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            • Tratamentos de fertilidade
            Publicado por Memed em 31 de agosto de 2022
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            Mas o que é a fertilidade feminina?

            A fertilidade é definida como a capacidade de reproduzir, conceber e dar origem a filhos. Para que você entenda melhor, primeiro iremos explicar como é formado o sistema reprodutor feminino. Ele é composto por:

            • Ovários:  é onde ficam armazenados os óvulos. São responsáveis pelo processo reprodutivo, junto dos espermatozoides (masculinos). Também estão relacionados à produção de hormônios.
            • Trompas de Falópio: é o canal onde liga o útero aos ovários e onde ocorre o encontro do óvulo com o espermatozoide, transportando o óvulo fertilizado até o útero.
            • Útero: é o local que recebe o óvulo fertilizado e onde se desenvolve a gestação.

            Dito isso, a fertilidade feminina depende do bom funcionamento dos ovários, das trompas, do útero, dos ciclos menstruais normais, de forma que não ocorram problemas hormonais, para que assim, seja possível a fertilização. Além disso, a saúde masculina também precisa estar em dia, para que ela seja capaz de conduzir a produção de espermatozóides na quantidade e qualidade suficiente, para que o óvulo feminino seja fecundado com sucesso. 

            Como saber o período fértil?

            Os homens produzem espermatozoides durante todo o tempo, diferente da mulher que só libera óvulos uma vez ao mês. Para isso considera-se que a ovulação ocorra sempre no meio do ciclo. Ou seja, se você tem um ciclo regular de 28 dias, sua ovulação ocorrerá em torno do 14º dia. A ovulação acontece 3 dias antes e 3 dias depois dessa data.

            Neste período, o óvulo sai dos ovários e percorre as trompas de falópio em direção ao útero. Neste momento é que o óvulo pode ser fecundado por um espermatozoide, indo até o útero e dando início a gestação. 

            Mulheres com um ciclo menstrual irregular possuem mais dificuldade  de calcular a data do período fértil, pois a menstruação não vem em um dia certo para que se possa fazer o cálculo e estipular  o dia da ovulação.

            O que causa a infertilidade?

            A mulher nasce com um número estabelecido de óvulos, geralmente em torno de 2 milhões. Na puberdade essa quantidade cai para 500 a 300 mil óvulos, e a medida que são liberados para as trompas de falópio, esse número cai

            Sendo assim, a idade está diretamente associada à fertilidade feminina pois não são produzidos novos óvulos e essa quantidade vai decaindo com o passar da idade. Mas essa diminuição não é constante, é a partir dos 35 anos que essa quantidade cai de forma abrupta. Ou seja, mulheres após os 35 anos podem ter mais dificuldade de engravidar,sendo então cerca de 40% menos chance, do que comparada a uma mulher de até 25 anos.

            Outros fatores também estão associados a infertilidade feminina, como a endometriose (doença causada pela inflamação do endométrio, camada que reveste o útero), que pode provocar a distorção da anatomia pélvica e a obstrução das tubas uterinas. É associada em cerca de 25 a 40% das mulheres inférteis. 

            Também provocam a infertilidade feminina, as doenças das tubas uterinas ou mesmo das aderências pélvicas, que formam um  tecido cicatricial sobre elas, dificultam a fertilização e o embrião de chegar até o útero. A presença de miomas ou pólipos, que são considerados tumores benignos no útero, estão entre as causas de infertilidade feminina, pois eles não permitem que o embrião se implante dentro do útero. Esses fatores representam 11% das causas de infertilidade.

            Dentre as causas da infertilidade também podemos citar a disfunção ovulatória, que são as alterações hormonais e o processo de envelhecimento dos ovários. Algumas mulheres acabam ficando sem menstruar, enquanto outras enfrentam falhas no processo de ovulação.

            Quais são os tratamentos para a fertilidade?

            A OMS (Organização Mundial da Saúde) estipula que cerca de 20 a 25% dos casais enfrentam alguma dificuldade para engravidar. Após 1 ano de tentativas, a recomendação é que procure por um médico especialista, podendo ser seu médico obstetra ou clínicas de reprodução assistida, para que seja possível identificar as causas que estão levando a esse insucesso, e para que o melhor tratamento seja iniciado de acordo com o caso.

