Para pacientes que têm insônia crônica, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é amplamente recomendada.

Esta intervenção terapêutica estimula o paciente a interpretar melhor os seus sentimentos, principalmente os negativos, e a lidar com eles para que afetem menos a sua rotina de sono saudável. O acesso à terapia individual, no entanto, com um profissional bem treinado, pode ser desafiador. 

Somado a este desafio, têm-se o advindo da telemedicina, a qual se configura como a prática médica à distância. Em virtude disso, será então que é possível que o paciente se sinta confortável a ponto de realizar uma psicoterapia?

Por isso um estudo avaliou a qualidade do tratamento cognitivo para insônia frente a telemedicina.

O estudo realizou um ensaio clínico com 65 adultos com insônia crônica, os quais foram aleatoriamente distribuídos entre aqueles que fariam a terapia presencial e aqueles que fariam via telemedicina.

Apesar dos desafios bem pontuados, os resultados de ambos os grupos foram semelhantes com relação ao aproveitamento da terapia, de modo que mesmo no formato remoto o vínculo terapêutico foi mantido.

Esses resultados são particularmente relevantes durante a pandemia da COVID-19, pois apoiam a adoção da tecnologia de telemedicina para ajudar a superar as barreiras para a entrega presencial de terapia cognitiva para tratamento da insônia (quer dizer que o indivíduo é tratado sem medicação, a exemplo do descrito aqui). 

Arnedt JT, Conroy DA, Mooney A, Furgal A, Sen A, Eisenberg D. Telemedicine versus face-to-face delivery of cognitive behavioral therapy for insomnia: a randomized controlled noninferiority trial. Sleep. 2021 Jan 21;44(1):zsaa136. doi: 10.1093/sleep/zsaa136. PMID: 32658298.


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