A asma é uma doença que acomete mais de 200 milhões de pessoas em todo mundo, sendo 20 milhões no Brasil, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). Além dos sintomas serem desagradáveis e poderem afetar negativamente a qualidade de vida, as crises podem ser muito graves!
Mas antes, vamos entender um pouco sobre a asma?
A asma é caracterizada como estreitamento dos brônquios. Essas estruturas são responsáveis por levar o ar que respiramos aos pulmões e, esse estreitamento, dificulta a passagem de ar e provoca condições como contrações e espasmos nos brônquios, tornando a respiração dificultosa.
É uma doença que impede o fluxo de inspirar e expirar, aconteça de maneira correta, causando a sensação de “sufocamento”. Não há uma idade máxima ou mínima para desenvolver essa condição, podendo ser diagnosticada em qualquer fase da vida. A asma pode ter relação genética, sendo muito comum terem várias pessoas com este diagnóstico na mesma família.
Como são as crises de asma?
As crises de asma tendem a apresentar sintomas de maneira gradual, começando com sibilos (chiados ao respirar), falta de ar e tosse. Conforme o tempo passa, sintomas como pressão no peito, falta de ar e tosse, cada vez mais forte, aparecem, causando muito desconforto e sensação até mesmo de desespero.
Algumas pessoas, especialmente crianças, podem apresentar coceira na região do tórax ou pescoço antes de um episódio de crise. Mas, no geral, a tosse seca excessiva pode indicar indício de uma possível crise.
Geralmente, nas crises de asma mais graves e difíceis de serem controladas, o indivíduo pode apresentar dificuldades em falar devido à falta de fôlego, podendo inclusive apresentar episódios de confusão mental, lentidão, cor azulada nas extremidades e até mesmo ficar inconsciente.
E o que fazer durante essas crises?
Se você está passando por uma crise de asma, faça uso imediatamente da medicação prescrita pelo seu médico de confiança. Caso ele não esteja por perto, tente manter a calma e procure por ajuda médica imediatamente.
Caso você esteja próximo a alguém que está passando por essa situação, tente seguir os seguintes passos:
- Procure pela medicação ou bombinha que a pessoa usa e dê o medicamento (geralmente, a bombinha já vem montada com o medicamento acoplado nela). Agite a medicação e segure o dispositivo de modo que consiga apertar o canhão do medicamento, colocando a boca do indivíduo, apertando e pedindo que a pessoa inale e segure a respiração por aproximadamente 10 segundos;
- Se não houver medicação, chame ajuda imediatamente ligando para 192 (SAMU);
- Peça que a pessoa sente-se, inclinada para frente, colocando os cotovelos repousados em uma cadeira ou outro objeto;
- Não ofereça água ou outras bebidas, por perigo de engasgo.
É possível evitar essas crises?
Apesar de não ter cura, a asma pode ser controlada. Suas crises, assim como a doença de maneira geral, pode apresentar sinais e sintomas diferentes variando de pessoa a pessoa. É importante que cada um conheça os fatores que podem ser determinantes para a ocorrência das crises e evitá-las.
Confira agora algumas dicas que podem ajudar a evitar as crises de asma e diminuir os sintomas:
- A higiene do ambiente é muito importante, principalmente para eliminar poeira, ácaros ou pelos. Invista um tempo para limpar a casa, especialmente quartos e sala de estar;
- Evite o uso de tapetes, cortinas ou qualquer outro objeto que possa acumular muita poeira;
- Guarde as roupas e casacos de lã ou outros tecidos fáceis de acumularem ácaros em sacos plásticos e deixe-os em locais separados;
- Invista em roupas de cama feitas de materiais antialérgicos;
- Beba muito água para se manter hidratado;
- Evite alimentos pesados ou com lactose, já que eles podem causar refluxo e consequentemente irritar as vias respiratórias;
- Evite dormir com animais domésticos ou que eles tenham contato com suas roupas, cama etc;
- Reconheça os gatilhos e evite-os.
É muito importante manter o tratamento adequado, pois a asma é uma doença que pode causar complicações e limitar as atividades do dia-dia, porém, apesar de ser uma doença crônica, ela não deve ser associada a uma baixa qualidade de vida.
Por isso, não deixe de realizar o tratamento prescrito pelo médico de sua confiança e siga as dicas acima, evitando assim crises e tendo uma vida mais saudável.
Artigo redigido pela enfermeira Maria Carolyna Henriques.




