Distúrbio do sono, também conhecido como doença de Willis-Ekbom. É caracterizada pela vontade incontrolável de movimentar as pernas para aliviar uma sensação de desconforto e resultando em movimentos involuntários.
Geralmente acontece no momento de repouso e à noite, por isso é associada a um distúrbio do sono. Dessa maneira atrapalha significativamente a qualidade do sono do indivíduo, pois ocorre uma maior dificuldade em dormir, e manter o sono, por acordar mais vezes devido aos movimentos. Consequentemente a pessoa dorme menos do que o necessário e apresenta sonolência durante o dia.
Sintomas
Dentre os principais sintomas da síndrome, estão:
- Vontade incontrolável de movimentar as pernas, quando se está em repouso;
- Sensação de desconforto;
- Formigamento;
- Dor;
- Queimação;
- Arrepios;
- Dificuldade de pegar no sono;
- Movimentos das pernas durante o sono, como chutes;
- Perturbação de sono.
Causas
As causas da síndrome das pernas inquietas até hoje não estão claras. Acredita-se que esteja ligada a outras condições clínicas como a anemia ferropriva e por um desequilíbrio de dopamina no cérebro (responsável por controlar os movimentos).
Cerca de 5% da população sofre com esse distúrbio e dentre os fatores de risco, que podem aumentar a probabilidade de ocorrência, estão a genética, onde pode passar de pais para filhos. Doenças crônicas como falência renal e diabetes, certos medicamentos, hábitos inadequados de vida, como uso de álcool, drogas e cigarro, acarretam em uma piora dos sintomas É comum também na gravidez, mas desaparece logo após o nascimento do bebê.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito geralmente levando em consideração a história clínica do paciente, os sintomas e o relato de pessoas próximas. Também pode ser feito um exame chamado de polissonografia, onde é monitorado o sono através de eletrodos fixados no corpo do paciente.
Além disso, ainda pode ser feito exames complementares, como o de sangue para avaliar alguma deficiência nutricional. Embora ainda não exista um teste que seja capaz de confirmar o diagnóstico, geralmente o médico desconfia pelo relato de sintomas.
Tratamento: o que fazer?
Não existe ainda uma cura para a síndrome das pernas inquietas, o que acontece é a adoção de hábitos e medidas que visam diminuir os sintomas desse distúrbio. Começando pela implementação de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, higiene do sono e o cuidado com a alimentação, evitando o consumo de bebidas e alimentos que possam ser estimulantes e causar a piora dos sintomas, como café ou álcool.
Técnicas de relaxamento também ajudam muito no controle dos sintomas e na ocorrência do distúrbio, como a yoga e meditação, pois ajudam na diminuição do estresse. Banhos mornos e massagens ajudam a relaxar os músculos e bolsa térmica quente e fria, auxiliam na sensação de formigamento.
Já nos pacientes, onde o distúrbio é mais grave, busca-se implementar um tratamento medicamentoso, sempre com orientação e prescrição médica, com antagonistas da dopamina, que controlam o impulso de mover as pernas. Medicamentos anticonvulsivos, que retardam e bloqueiam a dor causada nos nervos das pernas, benzodiazepínicos e opióides, sendo esses dois usados em casos graves.
Exercícios físicos de resistência de membros inferiores também são indicados, visto que visam diminuir a gravidade dos sintomas. Dentre algumas formas de tratamento que ainda estão sendo avaliadas, estão a compressão pneumática (que tem como principal mecanismo a diminuição da velocidade e do volume sanguíneo no interior da veia), a espectroscopia de infravermelho próximo (permite a medição contínua de oxigenação dos tecidos e fornece parâmetros que pode correlacionar a atividade cerebral) e também a estimulação magnética transcraniana repetitiva (utiliza estímulos elétricos e magnéticos excitatórios ou inibitórios para restabelecer o funcionamento cerebral).
O sono reparador é importante para uma boa qualidade de vida e bem-estar, se você sofre com a síndrome das pernas inquietas, não hesite em buscar tratamento, só assim você voltará a dormir melhor e verá o quão importante para o dia a dia é uma boa noite de sono.
Artigo redigido pela enfermeira Andrielle Oliveira.




