
    • Bem-estar
    • Saúde da Mulher
    • Mente e Comportamento
    • Saúde da Criança
Loja
✕
            Sem resultados. Tente novamente Ver todos resultados
            • Início
            • Todas seções
            • Seções
            • Medicamentos
            • Qual o perigo dos opioides? Entenda os riscos do medicamento
            Publicado por Memed em 17 de setembro de 2023
            Categorias
            • Medicamentos
            Tags
            • Paciente

            Quem passa por uma cirurgia, faz tratamento de câncer ou trata da dor crônica tem contato com medicamentos opioides que possuem esses e outros usos bastante específicos. Porém, qual o perigo dos opioides e por que seu uso é tão comentado?

            Os Estados Unidos são a principal referência sobre o tema por causa da crise que o país vive com essa classe de medicamentos. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), de 1999 a 2020, mais de 263 mil pessoas morreram por overdose de analgésicos opioides prescritos, um crescimento cinco vezes maior em 20 anos.

            Um levantamento da Anvisa, feito para o jornal Folha de S. Paulo, mostra que, de 2012 a 2018, a venda com prescrição de opioides no Brasil aumentou 465%. 

            Essas estatísticas reforçam o quanto a educação dos pacientes é essencial para evitar o abuso de substâncias. Além disso, os médicos devem ser criteriosos ao incluir o medicamento nos protocolos.

            Neste artigo, explicaremos o que são opioides, as indicações de uso, a ação no organismo, os tipos mais comuns e os efeitos colaterais.

            Boa leitura!

            O que são opioides e para que servem?

            Os opioides são um tipo de fármaco analgésico que se liga aos receptores opioides do sistema nervoso central e possui propriedades similares às dos opióides endógenos (produzidos pelo corpo humano). Sua origem pode ser natural, semissintética ou sintética, servindo principalmente para o alívio da dor.

            Alguns exemplos de situações em que o remédio é utilizado são:

            • no tratamento da dor aguda (súbita e grave) no pós-cirúrgico e nos casos de fratura e queimadura;
            • no tratamento dor crônica em pacientes oncológicos e em quadro terminais;
            • nos cuidados paliativos para pessoas com dor crônica.

            Na área médica, o principal motivo de preocupação é em relação à prescrição inadequada dos analgésicos dessa categoria. Isso porque as chances de adição, ou seja, de desenvolver vício na substância, são muito altas.

            A falta de controle de uso gera uma crise de saúde pública como a que acontece nos Estados Unidos. Somado a esse contexto no mercado legal, a fabricação ilegal para comercialização como entorpecente é outro perigo enfrentado.

            O papel dos médicos nesse contexto é analisar com critério a prescrição, avaliando a eficiência de outros tipos de analgésicos que não tenham risco de dependência, antes de tentar um opioide.

            Leia também >>> Mercado clandestino de medicamentos: saiba quais são os principais impactos e riscos.

            Como os opioides agem no corpo?

            Os opioides agem nas células do sistema nervoso central (SNC), ligando-se aos receptores opioides presentes nas terminações nervosas, principalmente as do núcleo do trato solitário, e de outras áreas e órgãos do corpo. 

            Os receptores opioides se conectam com as proteínas G inibitórias. Quando essa proteína é ativada, a excitabilidade neuronal diminui, o que resulta na redução da neurotransmissão de impulsos nociceptivos.

            Os impulsos são mensagens que chegam ao SNC para avisar que houve um dano nos tecidos. Uma vez percebidos, a sensação de dor é um efeito natural do processo.  

            Então, o resultado final da ação dos opoides no corpo é a modulação da dor, proporcionando alívio e relaxamento do sintoma.

            Quais são os tipos mais comuns de opioides e como são prescritos?

            A classificação tradicional separa as substâncias de acordo com a potência de analgesia (forte, intermediário e fraco). Os medicamentos também são separados pela origem da droga (natural ou sintética). Os tipos mais comuns em cada categoria são:

            Classificação dos opioides
            Tradicional Origem
            Forte 

            • Morfina 
            • Petidina 
            • Fentanil 
            • Alfentanil 
            • Remifentanil 
            • Sufentanil
            Natural 

            • Morfina 
            • Codeína 
            • Papaverina 
            • Tebaína
            Intermediário 

            • Buprenorfina 
            • Pentazocina 
            • Butorfanol 
            • Nalbufina
            Semissintético 

            • Diamorfina 
            • Diidrocodeína 
            • Buprenorfina
            • Oxicodona
            Fraco 

            • Codeína
            Sintético 

            • Fenilpiperidinas: petidina, fentanil, alfentanil, sufentanil 
            • Difenilpropilaminas: metadona, dextropropoxifeno 
            • Morfinas: butorfanol, levorfanol 
            • Benzilmorfinas: pentazocina
            Fonte: Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

            Os tipos sintéticos e semissintéticos são prescritos na prática clínica, especificamente como analgésico. No Brasil, alguns são tarja vermelha (exigem receita, mas não é retida na farmácia), como a oxicodona, e outros são tarja preta (a receita fica retida), como a metadona.

