A asma é uma doença que acomete grande parte da população, sendo as crianças a principal faixa etária com esse diagnóstico. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de asma e geralmente, essa condição é diagnosticada logo na infância.
Mas, o que é asma?
A asma é uma doença que causa o estreitamento dos brônquios, que são canais responsáveis por levar o ar que inspiramos até nosso pulmão. Com esse estreitamento, há uma dificuldade na passagem de ar, que ainda provoca contrações e espasmos (que são movimentos involuntários), tornando a respiração mais difícil.
Além disso, expirar, ou seja, soltar o ar,se torna mais difícil do que inspirar (puxar o ar),causando acúmulo de ar nos pulmões. A respiração ocorrendo de maneira incorreta pode provocar sensação de falta de ar e sufocamento.
Essa doença pode acometer indivíduos de todas as idades, porém é comumente diagnosticada no período da infância, como dito anteriormente. É também comum que ela se manifeste em várias pessoas da mesma família.
Por que é tão comum ver crianças com asma em relação a adultos?
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância, porém a ciência ainda não sabe qual o real motivo desse alto índice, apesar de haver muita especulação sobre a falta de maturidade do sistema respiratório e imunológico, pois seu sistema imunológico ainda é imaturo, ao se comparar com adultos.
Em relação aos sintomas em crianças e adultos, não há uma gravidade maior entre cada fase da vida. O que precisa de atenção no período da infância é a falta de noção ou controle que a criança pode ter de sua respiração durante uma crise, podendo inclusive causar sua piora. É provável que o adulto já conheça os gatilhos para as crises, enquanto a criança ainda está na fase de entender as possíveis causas.
Além disso, em muitos casos, a criança com asma passa por um período de remissão (onde não há sintomas), normalmente entre 10 e 14 anos. Nesse período as crises tendem a diminuir consideravelmente ou até mesmo cessar, tendo grandes chances de retornar na vida adulta.
Como é o tratamento da asma infantil?
O tratamento da asma em crianças é muito parecido com o tratamento do adulto. Ele é realizado através do uso de medicação e evitando a exposição a possíveis substâncias alérgenas (como poeira, pólen, pêlos de animais etc).
Dependendo da idade, geralmente em crianças menores de 3 anos, pode ser recomendado a nebulização com medicamentos broncodilatadores (que dilatam os brônquios) e soro fisiológico. Normalmente após os 5 anos, se inicia o uso da bombinha de broncodilatador.
Quais cuidados podem ser tomados para evitar crises e aliviar os sintomas da asma?
Infelizmente, a asma é uma doença crônica e não há cura. Porém, ela pode ter os sintomas e crises controlados e até mesmo evitados quando se conhece os possíveis gatilhos desencadeadores. Vale lembrar que as causas que podem levar a asma e seus sintomas são diferentes para cada pessoa.
Além disso, alguns cuidados gerais podem melhorar a qualidade de vida da criança asmática, como por exemplo:
- Evite uso de cortinas ou tapetes, visto que eles podem acumular muita sujeira e poeira;
- Mantenha o ambiente limpo e arejado, eliminando ácaros, poeira e pêlos. Invista um tempo para deixar a casa limpa e organizada, especialmente os ambientes que a criança permanece por mais tempo;
- Opte por roupas de cama e toalhas feitas com materiais antialérgicos;
- Deixe roupas com tecidos propensos a acumularem acárosem sacos plásticos e de preferência em um local onde a criança não pode acessar;
- Evite oferecer alimentos pesados ou com lactose à crianças, devido à alta chance de causar refluxo e consequentemente irritar as vias respiratórias;
- Incentive o consumo de água;
- Evite o contato prolongado ou a criança dormir com animais domésticos, devido aos pêlos que eles soltam.Assim como o animal ter contato com suas roupas, cama etc;
- Não deixe de realizar consultas periódicas com o pediatra e o pneumologista pediatra.
Apesar de ser crônica, a asma não deve ser associada a uma baixa qualidade de vida. Crianças que realizam o tratamento de maneira correta, cuja família tome os devidos cuidados pode sim ter uma infância completa e feliz.
Artigo redigido pela enfermeira Maria Carolyna Henriques.




