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            • Cuidados paliativos: conceito, objetivos e pilares do paliativismo
            Publicado por Memed em 7 de abril de 2023
            Categorias
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            • Paciente
            cuidados paliativos

            Cuidados paliativos consistem em um conjunto de medidas de “assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”. É dessa forma que a Organização Mundial da Saúde conceitua o paliativismo.

            Apesar de essa abordagem ser uma necessidade de 40 milhões de pessoas (sendo 20 milhões já no fim da vida), apenas cerca de 10% desses pacientes recebem os cuidados adequados para alívio da dor e controle dos sintomas de doenças crônicas.

            Essa constatação está presente no Atlas Global de Cuidados Paliativos na Terminalidade da Vida, de autoria da OMS e da Organização Não Governamental Worldwide Palliative Care Alliance (WPCA).

            Para você entender melhor sobre o tema, trouxemos aqui um guia que vai explicar em detalhes tudo sobre paliativismo.

            Continue a leitura deste conteúdo e confira os principais pontos-chave!

            • O que são cuidados paliativos?
            • Quando surgiram os cuidados paliativos?
            • Quais são os objetivos dos cuidados paliativos?
            • Para quem os cuidados paliativos são recomendados?
            • Quais são os 3 principais cuidados paliativos?
            • Conheça os pilares dos cuidados paliativos
            • Onde são feitos os cuidados paliativos?
            • Diretivas Antecipadas de Vontade e os cuidados paliativos

            O que são cuidados paliativos?

            Seguindo a mesma linha da OMS ao conceituar cuidados paliativos, podemos defini-los como uma série de ações assistenciais em saúde voltadas para pessoas que apresentam um quadro grave ou avançado de determinada doença e sem previsão de cura.

            A intenção desses cuidados é garantir o bem-estar e a qualidade de vida dessas pessoas, para que, apesar da condição que as acomete, elas possam viver sem sofrimento – sem necessariamente encurtar ou prolongar seu tempo de vida.

            Essa assistência conta com uma equipe multidisciplinar, composta geralmente por médicos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e cuidadores. Além, claro, dos próprios familiares.

            Quando surgiram os cuidados paliativos?

            Apesar de haver indícios da filosofia paliativista na antiguidade, o conceito de cuidados paliativos surgiu no Reino Unido, na década de 1960. Capitaneada pela médica Cicely Saunders, essa abordagem de assistência na saúde logo ganhou força, resultando na criação de pesquisas, métodos de trabalho e até mesmo do St. Christopher’s Hospice (1967) – o mais antigo e importante hospital de cuidados paliativos da Inglaterra.

            Anos mais tarde, já na década de 1990, a Organização Mundial da Saúde adotou pela primeira vez não apenas o conceito de cuidados paliativos, mas também os princípios básicos que devem ser seguidos pelos profissionais envolvidos na atenção a pacientes com câncer.

            A definição da OMS foi atualizada em 2002 (a mesma que citamos na nossa introdução) e as diretrizes de cuidados paliativos se estenderam para outras doenças.

            Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre o câncer: tipos, tratamento e prevenção

            Quais são os objetivos dos cuidados paliativos?

            Em consonância com os princípios estabelecidos pela OMS, os cuidados paliativos buscam atender a alguns objetivos que passam pela investigação do quadro clínico do paciente e pela definição de abordagens, com foco em manejar os sintomas, evitar as complicações, aliviar o sofrimento e evitar a evolução da doença.

            Sem perder isso de vista, podemos apontar como objetivos do paliativismo:

            1 – Aliviar a dor e controlar sintomas

            Em um paciente acometido por alguma doença sem previsão de cura, é função do cuidado paliativo garantir que ele não sinta tanta dor. Aliviar o sofrimento do paciente e tratar sintomas e desconfortos – respeitando seus limites – são o foco do paliativismo.

            2 – Assegurar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente

            Independentemente do tempo de vida restante, cabe aos cuidados paliativos garantir que os anos ou meses que restam ao paciente sejam os mais confortáveis possíveis. O trabalho da equipe de assistência deve ser voltado à garantia da qualidade de vida e do bem-estar do paciente.

            3 – Atender às necessidades do paciente e de seus familiares

            É preciso garantir que todas as necessidades do paciente e dos familiares sejam plenamente atendidas, conforme as possibilidades e avaliando a situação individualmente. Para isso, deve-se considerar não apenas o aspecto físico, mas também o psicológico, emocional, espiritual e social.