            Outros como o fentanil, por exemplo, são restritos ao uso hospitalar para procedimentos e tratamentos feitos com supervisão e não são ministrados fora de um ambiente controlado. 

            Quais são os efeitos colaterais de medicamentos opioides?

            Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas e vômitos, sonolência e constipação. Outros efeitos que podem ocorrer são alucinações, tontura, coceira na pele, respiração lenta ou difícil e dificuldade para urinar.  

            À medida que o corpo se ajusta à medicação, a tendência é que os efeitos colaterais sumam e o uso seja mais confortável. Algumas pessoas, entretanto, não apresentam sintomas. Por isso, os pacientes devem ser orientados a reportar ao médico as reações.

            Leia mais >>> Dosagem de medicamentos: entenda os principais cuidados.

            Qual o perigo dos opioides?

            O principal perigo é o desenvolvimento de tolerância e dependência das substâncias. 

            Com o uso repetido e prolongado, o efeito gerado pela dose inicial é reduzido e, assim, o organismo desenvolve uma tolerância. Logo, muitas pessoas sofrem com intoxicação e até overdose, que pode ser fatal, pois aumentam a dose na intenção de obter o efeito esperado.

            Outro risco é o de dependência, que acontece quando o medicamento é cortado abruptamente após um período prolongado de uso. O quadro causa sintomas psicológicos e físicos, como irritação, agitação, sudorese, lacrimejamento, salivação em excesso, diarreia, cãibras e vômito.

            A suspensão da medicação opioide deve ser feita com orientação médica e aos poucos para que o organismo se adapte à ausência da substância. A forma como o processo acontece é diferente para cada pessoa. 

            Por isso, o apoio médico é importante para tratar os sintomas, que tendem a passar conforme a retirada avança. 

            Leia mais: Tramadol é morfina? Veja diferenças entre os medicamentos.

            * As informações contidas nesse texto foram retiradas da literatura médica e de sites que discutem questões de saúde. Elas não representam a opinião da Memed e não devem ser usadas para diagnóstico. 

            Em qualquer situação, procure um médico para que ele possa lhe passar as orientações corretas para seu caso específico.

            Compartilhar
            1
            Memed
            Memed
            A Memed vai te ajudar a entregar muito mais saúde para o seu paciente. Prescreva através de uma base - atualizada diariamente - com mais de 60 mil medicamentos e promova a adesão através de uma prescrição digital, sempre disponível, que se conecta com a farmácia e possibilita a compra dos medicamentos com desconto e mais comodidade ao seu paciente!

            Artigos Relacionados

            22 de maio de 2024

            O que é espinheira-santa? Conheça as propriedades medicinais


            Leia mais - O que é espinheira-santa? Conheça as propriedades medicinais
            Nactali para que serve
            20 de maio de 2024

            Nactali: para que serve, como usar e efeitos colaterais


            Leia mais - Nactali: para que serve, como usar e efeitos colaterais
            Proctyl pomada
            16 de maio de 2024

            Proctyl pomada: para que serve, como usar e efeitos colaterais


            Leia mais - Proctyl pomada: para que serve, como usar e efeitos colaterais

            Deixe um comentário Cancelar resposta

            O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

            logomemedmais

            A Memed+ é uma iniciativa da Memed.
            Conheça nossas outras soluções em www.memed.com.br

            Categorias

            • Medicamentos
            • Medicina e Tecnologia
            • Sua Saúde
            • Bem-estar
            • Doenças e Sintomas
            • Mente e Comportamento
            • Saúde da Criança
            • Saúde da Mulher
            • Saúde do Homem

            Institucional

            • Memed
            • Trabalhe conosco

            Serviços

            • Receita digital para pacientes
            • Plataforma de prescrição para médicos
            • Seja um parceiro
            Central de ajuda

            Todos os direitos reservados© 2024 Memed.

            Loja
                      Sem resultados. Tente novamente Ver todos resultados