Saúde cognitiva e envelhecimento: como manter o cérebro ativo?
As melhorias na qualidade de vida, nos cuidados com a saúde e na alimentação, ao longo dos séculos, favoreceu a longevidade da população. Com isso, saúde cognitiva e envelhecimento se tornaram dois tópicos importantes quando se trata do bem-estar na terceira idade.
No fim de 2022, o IBGE divulgou dados sobre a expectativa de vida para os brasileiros que nasceram a partir de 2021. Segundo o Instituto, a média subiu de 76,8 para 77 anos — homens podem chegar aos 73,6 anos e mulheres aos 80,5 anos.
Em 2050, a previsão é de que 30% da população esteja acima dos 60 anos. Essas estatísticas demonstram a importância da estimulação cognitiva em idosos para desmistificar a longevidade como sinônimo de limitação.
Afinal, envelhecer com saúde é uma meta alcançável, uma vez que existem formas de cuidar da saúde e tratar alterações orgânicas para preservar as funções motoras e cognitivas.
Quer entender melhor sobre o assunto? Continue a leitura do artigo e entenda o que é saúde cognitiva, a importância de preservá-la, como o declínio cognitivo é avaliado e as estratégias para preservar a saúde mental.
Boa leitura!
O que é saúde cognitiva?
A saúde cognitiva é o estado de equilíbrio dos aspectos que garantam a nossa capacidade de adquirir conhecimento, como atenção, concentração, raciocínio, memória, atenção, linguagem etc. Quando esses fatores estão em harmonia, uma pessoa se mantém ativa, funcional e realiza suas funções sem dificuldades.
Porém, quando falamos de saúde cognitiva e envelhecimento, o tempo é um fator crucial. Ao longo dos anos, o corpo humano pode apresentar limitações mais ou menos acentuadas.
As limitações físicas e a potencial deterioração cognitiva estão interligadas com a idade, o surgimento de doenças ou os danos causados por lesões.
O estilo de vida, a manutenção de hábitos, como beber, fumar e se alimentar mal, o sedentarismo e outros fatores interferem na forma como o corpo envelhece.
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Qual a importância da saúde cognitiva na terceira idade?
A saúde cognitiva na terceira idade é importante porque mantém os idosos ativos, capazes de realizar suas funções cotidianas, como tarefas domésticas, atividades físicas, pagar contas, aprender a usar as novas tecnologias e muito mais.
Envelhecer não é sinônimo de doença. Portanto, esse é um mito que precisa ser deixado no passado, pois, com os cuidados certos, é possível envelhecer bem.
Quem deseja manter a qualidade de vida, entretanto, não precisa esperar chegar aos 60 anos para começar. Cultivar bons hábitos ao longo da vida preserva o corpo e evita sobrecarregá-lo, o que, no futuro, pode causar limitações.
Declínio cognitivo e avaliação neuropsicológica em idosos
O declínio cognitivo sutil, também chamado de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL), é um efeito natural do envelhecimento biológico, que causa mudanças nos padrões de cognição.
O surgimento dos sinais marca a transição para a terceira idade, em que o envelhecimento do corpo físico traz alterações mais perceptíveis na cognição normal.
Contudo, as mudanças relativas à saúde cognitiva e ao envelhecimento podem apontar para o desenvolvimento de quadros mais graves, como a demência.
Por isso, quando há problemas na cognição e mudanças drásticas no comportamento, é fundamental fazer o acompanhamento médico em idosos.
Avaliação neuropsicológica em idosos
A avaliação neuropsicológica é um tipo de exame que analisa as capacidades cognitivas de uma pessoa, o que inclui: comportamento, humor, personalidade e capacidade funcional.
O processo é extenso e coleta dados pessoais, de saúde, informações da família, de observações clínicas e de testes de cognição padrão, entre outros métodos. O objetivo é traçar um perfil neuropsicológico do paciente, compreendendo, descrevendo e avaliando como o funcionamento cerebral atual influencia sua capacidade.
A avaliação é realizada em diferentes quadros preventivamente, tanto para verificar a saúde neurológica geral do paciente, quanto para identificar alguma condição específica da qual já existem suspeitas.
Doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, problemas neurológicos, declínio cognitivo, traumas e acidentes, como o AVC, podem alterar o funcionamento do cérebro e, consequentemente, causar limitações na cognição.
Benefícios da avaliação
Um ponto importante sobre saúde cognitiva e o envelhecimento é que as mudanças vão acontecer invariavelmente. O que não é possível prever com exatidão é se irão, de fato, se tornar uma doença limitante.
Situações como esquecimento, desordem mental leve, executar tarefas de forma mais lenta ou demorar um pouco mais para responder um familiar são ocorrências normais.
O sinal de alerta começa a soar quando uma pessoa tem limitações no dia a dia devido ao declínio cognitivo, exigindo que familiares apoiem em cuidados com higiene, financeiros, com a casa e outros.
Nesses casos, a avaliação neuropsicológica em idosos ajuda a identificar se existe uma causa patológica por trás das alterações neurológicas e o quão acentuado o declínio pode ser.
Com um laudo em mãos, pode-se iniciar terapias e tratamentos que previnem o avanço da deterioração cognitiva. Aliás, os cuidados precoces em casos como Alzheimer e Parkinson ajudam a adiar o progresso e as limitações dos quadros.
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6 estratégias para preservar a saúde mental
A seguir, listamos algumas sugestões de estratégias para preservar a saúde mental com o passar dos anos!
- Ter uma rede de apoio próxima, com familiares, amigos ou vizinhos, marcando programas juntos, como sair para tomar um café, almoçar, conversar etc.
- Manter-se atento às pessoas ao redor e oferecer companhia a amigos ou familiares, caso perceba que precisam de alguém para conversar ou realizar alguma tarefa.
- Procurar grupos de pessoas que tenham gostos em comum, como leitura, dança, viagem, aprendizado de idiomas e afins para participar ativamente.
- Trabalhar a inteligência emocional, analisando o próprio comportamento, humor, capacidade de acolhimento e escuta de terceiros e gerenciamento de conflitos.
- Buscar ajuda especializada independentemente da idade para lidar com questões como: solidão, problemas no trabalho e conflitos familiares que podem afetar a saúde emocional e as conexões sociais.
- Praticar, no mínimo, 150 minutos de atividade física por semana para atenuar o declínio do volume cerebral e proteger a cognição no processo de envelhecimento.
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Siga as instruções médicas corretamente
Outro cuidado importante é o uso correto de medicamentos e, em especial, evitar a automedicação. Usar o tipo certo de remédio, na dosagem correta e conforme as instruções do receituário, protege o corpo e a saúde.
Lembre-se de sempre ter a receita médica em mãos na hora da compra!