            4 – Agir de maneira preventiva

            No paliativismo, os profissionais e familiares envolvidos nos cuidados devem adotar uma postura com foco na prevenção de agravamento do quadro do paciente. Deve-se evitar que novos problemas surjam, comprometendo o bem-estar de quem recebe os cuidados.

            5 – Afirmar a vida e encarar a morte com naturalidade

            O objetivo do paliativismo não é acelerar a morte do paciente. Pelo contrário, essa abordagem é uma afirmação da vida.

            A morte é encarada como um processo natural, que não deve ser adiado nem adiantado, mas sim respeitando os limites do organismo.

            6 – Garantir aos familiares o acesso à informação sobre o paciente

            Manter a família bem informada sobre a situação do paciente nos cuidados paliativos e sobre a importância de eles estarem presentes é extremamente importante para orientar a atuação daqueles que convivem com a pessoa em estado grave ou avançado de alguma doença.

            7 – Humanizar a assistência

            Outro objetivo do paliativismo é a humanização da assistência. Uma assistência humanizada é aquela que preza um tratamento digno, apropriado e respeitando os sentimentos. Esse é um aspecto valioso para que o paciente possa se sentir acolhido e ter uma boa qualidade de vida até o fim desta.

            8 – Garantir que os cuidados tenham continuidade

            Quando o paciente sai do hospital e passa a receber os cuidados paliativos em casa, é necessário garantir a continuidade dessa assistência – principalmente no que se refere à administração de medicamentos, atividades terapêuticas, alimentação etc. Daí a importância da integração familiar neste momento.

            Para quem os cuidados paliativos são recomendados?

            Inicialmente, os cuidados paliativos eram recomendados para pessoas com câncer já em estágio terminal.

            No entanto, com o passar dos anos e com o avanço da medicina paliativa, esses cuidados foram ampliados para outros tipos de doenças crônicas e em progressão que debilitam o paciente e colocam em risco a continuidade da vida.

            Confira abaixo outros exemplos de situações em que o paciente pode ser submetido a cuidados paliativos:

            • doenças cardiovasculares ou pulmonares avançadas;
            • doenças neurodegenerativas (como alzheimer, parkinson, esclerose em estágios avançados etc);
            • doenças congênitas;
            • sequelas pós acidentes ou condições de saúde.

            É importante pontuar também que, ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, os cuidados paliativos não são “o último recurso” para os pacientes em estágio avançado de alguma doença.

            Independentemente do prognóstico, eles ainda podem continuar tratando suas enfermidades e, ao mesmo tempo, receber os cuidados necessários para aliviar o sofrimento e garantir o bem-estar.

            Veja também: 6 doenças mais comuns no Brasil. Veja quais os sintomas

            Quais são os 3 principais cuidados paliativos?

            O paliativismo engloba o trabalho simultâneo de diferentes áreas da assistência à saúde. Isso porque, além de tratar os sintomas físicos da doença, o cuidado paliativo se ocupa de aliviar sofrimentos emocionais, psicológicos e sociais.

            Tendo isso em vista, os 3 principais cuidados paliativos são:

            1 – Físicos

            Com foco em tratar os sintomas físicos da doença e mantê-los sob controle, esse tipo de cuidado se preocupa em minimizar a dor e o sofrimento dos pacientes.

            2 – Psicológicos

            Além de cuidar do corpo, é preciso também cuidar da mente dos pacientes. Doenças muito agressivas e em estágio avançado podem afetar seriamente o psicológico do paciente, gerando estresse e depressão – podendo, inclusive, causar a piora da condição.

            Portanto, os cuidados paliativos também precisam atuar nessa frente.

            3 – Sociais

            Faz parte dos cuidados paliativos garantir que o paciente não seja excluído do convívio social e tenha acesso a todos os aparatos necessários para seguir com seu tratamento e ter uma boa qualidade de vida.

            [BÔNUS] Cuidados espirituais

            A religião e a espiritualidade são aspectos que não podem ser deixados de lado e devem ser respeitados quando falamos sobre os cuidados de pacientes acometidos por doenças graves e em estágio avançado.

            Por isso, faz parte também o paliativismo a orientação religiosa. O objetivo é oferecer conforto e apoio durante o luto, de acordo com a fé de cada família.

            Conheça os pilares dos cuidados paliativos

            Depois de entender quais são os 3 principais cuidados paliativos, é importante que você conheça também os pilares do paliativismo. Eles são fundamentais para que a assistência a esses pacientes e a seus familiares seja realmente eficaz.

