O Adderall é um medicamento neuroestimulante, sendo que as substâncias presentes em sua composição atuam no sistema nervoso central. Geralmente, ele é prescrito para tratar o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a narcolepsia.
No entanto, o Adderall é proibido no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autoriza a comercialização deste medicamento devido ao seu grande potencial de viciar os pacientes que fazem uso da droga.
Mas, então, quais seriam as alternativas ao Adderall?
Neste artigo, vamos mostrar quais substâncias podem ser utilizadas para substituir o Adderall no tratamento de TDAH e narcolepsia.
Continue a leitura para entender também qual é e como funciona o princípio ativo do Adderall, bem como a diferença entre Adderall e Ritalina.
O que é o Adderall?
O Adderall é um medicamento introduzido no mercado na década de 1990. Atuando de forma direta no sistema nervoso central, ele tem como principal efeito o estímulo às atividades dos neurotransmissores.
Por isso, é comumente utilizado para o tratamento de pessoas portadoras de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e narcolepsia – distúrbio crônico que leva à sonolência súbita e incontrolável.
A propósito, o Adderall faz com que o cérebro “trabalhe” mais, nos deixando mais alertas e ‘elétricos’. Por isso, é comum que estudantes façam o uso deste medicamento de forma arbitrária e sem o devido acompanhamento médico simplesmente para melhorar o nível de concentração e performance nos estudos ou, então, para fins recreativos – geralmente misturado com bebidas alcóolicas.
Veja também: Entenda o que é interação medicamentosa e quais são seus riscos
A US Drug Enforcement Administration (DEA) classifica o Adderall como uma substância altamente viciante. Logo, esse medicamento é hoje categorizado na Lista II, a mesma em que se encontra a oxicodona e a cocaína.
No Brasil, esse mesmo motivo foi o que fez a Anvisa decidir por não autorizar a comercialização do Adderall no país.
Qual é o princípio ativo do Adderall?
O que faz o Adderall ser tão viciante e com um grande potencial de causar dependência são as substâncias presentes em sua composição: a anfetamina e a dextroanfetamina.
Os sais de anfetamina, que fazem parte da fórmula do Adderall, estimulam a atividade dos neurotransmissores e aumentam os níveis de dopamina – hormônio que, dentre outras funções, nos deixa felizes.
Outros hormônios também são estimulados com o Adderall, como a norepinefrina e a serotonina.
Leia também: Como estimular a produção de hormônios da felicidade e bem-estar?
O princípio ativo do Adderall nos deixa mais em alerta, melhorando a capacidade de concentração e energia.
Porém, o uso contínuo do Adderall e, principalmente, sem acompanhamento médico, pode alterar os centros de recompensa do cérebro. Como consequência, vai ficando cada vez mais difícil se concentrar e se sentir feliz sem o uso desse medicamento, razão pela qual ele tem potencial viciante.
Alternativas ao Adderall: quais medicamentos podem substituí-lo?
Bom, como você pôde conferir até aqui, o Adderall – especificamente a anfetamina – é um medicamento que pode causar dependência. E, no caso do Brasil, você nem mesmo consegue comprar o Adderall em farmácias e drogarias.
Tendo isso em vista, quais seriam as alternativas ao Adderall para o tratamento de TDAH e narcolepsia?
Existem diversas substâncias e medicamentos que podem simular os efeitos da anfetamina, estimulando as atividades do cérebro. As principais opções são:
1 – Metionina
A metionina (forma ativa S-Adenosil-L-Metionina – SAMe) é um aminoácido que pode ser prescrito com o objetivo de tratar o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e, também, a depressão, além de fortalecer o sistema imunológico e contribuir para a produção de energia.
2 – Citicolina
A citicolina também é uma substância natural que contribui para o melhor funcionamento do cérebro.
Além de reduzir os sintomas de TDAH, a citicolina é utilizada por pacientes em recuperação de AVC.
3 – Suplementação de vitaminas e minerais
Minerais, como ferro, magnésio e zinco, e vitaminas do complexo B – especialmente a B6 – favorecem nossa capacidade cognitiva e as atividades dos neurotransmissores.
Apesar de estarem presentes em vários alimentos, você pode optar por ingeri-los na forma de pílulas de suplemento.
4 – Cafeína
Não é novidade para ninguém o poder estimulante que a cafeína tem no nosso cérebro, certo?
Além do bom e velho cafezinho, essa substância pode ser encontrada em chás, energéticos e comprimidos multivitamínicos.
Porém, é importante tomar cuidado com o consumo exagerado de cafeína, pois ela pode causar insônia e problemas gástricos.
5 – Metilfenidato
Outra alternativa ao Adderall é o metilfenidato. Você deve conhecer esse medicamento por seu nome comercial: Ritalina.
Como o Adderall não pode ser vendido no Brasil, muitos médicos prescrevem a Ritalina para tratar o TDAH.
Apesar de os efeitos do metilfenidato serem bem semelhantes aos da anfetamina, existem sim diferenças entre Ritalina e Adderall. No próximo tópico, a gente explica isso melhor.
Aliás, é muito importante reforçar que o uso indiscriminado dessas substâncias que citamos acima traz riscos à saúde, sendo indispensável contar com a avaliação e prescrição médica.
Adderall e Ritalina: qual a diferença?
A Ritalina é um medicamento que começou a ser comercializado no Brasil em 1998. Prometendo agir de forma semelhante ao Adderall, a Ritalina se difere deste quando o assunto são os efeitos colaterais e, claro, o princípio ativo.
Enquanto o princípio ativo do Adderall é a anfetamina, o da Ritalina é o cloridrato de metilfenidato. Apesar de ambos estimularem o sistema nervoso central, a Ritalina leva cerca de 1 hora para atingir níveis máximos no organismo, ao passo que o Adderall leva, aproximadamente, 3 horas.
O potencial da Ritalina de causar dependência é menor do que o do Adderall.
Entenda melhor a diferença entre essas duas substâncias no vídeo abaixo:
E então, o que você achou das alternativas ao Adderall que trouxemos aqui? Antes de escolher qual substância utilizar, é imprescindível que você consulte seu médico.
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