De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a obesidade é um dos principais problemas de saúde pública do mundo e isso se dá devido aos números altos e preocupantes da doença em todo o mundo. Ao realizar uma estimativa chegaram a conclusão de que no ano de 2025, cerca de 700 milhões de pessoas no mundo serão obesas e mais de 2,3 bilhões terão sobrepeso.
No Brasil esse índice também é preocupante, a estimativa é que hoje mais de 20 milhões de pessoas apresentam um quadro de obesidade no país. Um número alarmante e que vêm crescendo de maneira rápida.
Mas, o que é a obesidade?
A principal característica da obesidade é o excesso de peso devido a hábitos alimentares inadequados, ou seja, o indivíduo ingere uma grande quantidade de calorias e não gasta o suficiente. Geralmente a obesidade vem atrelada a um estilo de vida sedentário, principalmente por ela causar indisposição e outros sintomas relacionados ao bem-estar.
Além do estilo de vida, a genética pode predispor que os indivíduos tenham obesidade, principalmente por levar ao metabolismo lento e consequentemente o acúmulo de gordura. Problemas hormonais também podem ocasionar o aumento de peso e consequentemente causar sobrepeso/obesidade.
Também, os fatores psicológicos podem desencadear crises de compulsão alimentar, que é quando descontamos as frustrações e sentimentos nocivos, como tristeza e estresse, na alimentação.
E o que a obesidade causa no corpo?
Por ser um desequilíbrio calórico, a obesidade causa aumento de gorduras e consequentemente o aumento de ingestão calórica. Porém, como foi dito logo acima, os fatores genéticos podem ser gatilhos para a obesidade. Afinal, temos mais de 400 genes (moléculas de DNA) que podem se manifestar influenciando fatores como: distribuição da gordura pelo corpo, metabolismo lento e maior apetite.
Além disso, fatores externos como o ambiente e o comportamento são as principais causas da obesidade. A má alimentação, o sedentarismo, o psicológico abalado, os problemas com o sono , entre outros, são preocupantes, não somente para obesidade mas também para o aparecimento de diversas outras doenças.
São muitos os danos que a obesidade pode causar no corpo, desde o cansaço a condições mais severas como AVC (Acidente Vascular Cerebral). Confira agora algumas condições e doenças que podem ser desencadeadas pela obesidade:
Problemas respiratórios
Problemas como a apneia do sono são muito comuns, pois há o acúmulo de gordura no organismo, principalmente sob o pulmão em outras estruturas que influenciam na respiração (como o diafragma, por exemplo) , causando o estreitamento dos canais por onde o ar passa, causando então dificuldades para respirar.
Aumento do colesterol
O colesterol, popularmente conhecido como “gordura no sangue”, é uma das consequências da obesidade, podendo causar condições graves como AVC e infarto. Ela ocorre quando a gordura se fica nas paredes das veias e artérias, podendo inclusive haver o entupimento de alguns desses vasos e morte tecidual.
Falta de disposição
O aumento de peso causa indisposição, privando o indivíduo de algumas tarefas diárias do dia-dia e aumentando o estilo de vida sedentário, consequentemente causando maior acúmulo de gordura.
Diabetes
Com o aumento da quantidade de alimentos a insulina não é suficiente para a quantidade de açúcar ingerida (vale lembrar que a insulina transporta a glicose para nossas células, transformando-as em energia), fazendo com que ela se acumule no sangue. Por isso, o corpo começa a ficar resistente à insulina e isso causa a diabetes do tipo 2.
Maior chance de desenvolver depressão
A depressão relacionada à obesidade pode surgir em dois momentos: após já estar em um quadro de obesidade e ter sua saúde mental afetada por isso ou, por algum gatilho ou predisposição, desenvolver essa condição devido à um quadro depressivo (que inclusive pode causar aumento de apetite).
Hipertensão
Por haver o aumento de gordura os vasos sanguíneos se comprimem e, consequentemente, a passagem de sangue fica difícil. Consequentemente, há o aumento da pressão sanguínea.
Problemas com fertilidade
O excesso de gordura pode acarretar em distúrbios hormonais e levar a problemas de fertilidade. Não há estudos que possam ser conclusivos nesse caso, porém pode estar relacionado aos efeitos inflamatórios que o excesso de gordura em no corpo. No caso dos homens, o acúmulo de gordura acarreta em problemas na ereção, devido ao comprometimento do fluxo sanguíneo na região.
Aumenta o risco do desenvolvimento de câncer
A má alimentação e o aumento de peso aumentam o risco do desenvolvimento de câncer, justamente pelo efeito inflamatório que as células de gordura têm em nosso organismo, como citamos acima. Em homens há uma maior incidência de câncer de próstata e câncer de colo-retal e nas mulheres, câncer de mama, vias biliares e no endométrio.
Previna-se!
A mudança no estilo de vida é uma das principais iniciativas para prevenir e reverter quadros de sobrepeso/obesidade. Hábitos simples de serem adotados no dia-dia trarão ótimos resultados à longo prazo, não somente para a prevenção da obesidade, mas também na melhora de diversos setores de nossa saúde.
Seguir uma dieta equilibrada, apostando em legumes frescos, frutas, além de evitar alimentos industrializados e ricos em açúcar e gorduras é muito importante para manter o peso adequado à sua estrutura óssea e a sua altura., além de pesquisar e conversar com profissionais sobre os alimentos que ingere, conhecendo mais sobre. Também se atentar aos horários das alimentações, preferencialmente comendo de 3 em 3 horas.
A prática de atividade física é muito importante para a saúde física e mental, e também uma grande aliada na prevenção e no tratamento para obesidade. O ideal é sempre começar devagar, procurando uma atividade física que desperte o seu interesse e, aos poucos, descubra mais sobre os limites do seu corpo. Uma simples caminhada diária já pode ser o suficiente para começar a se movimentar.
É importante também a consulta com um profissional de saúde qualificado, como gastroenterologista, endocrinologista, nutrólogos ou nutricionistas e seu consequente acompanhamento, para obter orientações individualizadas e ajudar a entender as reais necessidades do seu corpo, como quais alimentos ingerir e quais exercícios praticar.
Artigo redigido pela enfermeira Maria Carolyna Henriques.




