A expectativa de vida no mundo está aumentando cada vez mais e no Brasil não poderia ser diferente. Em 2019, o número de idosos chegou a 32,9 milhões, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa).
Além disso, esses dados mostram que a tendência ao envelhecimento da população mundial se mantém. Um exemplo muito claro é que o número de pessoas com mais de 60 anos é superior ao de crianças com 9 anos de idade.
Como é o processo de envelhecimento?
O envelhecimento é um processo natural, onde ocorrem diversas mudanças na fisiologia do corpo e da mente. Não se pode dizer ao certo quando o envelhecimento começa, pensando de maneira cronológica, pois isso depende de cada indivíduo e de todas as influências que ele sofre ao longo da vida (sociais, culturais e ambientais).
É caracterizado pela perda gradual das reservas de células de defesa do organismo, atingindo todos os sistemas. Com isso, o risco de contrair ou desenvolver doenças aumenta e ocorre o declínio da capacidade mental e física.
Para a OMS (Organização Mundial de Saúde) o idoso é todo indivíduo com 60 anos ou mais, sendo também a mesma definição usada pela Política Nacional do Idoso e pelo Estatuto do Idoso no Brasil.
Quais são as etapas do envelhecimento?
O processo de envelhecimento pode ser dividido em 3 etapas: envelhecimento primário, envelhecimento secundário e envelhecimento terciário.
O envelhecimento primário também pode ser chamado de senescência, é justamente o processo de envelhecimento considerado normal, ao qual todos iremos passar ou já estamos passando. Ele é progressivo e ocorre de maneira cumulativa, geralmente sendo afetado por fatores como o ambiente em que vive, as pessoas com quem convive etc.
No caso do envelhecimento secundário ele também pode ser considerado patológico, justamente por o indivíduo apresentar doenças que podem facilmente serem confundidas com o processo normal que ocorre no envelhecimento primário. Nele, surgem alguns sintomas que se intensificam com a doença e com o meio em que o idoso vive. Um exemplo é o caso da demência, que inicialmente pode parecer como perdas leves de memória comuns à idade.
E por fim, no envelhecimento terciário, as perdas físicas e cognitivas são muito acentuadas. Isso ocorre devido ao acúmulo dos efeitos do envelhecimento e das patologias, tornando o idoso mais exposto a riscos e dependente de familiares.
Quando o envelhecimento é considerado normal?
Como já dissemos anteriormente , o envelhecimento considerado normal é quando algumas funções do organismo tendem a sofrer declínios de maneira gradativa. É muito comum, conforme os anos passam, as dúvidas sobre o que é ou não normal com o envelhecimento e se os sinais aparentes não podem estar indicando outra coisa, por exemplo.
É importante ter em mente que essas mudanças ocorrem com todos e são esperadas, e apesar disso tudo não são iguais para todas as pessoas. Alguns exemplos são: perdas de força muscular, esquecimento leve, perda do campo de visão etc.
O envelhecimento saudável não impede que o idoso realize as atividades diárias e se mantenha ativo. É muito importante estar atento a quando esses sintomas leves passam a ser incapacitantes. Isso é um sinal de que algo pode estar errado e assim, é importante procurar um profissional de saúde capacitado, como o clínico geral ou médico geriatra, para realizar o acompanhamento e evolução de possíveis doenças.
Como tornar o envelhecimento mais saudável?
Tornar o envelhecimento mais saudável pode ser muito simples, justamente pela mudança de alguns hábitos do dia-dia. Confira agora algumas dicas para tornar o organismo mais saudável nesse período tão importante da vida:
Mantenha-se em movimento
Que a prática regular de atividades físicas faz bem para a mente e o corpo, não é novidade! No caso dos idosos é muito importante pois ajuda os ligamentos do corpo a ficarem mais flexíveis, os músculos mais resistentes, ajuda na saúde dos ossos e previne doenças como colesterol alto, pressão alta, obesidade e diabetes, que podem trazer muitos riscos aos idosos;
Exercite também a mente
O cérebro pode ser facilmente comparado aos músculos já que, se não é exercitado, ele não se desenvolve. Portanto, não deixe de exercitar a memória com atividades como palavras cruzadas, jogos de raciocínio, leitura, trabalhos manuais (como artesanato e pintura etc);
Alimente-se bem
Manter uma alimentação equilibrada é muito importante, para o corpo e para a mente. Além disso, também previne doenças como diabetes e colesterol. Invista no consumo de frutas, legumes e vegetais frescos, além de grãos integrais para melhor funcionamento de todo o organismo, além de evitar alimentos processados e industrializados, gorduras e frituras, que são metabolizados lentamente pelos idosos;
Durma bem
Dormir é fundamental para corpo e mente, sendo essencial para a recuperação do gasto de energia diário. Para ajudar a ter um sono satisfatório, evite o uso de produtos que contenham cafeína ou sejam estimulantes pro organismo, refeições muito pesadas próximas a hora de dormir e procure estabelecer uma rotina na hora do sono, tentando dormir no mesmo horário e deixando o ambiente aconchegante (com luzes baixas e roupas de cama confortáveis);
Não deixe de socializar
Continue mantendo contato com familiares e amigos, saindo, promovendo encontros e atividades que envolvam outras pessoas. O contato com a sociedade é muito importante e beneficia a saúde mental, além de fazer com que o idoso tenha a sensação de pertencimento e utilidade, através de grupos de apoio com indivíduos da mesma idade, grupos de leitura e até mesmo grupos onde realizam atividades físicas..
É importante também lembrar que o envelhecimento não é uma doença e deve ser encarado como mais uma fase de vida, sendo esta merecedora de autocuidados e hábitos saudáveis.
Artigo redigido pela enfermeira Maria Carolyna Henriques.