            Existem diversos tratamentos que podem ser feitos, desde o mais simples ao mais complexo. Abaixo iremos explicar e sanar suas dúvidas sobre esses tratamentos.

            Coito programado

            Mas o que isso quer dizer? O coito programado, nada mais é do que a relação sexual programada. É um tratamento simples, onde se estimula os ovários através de medicamentos e se observa o desenvolvimento dos óvulos a cada 2 dias, através de ultrassonografia. Quando se percebe que os óvulos estão em um tamanho ideal, é então feita uma injeção de hCG (hormônio responsável pela ovulação) e a relação sexual deve ser feita durante o período fértil da mulher. As taxas de sucesso deste tratamento estão entre 10 a 20%, e essa porcentagem tende a ser menor dependendo da idade da mulher. Isso porque neste tratamento são utilizados os óvulos naturais, que envelhecem junto com ela (conforme falamos acima). São indicadas 3 tentativas desta escolha, caso não haja sucesso é recomendado que o casal busque por outro tratamento.

            Fertilização In Vitro

            É um tratamento de reprodução humana assistida. Consiste na fecundação do óvulo fora do corpo da mulher, em ambiente laboratorial. Primeiramente é feito um tratamento para estimulação ovariana, bem semelhante ao item anterior. Após perceber o amadurecimento desses óvulos, eles são captados e removidos por aspiração e colocados juntos com os espermatozoides do parceiro (ou doador) em uma cultura, onde eles são fecundados naturalmente. Caso sejam formados os embriões, eles são transferidos para o útero da mulher e após 9 dias é realizado o teste de gravidez, para confirmar a gestação. As chances de sucesso deste tratamento varia muito de acordo com a  idade da mulher, a quantidade de  óvulos que foram coletados, a reserva ovariana e também daas causas que levaram à infertilidade. 

            Inseminação artificial

            Também é uma técnica de reprodução assistida. Os espermatozoides são injetados diretamente no útero da mulher durante o período fértil, para que as chances do óvulo ser fecundado aumentem. Esse procedimento tem 20 a 30% de chances de sucesso. Nos primeiros dias do ciclo menstrual da mulher são aplicados hormônios, durante 10 dias, para que ocorra a maturação dos óvulos, e estimulação do crescimento. O desenvolvimento é acompanhado por exames de ultrassom. Quando é percebido o crescimento desses óvulos, uma aplicação de um segundo hormônio acontece para promover a ovulação em até 36 horas depois. Feito isso, o homem realiza a coleta do sêmen pelo qual, os melhores espermatozoides serão escolhidos, preparados e inseridos na cavidade uterina. O procedimento dura em torno de 15 minutos e a mulher segue sua rotina normal até realizar o teste de gravidez após 12 dias do procedimento.

            Injeção intracitoplasmática de espermatozoides

            Essa técnica consiste na inserção de um espermatozoide apto, diretamente no óvulo com uma agulha bem fina. É indicado para casais, onde o homem possui alterações, de moderada a grave, no espermograma e onde a mulher já sofreu mais de 3 abortos.

            Doação de óvulos ou sêmen

             Alguns casais não conseguem gerar um embrião próprio, seja por uma qualidade reduzida, pela não produção dos óvulos pela mulher, ou então pela não produção de espermatozóides suficientes pelo homem. Esse casal pode recorrer a um banco de doações de óvulos e sêmen anônimos. Essa fecundação é feita pelo método in vitro e assim transferido para o útero da mulher.

            Como escolher o melhor tratamento?

            Primeiramente, o casal deve procurar o seu médico ginecologista de confiança, para que sejam investigadas causas de infertilidade. Após diagnosticado, o médico lhes apresentará o melhor tratamento para o caso, explicando como funcionará, seus riscos e também as chances de sucesso.

            Os tratamentos de fertilidade têm ajudado inúmeros casais a realizarem o sonho de serem pais. Graças aos tratamentos modernos muitos casais homoafetivos também conseguem  gerar seus bebês. Para isso busque apoio dos médicos e de uma boa clínica de reprodução assistida, lá eles irão sanar todas suas dúvidas e possibilitar a realização do melhor tratamento, junto aos profissionais qualificados, tornando o seu sonho real.

             

            Artigo redigido pela enfermeira Andrielle Oliveira.

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