Deficiência de zinco: sintomas e tratamento correto
A falta de micronutrientes pode alterar várias funções no organismo, pois muitos participam da composição de enzimas e estão presentes em órgãos e fluidos do corpo, como o sangue.
Uma das alterações bastante conhecidas é a deficiência de zinco. O mineral essencial participa de diversas funções como formação de DNA e RNA, estabilização das membranas celulares, dos ribossomos e redução da peroxidação lipídica, que gera radicais livres
Para dar uma ideia da sua importância, o zinco é o segundo elemento mais abundante no organismo humano depois do ferro. Um estudo da Nature Plants descobriu que taxas insuficientes do nutriente afetam cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo.
Mas o que causa, quais sintomas ajudam a identificar a alteração no organismo e como repor o zinco faltante? Continue a leitura do artigo e entenda o impacto global da falta de zinco!
Quais as causas da falta de zinco no organismo?
A variação da quantidade de zinco presente no organismo de pessoas saudáveis está ligada a três aspectos: os níveis de nutrientes no corpo, a quantidade de zinco consumida na alimentação e a disponibilidade do mineral solúvel nos itens da dieta.
Por isso, é fundamental ter atenção com dietas restritivas e problemas de absorção de nutrientes. Veja mais detalhes as principais causas da deficiência:
Dieta deficiente
Uma dieta deficiente pode causar deficiência de zinco, mas essa é uma causa rara, pelo menos nas populações com condições de manter uma alimentação equilibrada.
As limitações financeiras ou de abastecimento para o consumo de quantidades adequadas de carne e outras proteínas, podem prejudicar os níveis do nutriente no corpo.
O consumo excessivo de alimentos que contêm fitatos, derivado do ácido fítico, como grãos integrais, cereais, milho, arroz, feijões, soja, outros legumes e nozes, inibem a absorção do nutriente pelo organismo. Então, é necessário equilibrar a alimentação.
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Doenças
As doenças causam alterações no organismo, que podem afetar os níveis séricos de zinco no corpo. Algumas delas são:
- problemas hepáticos;
- anemia falciforme (deficiência de ferro no sangue);
- doenças do pâncreas;
- doença renal crônica;
- diabetes mellitus;
- acrodermatite enteropática (doença rara e hereditária que impede a absorção de zinco);
- doenças que afetam a absorção;
- alcoolismo;
- infecção na corrente sanguínea (sepse).
Tratamentos
Alguns tratamentos de saúde podem levar a deficiência de zinco, como terapias à base de medicamentos diuréticos e alimentação intravenosa por longos períodos.
Como os cuidados são acompanhados por um médico, a suplementação pode ser planejada para evitar o surgimento de sintomas, que podem debilitar ainda mais a saúde.
Quais os sintomas da deficiência de zinco?
Os sintomas da deficiência de zinco são tão variados quanto às causas, uma vez que ele participa de inúmeras atividades celulares.
Entre as alterações estéticas estão a queda de cabelo e unhas frágeis. Como é um nutriente fundamental dos processos de crescimento celular, a deficiência prejudica a produção de células novas e saudáveis.
Outros sintomas são diminuição da imunidade, perda de apetite, alteração no paladar (a capacidade de sentir sabor diminui).
Em relação ao desenvolvimento sexual e reprodutor, a deficiência de zinco causa mau funcionamento dos testículos e ovários, aumentando as chances de infertilidade, e dificuldade de crescimento e desenvolvimento em crianças e adolescentes.
Completam a lista de sintomas diarreia, perda de peso sem explicação, intolerância à glicose e lesões na pele e nos olhos que não cicatrizam corretamente.
Como é feito o diagnóstico da deficiência de zinco?
O quadro deve ser analisado por um médico que conduzirá a investigação adequada do caso. Então, o primeiro passo é passar por uma avaliação.
Na consulta, é importante detalhar os sintomas, as alterações provocadas no organismo, o tipo de dieta, existência de doenças gastrointestinais, entre outros detalhes.
Os exames de sangue e urina são utilizados para medir a concentração do nutriente, apesar da possibilidade de gerarem resultados imprevistos, principalmente, se a deficiência for em níveis pequenos.
Para contornar esse problema, a alternativa utilizada é pedir um teste de plasma sanguíneo. Além disso, é preciso investigar se a falta de zinco não é efeito de outra condição que está prejudicando sua absorção.
Como repor o zinco no organismo?
Após confirmar o diagnóstico, para repor o zinco no organismo, a primeira abordagem é a suplementação, baseada nos resultados dos exames, que vão orientar os níveis adequados de suplementação.
O suplemento nem sempre será feito com a substância concentrada. A adequação da dieta também favorece a recuperação dos níveis séricos de zinco.
Alimentos ricos em zinco
Existe uma grande variedade de alimentos ricos em zinco, ajudando a criar um cardápio variado diariamente, como:
- carnes vermelhas;
- aves;
- feijão;
- nozes;
- alguns frutos-do-mar (como caranguejo e lagosta);
- grãos integrais (o zinco está na casca, por isso, são melhores que os refinados);
- cereais fortificados;
- produtos lácteos.
O ideal para recuperar o organismo quando existe deficiência é aumentar o consumo dos alimentos acima e reduzir os que são ricos em fitato, como feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, entre outros.
Deixar o feijão e leguminosas de molho, trocando a água antes de cozinhar, também ajuda a reduzir os níveis de fitato na alimentação.
Remédios para repor zinco
Os suplementos orais são remédios para repor zinco que possuem alta concentração do nutriente e, geralmente, são comercializados no formato de cápsula. Um exemplo é o Vitergan Zinco, que contém 15 mg de zinco por comprimido.
O seu uso, entretanto, deve ser orientado por um médico para que a evolução dos níveis séricos seja acompanhada, evitando o excesso do nutriente.
É importante destacar que sem a comprovação da deficiência de zinco, a suplementação não terá efeitos no organismo, podendo, inclusive, prejudicá-lo. Então oriente-se antes para ter o acompanhamento adequado.
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