            1 – Controle adequado dos sintomas

            Os sintomas devem ser administrados de maneira individual, considerando o quadro clínico específico do paciente.

            2 – Comunicação eficaz

            É muito importante que todos os profissionais da equipe multidisciplinar de cuidados paliativos saibam se comunicar de forma eficaz entre si e, também, com o paciente e seus familiares.

            3 – Apoio aos familiares e cuidadores

            Apesar de o paciente ser o centro das atenções nos cuidados paliativos, não se deve esquecer do apoio às famílias e aos cuidadores que vão atuar diretamente com paciente no dia a dia. Essas pessoas também podem ser afetadas física e psicologicamente pela condição em que o paciente se encontra.

            4 – Trabalho em equipe

            Considerando a necessidade de atuação de profissionais de diferentes áreas, o trabalho em equipe é fundamental para garantir que o paciente tenha acesso ao melhor tratamento possível. Médicos, enfermeiros, cuidadores, fisioterapeutas e psicólogos precisam trabalhar de forma colaborativa.

            Onde são feitos os cuidados paliativos?

            Os cuidados paliativos podem ser conduzidos em hospitais, casas de repouso ou até mesmo na própria residência do paciente.

            Cabe ao médico e aos outros profissionais que compõem a equipe multidisciplinar determinar o lugar mais adequado para que o paciente receba o tratamento devido.

            Cuidados paliativos em hospital

            Os pacientes que ficam internados em hospital para receber os cuidados paliativos geralmente encontram-se em estado muito avançado da doença. Nesses casos, convém contar com uma equipe médica a postos e uma infraestrutura hospitalar para oferecer cuidados mais complexos.

            Cuidados paliativos em domicílio

            Existe também a possibilidade de o paciente seguir com os cuidados paliativos em sua própria residência. Essa é uma recomendação comum no caso de pacientes mais estáveis.

            Dessa forma, eles ficam mais próximos de seus familiares, o que favorece o aspecto psicológico e social, diminuindo o estresse e a ansiedade. Além disso, com os cuidados sendo conduzidos em domicílio, pode-se reduzir os riscos de contrair doenças comuns em ambiente hospitalar e os custos com a internação.

            Diretivas Antecipadas de Vontade e os cuidados paliativos

            Como bem vimos anteriormente neste conteúdo, a comunicação é um dos pilares dos cuidados paliativos.

            Nesse sentido, é imprescindível que os médicos e outros profissionais da assistência, paciente e familiares se comuniquem com clareza sobre o diagnóstico, as alternativas terapêuticas e o prognóstico do paciente.

            Por sinal, é necessário que o paciente seja franco sobre seus desejos no que se refere ao próprio tratamento.

            Para isso, ele pode documentar tais desejos e preferências nas chamadas Diretivas Antecipadas de Vontade.

            Enquanto o paciente encontra-se lúcido e goza de plenas faculdades mentais, ele pode deixar documentado para sua equipe médica e os familiares quais cuidados, tratamentos e intervenções ele deseja ou não receber, caso fique impossibilitado de responder por si mesmo.

            Dessa forma, o paciente pode determinar, por exemplo, que não deseja ser ressuscitado no caso de uma parada cardíaca ou que não quer ser intubado e respirar por aparelhos.

            As diretivas antecipadas podem ser documentadas e registradas pelo próprio médico na ficha ou prontuário do paciente. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), não há necessidade de testemunhas ou assinaturas, uma vez que o médico é um profissional incumbido da chamada fé pública; logo, seus atos apresentam efeito legal.

            Além das Diretivas Antecipadas de Vontade, existe outro documento semelhante chamado Testamento Vital. Registrado em cartório, esse tipo de testamento também deixa explícitas as vontades do paciente no que se refere às medidas de cuidados paliativos, opções terapêuticas, intervenções e procedimentos.

            No Testamento Vital, o paciente também pode apontar uma pessoa que ficará responsável por tomar todas as decisões, caso ele esteja incapacitado de tomá-las.

            “Cure algumas vezes, alivie frequentemente, conforte sempre”. Esse ditado do século XVI resume bem o trabalho dos profissionais de cuidados paliativos.

            O foco não é a cura, mas sim o alívio da dor e o conforto físico e emocional para pacientes e seus familiares.

            Esperamos que este conteúdo tenha esclarecido todas as suas dúvidas sobre o paliativismo.

            E, antes de ir, confira abaixo uma palestra TEDx da Dra. Ana Claudia Quintana Arantes sobre essa temática:

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