Conjuntivite alérgica: complicações, tratamento e como se prevenir
Os olhos são revestidos por uma membrana delicada e transparente conhecida como conjuntiva. Quando ela inflama ao entrar em contato com alguma substância alergênica, trata-se de um caso de conjuntivite alérgica.
De acordo com um estudo publicado na revista Research, Society and Development, estima-se uma prevalência desse tipo de conjuntivite em 15% a 40% da população mundial. No Brasil, a estimativa é que mais de 35% das pessoas que residem em municípios de grande porte apresentam sintomas oculares alérgicos.
Neste artigo, vamos explicar como saber se a conjuntivite é alérgica, quais os sintomas, possíveis complicações, tratamento e como se prevenir.
O que é conjuntivite alérgica?
A conjuntivite alérgica é uma condição comum e não contagiosa que afeta os olhos, mais especificamente quando a conjuntiva — membrana fina que reveste a parte externa do globo ocular — se inflama devido a uma resposta alérgica.
Isso pode ser desencadeado por alérgenos como pólen, poeira, ácaros, pelos de animais ou produtos químicos. Embora esse tipo de conjuntivite seja desconfortável, raramente causa danos permanentes à visão.
Devido à sua origem alérgica, a conjuntivite aparece com maior frequência durante a primavera, quando os níveis de pólen no ar atingem seu auge, e em períodos de clima mais seco, quando a atmosfera abriga uma maior concentração de partículas alergênicas.
Como saber se a conjuntivite é alérgica?
Para saber se a conjuntivite é alérgica, primeiramente você precisa procurar um oftalmologista para que ele possa avaliar os seus olhos e determinar qual é o tipo de conjuntivite a ser tratado.
No entanto, existem alguns sintomas que indicam que a conjuntivite é resultado de uma reação alérgica, como:
- coceira intensa nos olhos;
- dor nos olhos;
- vermelhidão conjuntival;
- sensação de areia nos olhos;
- lacrimejamento abundante;
- secreção clara e aquosa;
- hipersensibilidade à luz.
Esses sintomas podem ou não se manifestar em ambos os olhos e estão associados à exposição a alérgenos conhecidos, como pólen, poeira, pelos de animais ou produtos químicos.
Portanto, para saber se a sua conjuntivite é alérgica, é necessário “puxar na memória” se você teve contato com um potencial alérgeno.
Veja também: Teste de alergia: entenda como funciona e saiba quando ele é indicado
Qual a diferença entre conjuntivite alérgica, viral e bacteriana
Além da conjuntivite alérgica, existem também a viral e a bacteriana. A principal diferença entre elas está no agente causador. Enquanto a primeira é causada pelo contato com substâncias alérgenas, as outras duas são desencadeadas por vírus ou por bactérias e, por isso, são contagiosas.
Conjuntivite alérgica
- desencadeada por uma reação alérgica a, por exemplo, pólen, poeira, pelos de animais ou produtos químicos;
- tem como sintomas coceira intensa, vermelhidão conjuntival, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e afeta ambos os olhos;
- não é contagiosa;
- o tratamento é feito com colírios e medicamentos antialérgicos.
Conjuntivite viral
- é causada por um vírus, como o adenovírus;
- tem como sintomas vermelhidão, lacrimejamento, coceira, sensação de areia nos olhos, secreção aquosa, formação de mucosa, começa em um olho e se espalha para o outro;
- altamente contagiosa pelo contato direto com outra pessoa ou com objetos contaminados;
- não há tratamento específico para o vírus, mas sim para aliviar os sintomas, como compressas frias e medicamentos para a coceira.
Conjuntivite bacteriana
- é causada por bactérias, como Streptococcus ou Staphylococcus;
- os sintomas são olhos vermelhos, lacrimejamento, secreção purulenta, coceira;
- geralmente inicia em um olho e depois se espalha para o outro;
- contagiosa, especialmente durante os estágios iniciais, e pode ser transmitida pelo contato direto;
- o tratamento é feito com antibióticos.
É importante distinguir entre conjuntivite alérgica e suas outras formas para dar início ao tratamento adequado e evitar a propagação da doença.
Quais são as complicações da conjuntivite alérgica?
Embora raramente seja uma condição grave, a conjuntivite alérgica pode gerar complicações, como:
- infecções secundárias ao coçar os olhos com as mãos não higienizadas;
- comprometimento da qualidade de vida, impedindo o indivíduo de realizar tarefas comuns do dia a dia;
- surgimento de conjuntivite vernal, que é uma forma crônica.
Como é o tratamento para conjuntivite alérgica?
O tratamento para conjuntivite alérgica geralmente envolve o uso de colírios antialérgicos, como o Lastacaft, para aliviar os sintomas e a aplicação de compressas frias. Há também medicamentos anti-histamínicos que podem ser prescritos pelo médico.
Para um tratamento adequado e eficaz, é fundamental consultar um oftalmologista. A partir de uma avaliação especializada, o médico poderá fazer um diagnóstico preciso e orientar o paciente sobre como tratar essa condição.
Como fazer a prevenção da conjuntivite alérgica?
A prevenção da conjuntivite alérgica envolve a adoção de medidas que minimizem a exposição a alérgenos desencadeantes. Confira abaixo algumas dicas:
- Consulte um alergologista para saber quais são os alérgenos que podem desencadear sua conjuntivite;
- Evite ou reduza a exposição aos alérgenos identificados, utilizando umidificador de ar e mantendo a casa livre de poeiras, por exemplo;
- Use óculos de sol para proteger os olhos do contato direto com alérgenos externos, com pólen e poeira;
- Lave as mãos frequentemente e evite levá-las aos olhos, principalmente após tocar em alérgenos potenciais, como animais de estimação ou superfícies sujas;
- Higienize as suas lentes de contato antes de usá-las.
Bom, agora que você já conhece mais sobre conjuntivite alérgica, vale a pena reforçarmos a importância da consulta médica para um diagnóstico preciso.
A partir de exames detalhados e testes de alergia, será possível identificar os alérgenos específicos que estão desencadeando a reação e prescrever o tratamento mais correto.




